| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Pic-Taylor, Aline | - |
| dc.contributor.author | Motta, Luciana Soares Gueiros da | - |
| dc.date.accessioned | 2026-09-01T18:42:02Z | - |
| dc.date.available | 2026-09-01T18:42:02Z | - |
| dc.date.issued | 2026-09-01 | - |
| dc.date.submitted | 2025-01-30 | - |
| dc.identifier.citation | MOTTA, Luciana Soares Gueiros da. Efeitos do chá de ayahuasca (Banisteriopsis caapi e Psychotria viridis) em modelos in vitro e in vivo de tumores. 2025. 167 f., il. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/55793 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | O câncer é a principal causa de morte e uma importante barreira para o aumento da
expectativa de vida em todos os países do mundo. Os tratamentos convencionais
apresentam efeitos adversos consideráveis, sendo necessárias pesquisas para o
desenvolvimento de novas terapias, e, nesse panorama, o chá de ayahuasca tem se
destacado. A ayahuasca é uma infusão vegetal psicoativa da Amazônia que desde tempos
remotos é preparado e tomado pelos índios como instrumento espiritual e ritual, de
proteção e cura em diversas regiões do mundo. O chá de ayahuasca consiste, em geral, na
combinação de duas plantas, feito por meio da decocção e infusão do cipó Banisteriopsis
caapi (“mariri”) e das folhas da Psychotria viridis (“chacrona”). Sua composição química
fundamental contém as β-carbolinas harmina (HRM), harmalina (HRL) e
tetrahidroharmina (THH) presentes no mariri, enquanto a chacrona contém o alcalóide
principal, o N, N-Dimetiltriptamina (DMT), substância molecular semelhante ao
neurotransmissor serotonina (5-HT), com propriedades alucinógenas. Sendo assim, esse
trabalho teve por objetivo investigar os efeitos da exposição ao chá ayahuasca em
linhagens tumorais in vitro e em modelo experimental de tumor in vivo. O chá de
ayahuasca, cedido pela UDV, foi quantificado por GC-MS/MS e utilizado nos ensaios in
vitro e in vivo. Para os ensaios in vitro foram utilizadas as linhagens celulares: B16F10,
U87MG, MCF7 e NIH3T3, que foram incubadas, plaqueadas e tratadas com diferentes
doses de chá de ayahuasca ou tratadas com controle positivo ou controle negativo. Os
ensaios de viabilidade celular e integridade da membrana celular foram realizados pelas
técnicas: MTT e coloração com azul de tripan. Para avaliar a fragmentação do DNA, ciclo
celular, viabilidade das células e perfil de morte celular foram realizados ensaios por
citometria de fluxo (FACS) com protocolos bem definidos na literatura que envolvem o
uso de iodeto de propídeo, RNAse e anexina V. Os ensaios in vivo foram realizados com
camundongos C57BL6, que foram inoculados com células de melanoma, e tratados com
ayahuasca ou controle positivo ou negativo por 10 dias consecutivos. 48 horas após o
último tratamento os animais foram eutanasiados com dose letal de anestésicos, o sangue
foi retirado para análises hematológicas e bioquímicas, os órgãos de tumores foram
coletados para análises macroscópicas e histológicas. Nos testes in vitro, os resultados de
viabilidade celular após incubação por 24 horas com chá de ayahuasca em diferentes doses,
promoveu para a linhagem tumoral B16F10 redução da viabilidade celular correlacionada
ao aumento da dose de tratamento que se tornou significativa a partir de 1 mg/mL à 5
mg/mL, esse grupo celular se mostrou mais sensível ao tratamento, já que, na maior dose
apresentou menor viabilidade e, a partir desse resultado, seguimos para os ensaios em
animais com esse tipo celular. A linhagem tumoral U87MG apresentou tendência de
redução da viabilidade nas menores doses de tratamento, que foi significativa nas doses de
0,5; 1; 2,5 e 3,5 mg/mL. Curiosamente com o aumento da dose de tratamento para 4
mg/mL houve aumento significativo da viabilidade celular. A linhagem tumoral MCF7
houve redução significativa da viabilidade celular nas doses de 1; 3,5 e 5 mg/mL. O
tratamento com o chá de ayahuasca para a linhagem não-tumoral NIH3T3, promoveu
aumento na viabilidade celular quando as células foram tratadas com as menores doses,
que foi revertida, a partir da dose de 1 mg/mL e iniciou-se uma acentuada redução na
viabilidade celular. O grupo controle positivo, no geral, apresentou redução significativa da
viabilidade celular nas maiores doses de tratamento. A partir dos resultados dos testes de
viabilidade celular foi calculado o IC50 de cada linhagem celular: B16F10 IC50 é 1 mg/mL;
U87MG o IC50 é 1,5 mg/mL; NIH3T3 e MCF7 o IC50 é 2,5 mg/mL. Nos testes de
integridade da membrana celular o IC50 do chá de ayahuasca promoveu tendência de
