http://repositorio.unb.br/handle/10482/55768| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| EsterDeSouzaOliveira_TESE.pdf | 9,5 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Políticas indígenas em movimento : estratégias e enunciados na luta |
| Autor(es): | Oliveira, Ester de Souza |
| Orientador(es): | Souza, Marcela Stockler Coelho de |
| Assunto: | Indigenismo Políticas indígenas Movimento indígena |
| Data de publicação: | 31-Ago-2026 |
| Data de defesa: | 17-Dez-2025 |
| Referência: | OLIVEIRA, Ester de Souza. Políticas indígenas em movimento: estratégias e enunciados na luta. 2025. 186 f. Tese (Doutorado em Antropologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | Esta tese parte de uma trajetória vivida em distintas frentes do indigenismo e propõeuma inflexão: uma etnografia a posteriori sobre as práticas políticas de povos indígenas, seu movimento nacional e transformações recentes. Recusando a ideia de queoindigenismo seja um objeto externo à antropologia, busco compreendê-lo comoumcampo tensionado de práticas e discursos — protagonizado, cada vez mais, pelospróprios povos indígenas, mas também por agências estatais e organizações nãogovernamentais — e como um contexto ativo de produção do conhecimentoantropológico. A pesquisa articula dois eixos etnográficos: o primeiro, baseadonaatuação junto ao povo Krahô e suas associações comunitárias, onde o associativismoémobilizado como instrumento de ação política, reorganização interna e articulaçãoexterna; o segundo, centrado na Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), apartir de uma etnografia das plenárias, cartas públicas, campanhas e mobilizações dosAcampamentos Terra Livre desde 2022, abrangendo o processo de transiçãogovernamental que resultou na criação do Ministério dos Povos Indígenas. Aoacompanhar esses processos, observo as estratégias do movimento indígena nacional emsua capacidade de se ressignificar na luta pela manutenção e implementação dos direitosassegurados pela Constituição de 1988, em especial a luta pela terra —sua principal bandeira. O termo “movimento” é mobilizado aqui em seu sentido polifônico: comoação coletiva organizada de um corpo político, mas também como deslocamento, transformação e produção de novos sentidos para habitar e disputar a política. Em diálogo com diferentes perspectivas sobre o indigenismo —e atenta aos conflitos, ambivalências e agenciamentos que o atravessam —, proponho refletir sobreapluralidade das políticas indígenas contemporâneas e seus enunciados |
| Abstract: | This dissertation stems from a trajectory lived across different fronts of indigenism and proposes an inflection: an a posteriori ethnography of the political practices of Indigenous peoples, their national movement, and recent transformations. Rejecting the notion that indigenism is an object external to anthropology, I seek to understand it as a contested field of practices and discourses — increasingly led by Indigenous peoples themselves, but also by state agencies and non-governmental organizations — and as an active context for the production of anthropological knowledge. The research articulates two ethnographic axes: the first is based on engagement with the Krahô people and their community associations, where associativism is mobilized as a tool for political action, internal reorganization, and external articulation; the second focuses on the Articulation of Indigenous Peoples of Brazil (APIB), through an ethnography of plenaries, public statements, campaigns, and mobilizations of the Acampamento Terra Livre (Free Land Camp) since 2022, encompassing the government transition process that led to the creation of the Ministry of Indigenous Peoples. By following these processes, I observe the strategies of the national Indigenous movement in its ability to re-signify itself in the struggle to maintain and implement the rights enshrined in the 1988 Constitution — particularly the struggle for land, its central banner. The term “movement” is mobilized here in its polyphonic sense: as a collective political action of a political body, but also as displacement, transformation, and the production of new meanings for inhabiting and contesting politics. In dialogue with different perspectives on indigenism — and attentive to the conflicts, ambivalences, and agencies that traverse it — I propose to reflect on the plurality of contemporary Indigenous politics and their enunciations. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Ciências Sociais (ICS) Departamento de Antropologia (ICS DAN) |
| Informações adicionais: | Tese (Doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Antropologia, Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Antropologia |
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| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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