| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Andrade, Flávia Reis de | - |
| dc.contributor.author | Silva, Hévelin Silveira e | - |
| dc.date.accessioned | 2026-08-10T21:28:08Z | - |
| dc.date.available | 2026-08-10T21:28:08Z | - |
| dc.date.issued | 2026-08-10 | - |
| dc.date.submitted | 2025-03-27 | - |
| dc.identifier.citation | SILVA, Hévelin Silveira e. Responsabilidades éticas do pesquisador com seres humanos : da perspectiva hegemônico-principialista à decolonial. 2025. 123 f., il. Dissertação (Mestrado em Bioética) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/55626 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Bioética, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | A ética em pesquisa contribui para a criação de um ambiente no qual a investigação
científica pode ser realizada de forma responsável. A responsabilidade, palavra
multifacetada, e a sua intrínseca relação com o risco, assume centralidade nas
discussões sobre ética em pesquisa. Nesse contexto, a emergência de normativas
internacionais também revela como a noção de responsabilidade científica foi
impulsionada por episódios históricos marcados pela má conduta, como evidenciam
o Código de Nuremberg (1947) e a Declaração de Helsinque (1964), elaborados em
resposta a graves violações éticas em pesquisas envolvendo seres humanos. Nesses
documentos, as responsabilidades atribuídas aos pesquisadores são moldadas a
partir de uma perspectiva euro-americana da bioética, por vezes inadequadas a
contextos de pobreza, nos quais o gap entre o sujeito e o objeto da responsabilidade
é invariavelmente maior. As responsabilidades delineadas sob uma concepção
decolonial emergem como contraponto. Objetivou-se propor uma releitura de
responsabilidades para pesquisadores segundo a perspectiva da bioética decolonial,
em contraposição às perspectivas bioéticas hegemônicas, especialmente em
contextos periféricos. Estudo teórico e documental, do tipo pesquisa bibliográfica, com
leituras exploratória, seletiva e analítica de livros, capítulos de livros, artigos e
documentos sobre a temática estudada. As responsabilidades dos pesquisadores na
perspectiva hegemônica questionam práticas extrativistas e centralizadoras,
propondo que os estudos se orientem pelo bem-estar das comunidades envolvidas,
com redistribuição justa e colaborativa dos benefícios. São indubitavelmente
importantes, mas insuficientes. As responsabilidades na abordagem decolonial vão
além, dado que buscam lidar com assimetrias de poder que perpetuam desigualdades
históricas, promovendo um espaço de coconstrução, no qual os participantes são
reconhecidos como agentes ativos. Nesse sentido, elaborou-se seis
responsabilidades éticas para pesquisadores brasileiros com práticas decoloniais: 1)
Refletir criticamente sobre o contexto histórico, buscando compreender como o
colonialismo e suas consequências influenciam as dinâmicas sociais, políticas e
culturais das comunidades envolvidas; 2) Fomentar participação e consulta às
comunidades, assegurando-se que suas vozes e interesses sejam considerados na
pesquisa; 3) Incluir avaliações de impacto psicológico, adotando-se metodologias
éticas que minimizem danos emocionais e respeitem a subjetividade; 4) Promover
educação sobre a pesquisa, de modo que os participantes e comunidades
compreendam o processo investigativo e interajam de modo informado e crítico; 5)
Acompanhar o participante de pesquisa pós-estudo, com estabelecimento de
estratégias que garantam cuidados e benefícios contínuos; e, 6) Realizar revisão ética
pós-publicação, com avaliação de impactos dos achados científicos e correção de
efeitos negativos e distorções geradas pela disseminação do conhecimento. A
abordagem da bioética decolonial propõe uma releitura das responsabilidades dos
pesquisadores ao enfatizar a importância de reconhecer e superar as desigualdades
de poder, a exploração histórica e os legados coloniais que muitas vezes influenciam
as práticas de pesquisa, especialmente em contextos periféricos. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Responsabilidades éticas do pesquisador com seres humanos : da perspectiva hegemônico-principialista à decolonial | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Ética em pesquisa | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Responsabilidade social | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Bioética | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Decolonialidade | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | Research ethics contributes to creating an environment in which scientific research
can be carried out responsibly. Responsibility, a multifaceted term intrinsically related
to risk, is central to the discussion on research ethics. In this context, the emergence
of international regulations also reveals how the notion of scientific responsibility was
propelled by historical episodes marked by misconduct, as evidenced by the
Nuremberg Code (1947) and the Declaration of Helsinki (1964), both developed in
response to serious ethical violations in research involving human subjects. In these
documents, the responsibilities attributed to researchers are molded from a Euro
American perspective in bioethics, which are sometimes inadequate for contexts of
poverty, where the gap between the subject and the object of the responsibility is
invariably greater. Responsibilities delineated under a decolonial conception emerged
as a counterpoint. To define the responsibilities of researchers into humans from the
perspective of decolonial bioethics in contrast to hegemonic bioethical perspectives,
especially in the context of peripheries. A bibliographic research-type theoretical study,
with exploratory, selective and analytic readings of books, chapters, articles and
documents on the theme being study. The responsibilities of researchers from the
hegemonic perspective question extractive and centralizing practices, while proposing
that studies be guided by the well-being of the communities involved, with a fair and
collaborative redistribution of benefits. Such responsibilities, though undoubtedly
important, are insufficient. In the decolonial approach, they go further as they seek to
address the power imbalances which perpetuate historical inequalities and thereby
create a space for co-construction, in which participants are recognized as active
agents and not mere objects of study. Hence, six ethical responsibilities for decolonial
researchers were drawn up: 1) Critically reflect on the historical context with a view to
understanding how colonialism and its consequences influence the social, political and
cultural dynamics of the communities involved; 2) Incentivize participation and
consultation of communities to ensure that their voices and interests are considered in
the research; 3) Include psychological impact assessments, and adopt ethical
methodologies which minimize emotional damage and respect subjectivity; 4) Foster
education about the research, so that the participants and communities understand the
investigative process and interact in an informed and critical manner; 5) Monitor
research participants after the study by establishing strategies which ensure continued
care and benefits; and, 6) Conduct a post-publication ethics review, with an
assessment of the impacts of the scientific findings and correction of negative effects
and distortions generated by the dissemination of the knowledge. The decolonial
bioethics approach redefines researchers' responsibilities by emphasizing the
importance of recognizing and overcoming power inequalities, historical exploitation,
and the colonial legacies which often influence research practices, especially in
peripheral contexts. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade de Ciências da Saúde (FS) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Bioética | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
|