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Título: Efeitos da implementação de protocolos de afastamentos baseados em testagens objetivas na preservação da força de trabalho em saúde em cenário de pandemia
Autor(es): Silva, Carolina Rocha
Orientador(es): Mota, Licia Maria Henrique da
Coorientador(es): Albuquerque, Cleandro Pires
Assunto: Covid-19
Profissionais da saúde
Sobrecarga de trabalho
Enfermeiros
Data de publicação: 24-Set-2026
Referência: SILVA, Carolina Rocha. Efeitos da implementação de protocolos de afastamentos baseados em testagens objetivas na preservação da força de trabalho em saúde em cenário de pandemia. 2025. 84 f., il. Tese (Doutorado em Ciências Médicas) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Introdução: A pandemia da COVID-19 impactou significativamente os profissionais de saúde, trazendo desafios para a gestão da força de trabalho. A rápida disseminação do vírus e a escassez de testes resultaram em afastamentos laborais, afetando a preservação da força de trabalho. Objetivos: Avaliar a efetividade dos protocolos de afastamento baseados em testes e observar a duração, diferenças, impacto (burden) e preditores dos afastamentos entre os diferentes profissionais de saúde, a fim de preservar a força de trabalho. Métodos: Estudo longitudinal observacional realizado no Hospital Universitário de Brasília (HUB) de março de 2020 a abril de 2021, envolvendo profissionais de saúde e prestadores de cuidados operacionais e administrativos. Por meio de entrevistas telefônicas, foram coletados dados sociodemográficos e clínicos em quatro momentos distintos (D0, D7, D15 e D30), registrando a data inicial e final do afastamento laboral. Dentre os fatores preditores de afastamento avaliados, incluem-se sexo, idade, categoria profissional, tabagismo, sintomas graves da COVID-19 e comorbidades. Três protocolos de afastamento foram implementados com durações de 14, 10 e 7 dias, seguindo recomendações do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), com a padronização entre sintomáticos e assintomáticos. A análise estatística foi: estatística descritiva, teste t de Student, teste de Kruskal‒Wallis, regressão linear e correção de Bonferroni. Resultados: Dos 1019 participantes, houve predominância de mulheres (75,5%) e sintomáticos (58,3%). A média de idade foi de 38,8 anos e o IMC de 28,3 kg/m². Os afastamentos laborais relacionados à COVID-19 tiveram duração média de 16,7 dias. Enfermeiros apresentaram o maior tempo médio de afastamento (19,9 dias), sendo superior a médicos (13,0 dias), técnicos de enfermagem (16,6 dias), outros profissionais de saúde (14,3 dias) e administrativos/operacionais (16,6 dias). Não houve diferença significativa em relação aos fisioterapeutas (19,8 dias). Preditores significativos incluíram: categoria profissional, tabagismo, gravidade da COVID-19, idade e IMC. Conclusões: Protocolos baseados em testes poderiam ter reduzido a duração dos afastamentos. Enfermeiros tiveram o maior tempo de afastamento laboral, possivelmente devido à natureza do trabalho e ao estresse psicológico exacerbado durante o período da pandemia.
Abstract: Introduction: The COVID-19 pandemic significantly impacted healthcare professionals, posing major challenges to workforce management. The rapid spread of the virus and limited testing availability led to increased work leave, compromising workforce preservation. Objectives: To evaluate the effectiveness of test-based leave protocols and to examine the duration, differences, burden, and predictors of leave among various categories of healthcare workers, with the aim of preserving the workforce. Methods: A longitudinal observational study was conducted at the University Hospital of Brasília (HUB) from March 2020 to April 2021, involving healthcare professionals and operational and administrative staff. Sociodemographic and clinical data were collected through telephone interviews at four time points (D0, D7, D15, and D30), including the start and end dates of work leave. Predictive factors for leave included sex, age, professional category, smoking status, COVID-19 severity, and comorbidities. Three leave protocols were implemented—lasting 14, 10, and 7 days—based on CDC (Centers for Disease Control and Prevention) recommendations, with standardization across symptomatic and asymptomatic individuals. Statistical analyses included descriptive statistics, Student’s t-test, Kruskal–Wallis test, linear regression, and Bonferroni correction. Results: Among the 1,019 participants, the majority were women (75.5%) and symptomatic individuals (58.3%). The mean age was 38.8 years, and the mean BMI was 28.3 kg/m². COVID19-related work leave had a mean duration of 16.7 days. Nurses had the longest mean leave duration (19.9 days), longer than physicians (13.0 days), nursing technicians (16.6 days), other healthcare professionals (14.3 days), and administrative/operational staff (16.6 days). No significant difference was observed when compared to physical therapists (19.8 days). Significant predictors included professional category, smoking status, COVID-19 severity, age, and BMI. Conclusions: Test-based leave protocols may have contributed to reducing the duration of work absences. Nurses experienced the longest leave duration, possibly due to the nature of their work and heightened psychological stress during the pandemic period.
Unidade Acadêmica: Faculdade de Medicina (FM)
Informações adicionais: Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, 2025.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Agência financiadora: Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (FINATEC) e Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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