comprometimento das membranas celulares em todas as linhagens testadas. Os resultados para os ensaios de citometria de fluxo o IC50 do chá de ayahuasca promoveu fragmentação
do DNA em todas as linhagens celulares testadas, sendo o câncer de mama a linhagem
mais sensível a esse tratamento. No ensaio de fases do ciclo celular a linhagem tumoral
B16F10 promoveu parada do ciclo celular em G2. Nos ensaios que avaliaram perfil de
morte celular, as células em necrose estavam aumentadas nos tratamentos com cisplatina e
IC50 ,quando comparadas com o grupo controle, nas diferentes linhagens celulares, a
exceção do câncer de mama. Já as mortes das células em apoptose tardia/necrose e
apoptose precoce se mostraram amentadas em todas as linhagens testadas nos tratamentos
com cisplatina e IC50 quando comparadas com o grupo controle. Em contrapartida as
células viáveis estavam diminuídas. Nos testes in vivo, após a inoculação e crescimento do
tumor de melanoma, os animais receberam oralmente as doses de 1X, 2X e 5X, uma vez ao
dia, por 10 dias consecutivos. A partir do 13° dia de experimento, houve redução
significativa do peso animal quando comparamos os grupos controles e o grupo de maior
dose de tratamento, no 19° dia de experimento essa redução significativa da média dos
pesos atingiu todos os grupos tratados com ayahuasca. Ainda que não significativo existe
uma tendência de redução do volume tumoral nos animais tratados com o chá de
ayahuasca. As análises do hemograma e bioquímica revelaram uma tendência de
inflamação crônica, disfunção hepática e renal. O peso dos órgãos: pulmão, estômago,
intestino e o tumor não apresentaram diferenças significantes entre os grupos
experimentais. Os demais órgãos como cérebro, coração e fígado observou-se uma
tendência de aumento do peso relativo dos animais tratados com ayahuasca, em
contrapartida, houve uma tendência de diminuição do peso relativo do timo e peso absoluto
do rim direito dos animais tratados com ayahuasca. O órgão que apresentou maior variação
significativa dos resultados para peso foi o baço. Nas análises histológicas os achados mais
relevantes foram relacionados à necrose tumoral que foram diminuídas com significância
nos grupos tratados com ayahuasca com dose 2X e tratados com cisplatina quando
comparados ao grupo controle. A morte neuronal foi maior nos grupos tratados com chá de
ayahuasca e cisplatina do que no grupo controle. Ainda que os resultados in vitro para a
linhagem tumoral de B16F10 tenham sido promissores não se refletiram em cura animal,
porém alguns resultados direcionam a uma possível tendência terapêutica. Sendo assim,
mais estudos são necessários para a complementação dos dados apresentados em busca de
doses que possam efetivamente apresentar efeito terapêutico in vivo. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Efeitos do chá de ayahuasca (Banisteriopsis caapi e Psychotria viridis) em modelos in vitro e in vivo de tumores | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Ayahuasca | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Câncer | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Melanoma | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Camundongos como animais de laboratório | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Efeito antitumoral | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Câncer - tratamento | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | Cancer is the leading cause of death and a major barrier to increasing life expectancy in
every country in the world. Conventional treatments have considerable adverse effects, so
research is needed to develop new therapies, and in this context ayahuasca tea has stood
out. Ayahuasca is a psychoactive plant infusion from the Amazon that has been prepared
and taken by Indians since ancient times as a spiritual and ritual tool for protection and
healing in various regions of the world. Ayahuasca tea generally consists of a combination
of two plants, made by decocting and infusing Banisteriopsis caapi (“mariri”) and
Psychotria viridis (“chacrona”) leaves. Its fundamental chemical composition contains the
β-carbolines harmine (HRM), harmaline (HRL) and tetrahydroharmine (THH) present in
mariri, while chacrona contains the main alkaloid, N,N-Dimethyltryptamine (DMT), a
molecular substance similar to the neurotransmitter serotonin (5-HT), with hallucinogenic
properties. Therefore, the aim of this study was to investigate the effects of exposure to
ayahuasca tea on tumor cell lines in vitro and in an experimental tumor model in vivo.
