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dc.contributor.advisorVicente, Helena da Silva Guerrapt_BR
dc.contributor.authorCardoso, Pedro Henrique Limapt_BR
dc.date.accessioned2026-07-20T19:34:44Z-
dc.date.available2026-07-20T19:34:44Z-
dc.date.issued2026-07-20-
dc.date.submitted2026-03-27-
dc.identifier.citationCARDOSO, Pedro Henrique Lima. Competências, habilidades e evidências: um olhar da linguística formal sobre o exame nacional do ensino médio. 2026. 128 f., il. Dissertação (Mestrado em Linguística) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/55466-
dc.descriptionDissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2026.pt_BR
dc.description.abstractEsta dissertação investiga a relação entre teoria linguística, ensino e avaliação educacional a partir da análise de itens da prova de Linguagens do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Embora o exame seja frequentemente associado à avaliação de habilidades interpretativas em contextos comunicativos, parte-se da hipótese de que a resolução de determinadas questões mobiliza conhecimentos linguísticos estruturais previamente internalizados pelos falantes e posteriormente desenvolvidos na educação formal. Nesse sentido, busca-se investigar em que medida a resolução de determinados itens da prova mobiliza conhecimentos linguísticos previamente internalizados pelos falantes, compreendidos, à luz da Teoria Gerativa, como parte da Competência, ou conhecimentos associados ao ensino formal da língua, vinculados ao que autores como Kato denominam gramática do letrado. O estudo fundamenta-se em contribuições da teoria gerativa, especialmente na noção de Competência proposta por Chomsky, bem como em reflexões sobre ensino de gramática e consciência metalinguística presentes em trabalhos de Lobato, de Kato, de Guerra-Vicente e Pilati, entre outros autores. Metodologicamente, realiza-se uma análise qualitativa de itens selecionados da prova de Linguagens do Enem, considerando as habilidades descritas na Matriz de Referência e os conhecimentos linguísticos mobilizados em sua resolução. Os resultados indicam que a interpretação adequada de determinadas questões depende da ativação de princípios estruturais da língua, tais como relações anafóricas, organização sintática e mecanismos de coesão textual, cuja interpretação pode mobilizar tanto conhecimentos linguísticos previamente internalizados pelos falantes - compreendidos, à luz da tradição gerativista, como parte da Competência e relacionados, em certos casos, a princípios universais da linguagem - quanto conhecimentos ensinados de maneira explícita no contexto escolar. Dessa forma, argumenta-se que a prova de Linguagens do Enem não se limita à interpretação contextual de textos, mas pressupõe, em diversos momentos, o domínio de conhecimentos linguísticos que podem ser descritos à luz da teoria linguística. Ao evidenciar essa relação, o trabalho contribui para o debate sobre o papel da teoria linguística na formação do docente de língua materna e para a compreensão dos conhecimentos efetivamente mobilizados em avaliações educacionais em larga escala.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleCompetências, habilidades e evidências : um olhar da linguística formal sobre o exame nacional do ensino médiopt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.subject.keywordAvaliação educacionalpt_BR
dc.subject.keywordEnempt_BR
dc.subject.keywordCompetênciaspt_BR
dc.subject.keywordEnsino da língua portuguesapt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1This dissertation investigates the relationship between linguistic theory, language teaching, and educational assessment through the analysis of items from the Languages section of the Brazilian National High School Exam (Exame Nacional do Ensino Médio – Enem). Although the exam is often associated with the assessment of interpretive skills in communicative contexts, this study is based on the hypothesis that the resolution of certain questions involves the activation of structural linguistic knowledge previously internalized by speakers and later developed through formal education. In this regard, the study aims to examine to what extent the resolution of selected test items mobilizes linguistic knowledge that is either previously internalized—understood, within the framework of Generative Theory, as part of linguistic Competence—or associated with formal language instruction, linked to what authors such as Kato refer to as the “grammar of the literate.” To this end, ten questions related to skill 18 of the Enem Reference Matrix are analyzed, focusing on cohesive mechanisms that mark thematic progression in texts. The study is grounded in contributions from Generative Theory, particularly the notion of Competence proposed by Chomsky, as well as in discussions on grammar teaching and metalinguistic awareness found in the works of Lobato, Kato, Guerra-Vicente, and Pilati, among others. Methodologically, a qualitative analysis of selected items from the Enem Languages section is carried out, considering the skills described in the Reference Matrix and the linguistic knowledge mobilized in their resolution. The results indicate that the appropriate interpretation of certain questions depends on the activation of structural principles of language, such as anaphoric relations, syntactic organization, and mechanisms of textual cohesion. The interpretation of these phenomena may involve both previously internalized linguistic knowledge—understood, within the generative tradition, as part of linguistic Competence and, in some cases, related to universal principles of language—and knowledge explicitly taught in formal educational contexts. Thus, it is argued that the Languages section of the Enem is not limited to contextual text interpretation, but rather presupposes, in several instances, the mastery of linguistic knowledge that can be described within the framework of linguistic theory. By highlighting this relationship, the study contributes to the debate on the role of linguistic theory in the education of language teachers and to a better understanding of the types of knowledge effectively mobilized in large-scale educational assessments.pt_BR
dc.description.unidadeInstituto de Letras (IL)pt_BR
dc.description.unidadeDepartamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas (IL LIP)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Linguísticapt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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