http://repositorio.unb.br/handle/10482/55561| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| RoberthGabrielMeloTavares_DISSERT.pdf | 1,31 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | O absurdo sob a ótica da melancolia : um estudo da obra L'étranger de Albert Camus |
| Autor(es): | Tavares, Roberth Gabriel Melo |
| Orientador(es): | Paula, Marcio Gimenes de |
| Assunto: | Camus, Albert, 1913-1960 O estrangenheiro Absurdo (Filosofia) na literatura Melancolia Ironia |
| Data de publicação: | 30-Jul-2026 |
| Data de defesa: | 21-Mai-2026 |
| Referência: | TAVARES, Roberth Gabriel Melo. O absurdo sob a ótica da melancolia : um estudo da obra L'étranger de Albert Camus. 2026. 125 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. |
| Resumo: | Esta dissertação investiga a obra L’Étranger, de Albert Camus, sob uma ótica que transcende a interpretação tradicional do conceito de absurdo, propondo a melancolia como chave hermenêutica central para a compreensão do protagonista, Meursault. A hipótese defendida é que o personagem não encarna a revolta camusiana em sua plenitude, mas sim um estágio de paralisia e inação decorrente da lucidez extrema diante da finitude. O trabalho estrutura-se em três eixos fundamentais: (1) Gênese e Biografia: Analisa como as vivências de Camus e sua sensibilidade — marcadas pelo binômio miséria e sol — foram transmutadas na técnica literária que deu origem ao personagem. (2) Estrutura Narrativa: Examina o uso da ironia e da ambiguidade como ferramentas arquitetônicas que sustentam o distanciamento de Meursault e desconstroem as pretensões morais da sociedade. (3) Filosofia da Melancolia: Discute a imobilidade de Meursault frente ao "Sol Negro", símbolo poético de uma consciência que tudo ilumina, mas nada explica, resultando em um exílio metafísico e na ausência de solidariedade necessária para o movimento de revolta. Ao final, conclui-se que Meursault representa o ciclo negativo do absurdo, servindo como uma antítese necessária que demonstra a impossibilidade de se habitar o vazio existencial sem o passo subsequente da transformação e da ação coletiva. |
| Abstract: | This dissertation investigates Albert Camus’s L’Étranger through a lens that transcends the traditional interpretation of the concept of the absurd, proposing melancholy as the central hermeneutic key to understanding the protagonist, Meursault. The central hypothesis is that the character does not fully embody Camusian revolt, but rather a stage of paralysis and inaction stemming from extreme lucidity in the face of finitude. The work is structured around three fundamental axes: (1) Genesis and Biography: It analyzes how Camus’s experiences and sensitivity—marked by the duality of poverty and sun—were transmuted into the literary technique that birthed the character. (2) Narrative Structure: It examines the use of irony and ambiguity as architectural tools that sustain Meursault’s detachment and deconstruct society’s moral pretensions. (3) Philosophy of Melancholy: It discusses Meursault’s immobility before the "Black Sun," a poetic symbol of a consciousness that illuminates everything yet explains nothing, resulting in metaphysical exile and the absence of the solidarity required for the act of revolt. Ultimately, it concludes that Meursault represents the negative cycle of the absurd, serving as a necessary antithesis that demonstrates the impossibility of inhabiting the existential void without taking the subsequent step toward transformation and collective action. |
| Résumé: | Cette dissertation étudie l’œuvre L’Étranger, d’Albert Camus, sous une optique qui dépasse l’interprétation traditionnelle du concept d’absurde, en proposant la mélancolie comme la clé herméneutique centrale pour la compréhension du protagoniste, Meursault. L'hypothèse défendue est que le personnage n'incarne pas la révolte camusienne dans sa plénitude, mais plutôt un stade de paralysie et d'inaction découlant d'une lucidité extrême face à la finitude. Le travail s'articule autour de trois axes fondamentaux: (1) Genèse et Biographie : Analyse comment les vécus de Camus et sa sensibilité — marqués par le binôme misère et soleil — ont été transmués dans la technique littéraire qui a donné naissance au personnage. (2) Structure Narrative : Examine l'usage de l'ironie et de l'ambiguïté comme outils architecturaux qui soutiennent la distanciation de Meursault et déconstruisent les prétentions morales de la société. (3) Philosophie de la Mélancolie : Discute l'immobilité de Meursault face au « Soleil Noir », symbole poético-saturnien d'une conscience qui éclaire tout mais n'explique rien, aboutissant à un exil métaphysique et à l'absence de la solidarité nécessaire au mouvement de révolte. En conclusion, il apparaît que Meursault représente le cycle négatif de l'absurde, servant d'antithèse nécessaire qui démontre l'impossibilité d'habiter le vide existentiel sans l'étape subséquente de la transformation et de l'action collective. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Ciências Humanas (ICH) Departamento de Filosofia (ICH FIL) |
| Informações adicionais: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Filosofia, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Filosofia |
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| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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