Ayahuasca tea, provided by UDV, was quantified by GC-MS/MS and used in the in vitro
and in vivo tests. For the in vitro tests, the following cell lines were used: B16F10,
U87MG, MCF7 and NIH3T3, which were incubated, plated and treated with different
doses of ayahuasca tea or treated with a positive control or negative control. Cell viability
and cell membrane integrity tests were carried out using the MTT and trypan blue staining
techniques. To assess DNA fragmentation, cell cycle, cell viability and cell death profile,
flow cytometry (FACS) tests were carried out using well-defined protocols in the literature
involving the use of propidium iodide, RNAse and annexin V. The in vivo tests were
carried out on C57BL6 mice, which were inoculated with melanoma cells and treated with
ayahuasca or a positive or negative control for 10 consecutive days. 48 hours after the last
treatment, the animals were euthanized with a lethal dose of anesthetics, blood was drawn
for hematological and biochemical analyses, and tumor organs were collected for
macroscopic and histological analyses. In the in vitro tests, the results of cell viability after
incubation for 24 hours with ayahuasca tea at different doses promoted a reduction in cell
viability for the B16F10 tumor line correlated with the increase in treatment dose, which
became significant from 1 mg/mL to 5 mg/mL. This cell group proved to be more sensitive
to treatment, since at the highest dose it showed lower viability and, based on this result,
we moved on to animal tests with this cell type. The U87MG tumor line showed a trend
towards reduced viability at the lowest treatment doses, which was significant at 0,5; 1; 2,5
and 3,5 mg/mL. Interestingly, when the treatment dose was increased to 4 mg/mL, there
was a significant increase in cell viability. The MCF7 tumor line showed a significant
reduction in cell viability at doses of 1; 3,5 and 5 mg/mL. Treatment with ayahuasca tea for
the NIH3T3 non-tumor cell line promoted an increase in cell viability when the cells were
treated with the lowest doses, which was reversed from the 1 mg/mL dose onwards and a
marked reduction in cell viability began. In general, the positive control group showed a
significant reduction in cell viability at the higher treatment doses. The IC50 of each cell
line was calculated from the results of the cell viability tests: B16F10 IC50 is 1 mg/mL;
U87MG IC50 is 1,5 mg/mL; NIH3T3 and MCF7 IC50 is 2,5 mg/mL. In the cell membrane
integrity tests, the IC50 of ayahuasca tea led to a tendency for cell membranes to be
compromised in all the strains tested. The results for the flow cytometry assays showed
that the IC50 of ayahuasca tea promoted DNA fragmentation in all the cell lines tested, with
breast cancer being the most sensitive lineage to this treatment. In the cell cycle phase test,
the B16F10 tumor line promoted cell cycle arrest in G2. In the tests that evaluated cell
death profiles, necrotic cells were increased in the treatments with cisplatin and IC50, when
compared to the control group, in the different cell lines, with the exception of breast
cancer. On the other hand, cell death in late apoptosis/necrosis and early apoptosis was increased in all the cell lines tested in the treatments with cisplatin and IC50 when
compared to the control group. On the other hand, viable cells were reduced. In the in vivo
tests, after inoculation and growth of the melanoma tumor, the animals received oral doses
of 1X, 2X and 5X once a day for 10 consecutive days. From the 13th day of the experiment,
there was a significant reduction in animal weight when comparing the control groups and
the group with the highest dose of treatment. On the 19th day of the experiment, this
significant reduction in average weight affected all the groups treated with ayahuasca.
Although not significant, there was a trend towards a reduction in tumor volume in the
animals treated with ayahuasca tea. The blood count and biochemical analyses revealed a
trend towards chronic inflammation, liver and kidney dysfunction. The weight of the
organs: lung, stomach, intestine and tumor showed no significant differences between the
experimental groups. For the other organs, such as the brain, heart and liver, there was a
tendency for the relative weight of the animals treated with ayahuasca to increase; on the
other hand, there was a tendency for the relative weight of the thymus and the absolute
weight of the right kidney of the animals treated with ayahuasca to decrease. The organ
that showed the greatest significant variation in weight was the spleen. In the histological
analyses, the most relevant findings were related to tumor necrosis, which was
significantly reduced in the groups treated with ayahuasca at a dose of 2X and treated with
cisplatin when compared to the control group. Neuronal death was greater in the groups
treated with ayahuasca tea and cisplatin than in the control group. Although the in vitro
results for the B16F10 tumor line were promising, they were not reflected in an animal
cure, but some results point to a possible therapeutic trend. Therefore, further studies are
needed to complement the data presented in order to find doses that can effectively have a
therapeutic effect in vivo. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade de Ciências da Saúde (FS) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
|