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Título: Tecnologias de aprendizagem imersiva em arquitetura e urbanismo : uma revisão crítica em quatro dimensões
Outros títulos: Immersive learning technologies in architecture and urbanism : a four-dimensional critical review
Tecnologías de aprendizaje inmersivo en arquitectura y urbanismo : una revisión crítica en cuatro dimensiones
Autor(es): Gurgel, Ana Paula Campos
Santos, Gilberto Lacerda
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0189-2958
https://orcid.org/0000-0003-4541-3071
Afiliação do autor: Universidade de Brasília, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Universidade de Brasília, Faculdade de Educação
Data de publicação: 2026
Editora: Rede de Avaliação Institucional da Educação Superior (RAIES), da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e da Universidade de Sorocaba (UNISO)
Referência: GURGEL, Ana Paula Campos; SANTOS, Gilberto Lacerda. Tecnologias de aprendizagem imersiva em arquitetura e urbanismo : uma revisão crítica em quatro dimensões. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior (Campinas), v. 31, e026002, 2026. DOI: https://doi.org/10.1590/1982-57652026v31id291184. Disponível em: https://www.scielo.br/j/aval/a/SnJytnjfTm4V9xJYCXqNgrL/?lang=pt. Acesso em: 25 jul. 2026.
Resumo: O uso de Tecnologias de Aprendizagem Imersiva (TAI) popularizou-se nos últimos anos. Este artigo propõe uma análise crítica de sua implementação no ensino de teoria e história da arquitetura, com a inovação metodológica de uma régua analítica em quatro dimensões (sensorial, cognitiva, emocional e social). A partir de revisão bibliográfica e da análise de três estudos de caso (realidade virtual imersiva, realidade aumentada e aprendizagem em plataformas de jogos), buscou-se compreender os alcances e limites pedagógicos dessas tecnologias. Os resultados demonstram que as dimensões sensorial e emocional são privilegiadas, especialmente com o recurso da reconstrução digital de edifícios, campo avançado na arquitetura, que promove a imersão. As questões cognitivas são destaques nas experiências que usam a gamificação, nas quais a narrativa, personagens e desafios são estímulos à aprendizagem quando tarefas se alinham aos níveis superiores da Taxonomia de Bloom revisada, permitindo análise e criação, como demonstram experiências em estúdios imersivos. Entretanto, pouco se explora as questões sociais da aprendizagem, com pouca ou nenhuma atividade colaborativa ou interdisciplinar. Tais achados alertam também para riscos de sobrecarga cognitiva em ambientes hiper-realistas. Este estudo, apesar das suas limitações de escopo e abordagem, abre a discussão para a implementação e análise crítica das TAI no ensino de teoria e história da arquitetura e urbanismo e em áreas afins. Conclui-se que, para ampliar o potencial das TAI, é necessário desenhar práticas inclusivas, colaborativas e articuladas a princípios como o Design Universal para a Aprendizagem, além de refletir sobre implicações metodológicas e curriculares.
Abstract: The use of Immersive Learning Technologies (ILT) has become widespread in recent years. This article offers a critical analysis of their implementation in the teaching of architectural theory and history, introducing the methodological innovation of an analytical framework in four dimensions (sensory, cognitive, emotional, and social). Based on a literature review and the analysis of three case studies (immersive virtual reality, augmented reality, and game-based learning), the study sought to understand the pedagogical scope and limitations of these technologies. The results show that the sensory and emotional dimensions are privileged, particularly through the digital reconstruction of buildings, an advanced field in architecture that enhances immersion. Cognitive aspects are most evident in gamified experiences, where narrative, characters, and challenges act as learning stimuli, especially when tasks align with the higher levels of the revised Bloom’s Taxonomy, enabling analysis and creation, as demonstrated in immersive studio projects. However, the social dimension of learning remains largely unexplored, with little or no collaborative or interdisciplinary activity. These findings also point to risks of cognitive overload in hyper-realistic environments. Despite the limitations of scope and approach, this study opens the discussion on the implementation and critical evaluation of ILT in the teaching of architectural theory and history and related fields. It concludes that, in order to expand the potential of ILT, it is necessary to design inclusive and collaborative practices, articulated with principles such as Universal Design for Learning, while reflecting on methodological and curricular implications.
Resumen: El uso de Tecnologías de Aprendizaje Inmersivo (TAI) se ha popularizado en los últimos años. Este artículo propone un análisis crítico de su implementación en la enseñanza de teoría e historia de la arquitectura, con la innovación metodológica de una escala analítica en cuatro dimensiones (sensorial, cognitiva, emocional y social). A partir de una revisión bibliográfica y del análisis de tres estudios de caso (realidad virtual inmersiva, realidad aumentada y aprendizaje en plataformas de juegos), se buscó comprender los alcances y limitaciones pedagógicas de estas tecnologías. Los resultados muestran que las dimensiones sensorial y emocional son privilegiadas, especialmente mediante la reconstrucción digital de edificios, un campo avanzado en la arquitectura que potencia la inmersión. Los aspectos cognitivos se destacan en experiencias que utilizan la gamificación, donde la narrativa, los personajes y los desafíos actúan como estímulos para el aprendizaje, particularmente cuando las tareas se alinean con los niveles superiores de la Taxonomía de Bloom revisada, permitiendo análisis y creación, como lo demuestran las experiencias en estudios inmersivos. Sin embargo, la dimensión social del aprendizaje se explora poco, con escasas o nulas actividades colaborativas o interdisciplinares. Estos hallazgos también advierten sobre riesgos de sobrecarga cognitiva en entornos hiperrealistas. Este estudio, a pesar de sus limitaciones de alcance y enfoque, abre la discusión sobre la implementación y el análisis crítico de las TAI en la enseñanza de teoría e historia de la arquitectura y el urbanismo, así como en áreas afines. Se concluye que, para ampliar el potencial de las TAI, es necesario diseñar prácticas inclusivas y colaborativas, articuladas con principios como el Diseño Universal para el Aprendizaje, además de reflexionar sobre implicaciones metodológicas y curriculares.
Unidade Acadêmica: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)
Departamento de Teoria e História (FAU THA)
Faculdade de Educação (FE)
Departamento de Métodos e Técnicas (FE MTC)
Licença: (CC BY)
DOI: https://doi.org/10.1590/1982-57652026v31id291184
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