Skip navigation
Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.unb.br/handle/10482/55523
Arquivos associados a este item:
Arquivo TamanhoFormato 
SerenaVelosoGomes_TESE.pdf5,05 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
Título: Cartografia afetiva pelo cinema brasileiro pós-retomada com mulheres : encontros, imagens e imaginários em devir
Autor(es): Gomes, Serena Veloso
Orientador(es): Machado, Liliane Maria Macedo
Assunto: Imaginário
Diretoras
Mulheres negras
Afeto
Data de publicação: 28-Jul-2026
Referência: GOMES, Serena Veloso. Cartografia afetiva pelo cinema brasileiro pós-retomada com mulheres : encontros, imagens e imaginários em devir. 2026. 416 f., il. Tese (Doutorado em Comunicação) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.
Resumo: Dado o atual cenário ainda excludente de raça e gênero no audiovisual brasileiro, tanto no quesito simbólico quanto de papeis de liderança, esta tese propõe duas linhas investigativas: uma sobre os imaginários de gênero, raça e sexualidades presentes em quatro filmes brasileiros da pós-retomada com direção de mulheres (brancas e negras); e outra sobre suas práticas de direção cinematográfica. Integram o corpus os longas-metragens ficcionais: Café com Canela (2017), de Glenda Nicácio; Tremor Iê (2019), de Elena Meirelles e Lívia de Paiva; Um dia com Jerusa (2020), de Viviane Ferreira; e Levante (2023), de Lillah Halla. São produções que dialogam com reivindicações contemporâneas de grupos minorizados por reconstrução de repertórios imaginários relacionados a seus corpos e subjetividades. Busca-se compreender se tais obras se orientam por regimes de visibilidade e de sensibilidade mais emancipatórios às mulheres negras e dissidentes de sexualidades. Parte-se dos afetos (o tocar, o fazer sentir) como dimensão fundamental na relação com o corpus, por sua capacidade de sensibilizar a outras percepções do visível. A pesquisa apoia-se em um conjunto teórico-metodológico diverso, que envolve teorias feministas pós-estruturalistas, negra, decolonial e lésbica, os estudos feministas no campo do cinema, as teorias sobre imaginários e a discussão sobre devir e afetos. A cartografia foi articulada ao método comparatista das constelações fílmicas como procedimento para mapear os afetos que vibraram no encontro entre corpos das personagens, corpo fílmico e o corpo da pesquisadora-espectadora, interpelando a percepção a visões mais complexas quanto às mulheridades negras e queer. Destas intensidades, apresentadas como raiva, liberdade/prazer e amor/amizade, emergiram devires cinematográficos que expandem as noções do feminino racializado em imagens de insubmissão, cuidado, solidariedade, criação de espaços de liberdade, partilha de experiências e do tempo. São linhas de fuga de imaginários de subalternidade e escassez de afetos. Por outro eixo, recorreu-se a entrevistas semiestruturadas em profundidade com as cineastas para análise, pelo ethos cartográfico, do papel dos afetos na articulação de seus processos de direção. A amizade, o amor, o cuidado, a solidariedade, o prazer mútuo, o desamparo e o inconformismo mostraram-se decisivos no engajamento coletivo das cineastas, seja em suas práticas na pré-filmagem e nos sets ou numa atuação implicada em seus territórios e no campo político.
Abstract: In light of the current exclusion of people based on race and gender in Brazilian audiovisual media, in terms of symbolism and leadership roles, this thesis proposes two areas of research. The first focuses on the gender, race and sexuality narratives present in four Brazilian films from the post-revival era, directed by both white and black women. The second focuses on the film directing practices of these filmmakers. The corpus includes the following feature-length fiction films: Café com canela (2017) by Glenda Nicácio, Tremor Iê (2019) by Elena Meirelles and Lívia de Paiva, Um dia com Jerusa (2020) by Viviane Ferreira, and Levante (2023) by Lillah Halla. These productions engage with contemporary demands from minority groups for the reconstruction of imaginary repertoires related to their bodies and subjectivities. The aim is to understand whether these productions are guided by more emancipatory regimes of visibility and sensitivity for black women and sexual dissidents. Interest in the work of black and white female filmmakers is driven by a desire to compare power relations in filmmaking and how white perspectives on experiences at the intersection of gender and race are maintained or transformed. The starting point is affect (touching and evoking feelings) as a fundamental dimension in the relationship with the corpus due to its capacity to sensitise other perceptions of the visible. The research is based on a diverse theoretical and methodological framework involving post-structuralist, black, decolonial and lesbian feminist theories; feminist studies in cinema; theories of imaginaires; and discussions of becoming and affections. The cartography was created using the comparative method of film constellations to map the affective vibrations in the encounter between the characters' bodies, the cinematic body and the researcher-spectator's body, challenging perceptions with more nuanced views of black and queer womanhood. From these intensities, presented in four maps linked by the emotions of anger, freedom/pleasure, and love/friendship, emerged cinematic transformations that expand notions of racialized femininity into images of resistance to urban violence, the sharing of pleasure, care for oneself and others, solidarity, the creation of spaces of freedom, the reclamation of ancestry, and the sharing of experiences and time. These lines of flight escape imaginaries of subalternity and emotional deprivation. They are woven in dialogue with aesthetic references from Afro-Brazilian culture or are grounded in a queer sensibility. The films highlight the subjective multiplicity of these women, presenting them as subjects of action and desire (Lauretis, 1984), and showcasing their ways of being, existing, and identifying themselves beyond the influence of oppression. Additionally, in-depth semi-structured interviews with the filmmakers were analyzed through a cartographic ethos to understand the role of affect in directing processes. Friendship, love, care, solidarity, mutual pleasure, helplessness, and nonconformity were crucial to the filmmakers' collective engagement, whether in pre production and on-set practices or in actions rooted in their territories and the political sphere. These articulations are situated in opposition to neoliberal subjectivation and weave a link between filmmaking, narrative, and aesthetics.
Unidade Acadêmica: Faculdade de Comunicação (FAC)
Informações adicionais: Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Comunicação, 2026.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Comunicação
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

Mostrar registro completo do item Visualizar estatísticas



Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.