| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Marotta, Giuliano Sant'Anna | - |
| dc.contributor.author | Nascimento, André Vinícius de Sousa | - |
| dc.date.accessioned | 2026-10-07T21:16:39Z | - |
| dc.date.available | 2026-10-07T21:16:39Z | - |
| dc.date.issued | 2026-10-07 | - |
| dc.date.submitted | 2025-04-04 | - |
| dc.identifier.citation | NASCIMENTO, André Vinícius de Sousa. Inversion of Rayleigh and Love wave dispersion curves: new constraints on the shear-wave velocity and radial anisotropy structure of the South American lithosphere. 2025. 167 f., il. Tese (Doutorado em Geociências Aplicadas e Geodinâmica) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/57166 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geociências Aplicadas e Geodinâmica, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Os avanços científicos apresentados nesta tese são resultado de esforços para medir e
inverter dados de dispersão de ondas de superfície para imagear a estrutura sísmica da
litosfera sob a América do Sul. Nossas descobertas são apresentadas em três estudos distintos. O primeiro deles apresenta um modelo de velocidade de ondas de cisalhamento
obtido pela inversão de 26.984 curvas de velocidade de grupo de ondas Rayleigh do modo
fundamental, com períodos entre 9 e 180 s. A interpretação desse modelo é focada na estrutura cratônica abaixo da América do Sul. Para o cráton Amazônico, o corte de velocidade
em 150 km de profundidade apresenta uma correlação geral com idades geocronológicas
de províncias, exceto na província Maroni-Itacaiúnas, onde é levantada a hipótese que os
eventos intraplaca tectono-termais K’Mudku do Mesoproterozoico e/ou o magmatismo
volumoso da Província Magmática do Atlântico Central (após a ruptura da Pangeia) são
candidatos para explicar a diminuição de velocidade e consequentemente a quebra na
correlação entre velocidades e idades. O modelo também é consistente com um paleocontinente São Francisco que engloba tanto o atual cráton do São Francisco quanto partes dos
cinturões Brasília e Araçuaí. Alguns autores sugerem que essa extensão é válida também
para a província da Borborema; entretanto, as baixas velocidades mostradas pelo modelo
para profundidades maiores que 70 km sugerem afinamento litosférico, algo que também é corroborado por outras evidências geofísicas e geológicas. Logo, uma possível raiz
cratônica do paleocontinente São Francisco sob a província da Borborema provavelmente
foi erodida. Finalmente, nosso modelo também mostra uma estrutura de alta velocidade
sísmica na região do cráton Río de la Plata, consistente com estudos magnetotelúricos.
Como medidas manuais de curvas de dispersão demandam muito e consomem bastante
tempo, uma ferramenta para obter automaticamente mais medidas de dispersão para
melhorar os modelos é fundamental. Com isso em mente, nós desenvolvemos e apresentamos a ferramenta DisperPy no nosso segundo estudo, uma biblioteca escrita em Python
e baseada em algoritmos de aprendizado de máquina desenvolvida para extrair curvas
de dispersão de velocidade de grupo de terremotos automaticamente. O arcabouço de
análise do DisperPy visa resolver dois problemas principais: (1) avaliar a qualidade da
forma de onda e determinar se é possível extrair a sua respectiva curva de dispersão e (2)
medir a curva de dispersão de velocidade de grupo de formas de onda com boa qualidade. Para lidar com o primeiro problema, o DisperPy usa uma rede neural convolucional
baseada na arquitetura ResNet-34. Para o segundo problema, o DisperPy depende de uma
combinação de diferentes algoritmos de aprendizagem de máquina não supervisionada.
Um experimento de tomografia de ondas de superfície é realizado nos Estados Unidos
contíguos para testar o DisperPy, resultando em um total de 194.325 curvas de dispersão
de velocidade de grupo extraídas a partir de formas de onda de banda larga da componente vertical de sismogramas. Consistente com estudos prévios, os mapas mostram
uma dicotomia de velocidade proeminente, com baixas velocidades na parte oeste tectonicamente ativa dos EUA e velocidades altas na parte estável central e leste dos EUA.
No terceiro estudo, voltamos a atenção novamente para a América do Sul e exploramos
uma importante, embora negligenciada, propriedade da litosfera: a anisotropia. Estudos
de anisotropia radial são complementares aos estudos de velocidade sísmica isotrópica, e
podem fornecer informações adicionais acerca de deformações atuais e passadas, além de
fluxo. Usando o DisperPy, construímos um conjunto de dados de 255.292 e 75.843 curvas
de dispersão de velocidade de grupo de ondas Rayleigh e Love, respectivamente, tanto de
terremotos como de correlações cruzadas de ruído sísmico entre pares de sensores. O uso
de curvas de ruído sísmico nos fornece vínculos mais fortes sobre a estrutura mais rasa.
