http://repositorio.unb.br/handle/10482/55582| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| GabrielaDeAlmeidaPereira_DISSERT.pdf | 1,81 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | O amor enquanto prática política : como a família de Marielle Franco enfrentou a desinformação e ressignificou a luta por sua memória |
| Autor(es): | Pereira, Gabriela de Almeida |
| Orientador(es): | Castro, Vanessa Maria de |
| Assunto: | Amor Desinformação Direitos humanos Franco, Marielle, 1979-2018 Memória |
| Data de publicação: | 3-Ago-2026 |
| Data de defesa: | 24-Fev-2025 |
| Referência: | PEREIRA, Gabriela de Almeida. O amor enquanto prática política : como a família de Marielle Franco enfrentou a desinformação e ressignificou a luta por sua memória. 2025. 96 f., il. Dissertação (Mestrado em Direitos Humanos e Cidadania) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | Esta dissertação analisa os impactos da desinformação sobre a memória de Marielle Franco, vereadora assassinada em 2018, e como sua família ressignificou essa luta utilizando o amor como prática política. O trabalho insere-se na linha de pesquisa “Políticas Públicas, Movimentos Sociais, Diversidade Sexual e de Gênero, Raça e Etnia” do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania da Universidade de Brasília. A pesquisa destaca como as narrativas falsas não apenas atacaram a memória de Marielle, mas também tentaram deslegitimar sua atuação política e desumanizá-la, refletindo estruturas racistas, misóginas e LGBTfóbicas presentes na sociedade brasileira. Por meio de uma abordagem qualitativa, foi realizada entrevista com uma familiar de Marielle, análises de publicações e documentos, além de uma revisão teórica fundamentada em autores como bell hooks, Hannah Arendt e Claire Wardle. Os resultados mostram que, diante da disseminação de mentiras, a família Franco enfrentou desafios emocionais e sociais significativos. Contudo, encontrou no amor uma ferramenta de resistência, transformando o luto em ações práticas de preservação da memória e de fortalecimento de movimentos sociais. A criação do Instituto Marielle Franco emerge como uma resposta concreta, conectando mulheres negras, pessoas LGBTQIA+ e comunidades periféricas à luta por justiça e igualdade. A dissertação argumenta que o amor, enquanto prática política, transcende o afeto individual, assumindo um papel coletivo transformador na resistência às violências narrativas e na promoção dos direitos humanos. Conclui-se que o caso de Marielle Franco exemplifica a complexidade da relação entre desinformação, memória e direitos humanos. A resposta de sua família reforça a importância de ações coletivas e afetivas para enfrentar o discurso de ódio e garantir uma memória digna, essencial à construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. |
| Abstract: | This dissertation analyzes the impacts of disinformation on the memory of Marielle Franco, a city councilwoman assassinated in 2018, and how her family redefined this struggle by using love as a political practice. The study is part of the research line "Public Policies, Social Movements, Sexual and Gender Diversity, Race, and Ethnicity" within the Graduate Program in Human Rights and Citizenship at the University of Brasília. The research highlights how false narratives not only attacked Marielle's memory but also sought to delegitimize her political work and dehumanize her, reflecting the racist, misogynistic, and LGBTQ-phobic structures present in Brazilian society. Through a qualitative approach, the study conducted an interview with a member of Marielle's family, analyzed publications and documents, and performed a theoretical review based on authors such as bell hooks, Hannah Arendt, and Claire Wardle. The results show that, in the face of the spread of lies, the Franco family faced significant emotional and social challenges. However, they found in love a tool of resistance, transforming grief into practical actions to preserve memory and strengthen social movements. The creation of the Marielle Franco Institute emerges as a concrete response, connecting Black women, LGBTQIA+ individuals, and peripheral communities to the fight for justice and equality. The dissertation argues that love, as a political practice, transcends individual affection, taking on a transformative collective role in resisting narrative violence and promoting human rights. It concludes that Marielle Franco's case exemplifies the complexity of the relationship between disinformation, memory, and human rights. Her family's response underscores the importance of collective and affective actions to confront hate speech and ensure a dignified memory, essential to building a more just and inclusive society. |
| Unidade Acadêmica: | Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) |
| Informações adicionais: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Centro de Estudos Avançados e Multidisciplinares, Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania |
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| Agência financiadora: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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