Invertemos esse conjunto de dados para construir de forma independente modelos de
velocidade de onda cisalhante polarizados vertical e horizontalmente, e a diferença entre
eles nos fornece a anisotropia radial. Nosso modelo revela uma crosta muito anisotrópica
(e especialmente a crosta superior rasa) e um manto superior mais homogêneo, caracterizado principalmente por anisotropia radial positiva. Sugerimos que uma grande parte
da anisotropia radial rasa possa estar relacionada à orientação preferencial causada pelo
alinhamento de material heterogêneo relacionado às Províncias Magmáticas do Paraná e
do Atlântico Central. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) | pt_BR |
| dc.language.iso | eng | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Inversion of Rayleigh and Love wave dispersion curves : new constraints on the shear-wave velocity and radial anisotropy structure of the South American lithosphere | pt_BR |
| dc.title.alternative | Inversão de curvas de dispersão de ondas Rayleigh e Love : novos vínculos sobre a estrutura de velocidade de onda de cisalhamento e de anisotropia radial da litosfera Sul-americana | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Ondas de superfície | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Crátons | pt_BR |
| dc.subject.keyword | América do Sul | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Aprendizado de máquina | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Python | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Anisotropia radial | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Terremotos | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Ruído sísmico | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Litosfera | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.contributor.advisorco | Chaves, Carlos Alberto Moreno | - |
| dc.contributor.advisorco | França, George Sand Leão Araújo de | - |
| dc.description.abstract1 | The scientific advances reported in the present thesis are the result of efforts to measure and
invert surface wave dispersion data to image the seismic structure of the lithosphere beneath South America. Our findings are presented in three separate studies. In the first one,
we derive a shear-wave velocity model by inverting 26,984 fundamental mode Rayleigh
wave group velocity dispersion curves, at periods of 9-180 s. The interpretation of this
model focuses on cratonic structure beneath South America. For the Amazonian craton,
we find a general correlation between seismic velocity at 150 km depth and geochronological province ages, except at the Maroni-Itacaiúnas province, where we hypothesize that
Mesoproterozoic K’Mudku intraplate tectono-thermal events and/or voluminous magmatism of the Central Atlantic Magmatic Province (following the breakup of Pangea) are
candidates for decreasing the velocity and thus disrupting the velocity/age correlation.
Our model is also consistent with a São Francisco paleocontinent encompassing the current São Francisco craton and parts of the Brasília and Araçuaí belts. Some authors argue
whether this extension is also valid for parts of the Borborema province; the slow velocities
mapped by our model beneath it from 70 km depth downward are, however, indicative
of lithospheric thinning, which is also supported by other geophysical and geological evidence. Thus, we argue that a possible cratonic root of the São Francisco paleocontinent
beneath the Borborema province has likely been eroded away. Finally, we also image a fast
shear-wave velocity structure in the region of the Río de la Plata craton, consistent with
magnetotelluric studies. As manual measurement of dispersion curves is a very demanding and time consuming procedure, we would like an automated tool to carry out more
dispersion measurements to improve our models. Bearing this in mind, we develop and
present DisperPy in our second study, an open-source Python library based on machine
learning algorithms developed to automatically extract group velocity dispersion curves
from earthquake data. The analysis framework of DisperPy aims to solve two primary
tasks: (1) to assess waveform quality and determine if dispersion extraction is feasible,
and (2) to measure group velocity dispersion from good quality waveforms. To address
the first task, DisperPy uses a convolutional neural network based on the ResNet-34 archi-
tecture. For the second task, DisperPy relies on a combination of different unsupervised
machine learning algorithms. We carry out a surface wave tomography experiment across
the contiguous United States to further test DisperPy, resulting in a total of 194,325 group
velocity dispersion curves extracted from broadband vertical component waveforms. Consistent with previous studies, our maps reveal a prominent velocity dichotomy, with low
velocities in the tectonically active western US and high velocities in the stable central and
eastern US. In our third study, we turn our attention back to South America and explore an
important and yet overlooked property of the lithosphere: anisotropy. Radial anisotropy
studies are complementary to isotropic seismic velocity studies, and can provide additional
insights into past and present deformation and flow. Using DisperPy, we build a data set
consisting of 255,292 Rayleigh and 75,843 Love wave group velocity dispersion curves from
both earthquakes and cross-correlations of ambient noise between pairs of sensors. The
usage of ambient noise curves allows us to better constrain shallower structure. We invert
this data set to construct independent vertically and horizontally polarized shear-wave
velocity models, and the difference between them gives us access to radial anisotropy.
Our model reveals a very anisotropic crust (and especially shallow upper crust) and a
more homogeneous upper mantle, mostly characterized by positive radial anisotropy. We
suggest that a large component of the shallow radial anisotropy might be related to shape
preferred orientation caused by alignment of heterogeneous material related to the Paraná
and Central Atlantic Magmatic Provinces. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Instituto de Geociências (IG) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Geociências Aplicadas e Geodinâmica | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
|