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Título: Aplicabilidade da ultrassonografia ao cateter venoso central de inserção periférica em recém-nascidos críticos
Autor(es): Freitas, Kananda Karla Andrade
Orientador(es): Ribeiro, Laiane Medeiros
Assunto: Recém-nascidos
Enfermagem
Ultrassonografia
Neonatologia
Data de publicação: 6-Jul-2026
Referência: FREITAS, Kananda Karla Andrade. Aplicabilidade da ultrassonografia ao cateter venoso central de inserção periférica em recém-nascidos críticos. 2025. 111 f., il. Tese (Doutorado em Enfermagem) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Introdução: O cateter venoso central de inserção periférica (PICC) é amplamente utilizado em recém-nascidos internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) para garantir acesso venoso seguro e eficaz para infusão de nutrição parenteral, medicamentos e outras terapias endovenosas prolongadas. Embora seja um dispositivo seguro e de manipulação relativamente simples, não está isento de riscos e complicações, o que reforça a importância de investigações contínuas acerca de seu uso, manejo e monitoramento. Objetivo: Avaliar a aplicabilidade da ultrassonografia ao implante do PICC para guiar a punção venosa e confirmar o posicionamento da ponta do cateter. Método: Estudo clínico observacional e comparativo, com abordagem quantitativa, realizado em hospital de referência no atendimento ao público materno-infantil de alto risco do Distrito Federal, Brasil. A ultrassonografia foi utilizada para a verificação da posição da ponta do PICC após a inserção por técnica convencional em recémnascidos. Os critérios de inclusão foram: recém-nascidos internados na UTIN durante o período da coleta de dados que foram submetidos à inserção de PICC com sucesso por enfermeiro da unidade ou pela pesquisadora. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Brasília sob parecer 5.556.78, foi aplicado Termo de Consentimento Livre e Esclarecido aos Pais (TCLE), além do Termo de Autorização para Utilização de Imagem e Som de Voz para Fins de Pesquisa. A organização dos dados foi realizada por meio de tabelas, utilizando-se o programa Excel® 2016 e a análise através do Programa R® 4.2. Para as variáveis quantitativas, utilizou-se média e desvio-padrão; para as variáveis qualitativas, utilizou-se distribuição das frequências. Para análise das associações entre variáveis foram utilizados os testes de Kruskal-Wallis, correlação de Spearman, Qui-quadrado e Mann-Whitney. Resultados: A amostra teve predominância de recém-nascidos do sexo masculino (59,18%, n =29), sendo a via de parto mais frequente a cesárea (55,10%, n = 27) e alta proporção de prematuros (83,68%, n = 41), especialmente pré-termo moderado (38,78%, n = 19). A maioria dos neonatos foi classificada como adequado para a idade gestacional (71,43%, n = 35). Os principais diagnósticos foram síndrome do desconforto respiratório (75,51%, n = 37), sepse precoce (51,02%, n = 25) e sepse tardia (24,49%, n = 12). A idade média no momento da inserção do PICC foi de 17,20 dias, e o peso médio ao nascer foi 1.407,99 gramas. As principais indicações para o uso do PICC foram antibioticoterapia (73,68%, n = 56), nutrição parenteral total (65,79%, n = 50) e analgesia (36,84%, n = 28). A veia antecubital foi a mais utilizada para punção (31,58%, n = 24), seguida pelas veias cefálica e basílica. O número médio de tentativas para punção foi 2,05, e 85,53% (n = 65) dos cateteres apresentaram posicionamento central adequado. No entanto, 47,37% (n = 36) desses dispositivos precisaram de tração para correção de posicionamento intracardíaco. O tempo médio de permanência do cateter foi 11,51 dias. As complicações mais frequentes foram infecção (18,42%, n = 14) e obstrução (15,78%, n = 12). Mais da metade (57,89%, n = 44) dos PICC foram removidos devido a complicações, enquanto 35,52% (n = 27) foram retirados após término da terapia e 6,58% (n = 5) em decorrência do óbito do paciente. A ultrassonografia foi capaz de localizar a ponta do cateter em 69,74% (n = 53) dos casos. Observou-se associação entre a idade cronológica e o peso do recém-nascido com a escolha da veia para punção, bem como da veia puncionada e o posicionamento do cateter e da veia puncionada e o motivo de retirada. Conclusão: Os achados evidenciam que o PICC permanece como um recurso essencial no cuidado de recém-nascidos prematuros e criticamente enfermos, garantindo acesso venoso seguro e duradouro para terapias intravenosas complexas, especialmente antibioticoterapia e nutrição parenteral. Embora a taxa de posicionamento central tenha sido elevada, a necessidade frequente de reposicionamento do dispositivo demonstra a limitação dos métodos convencionais de verificação da ponta e reforça a relevância da adoção de tecnologias de maior precisão, como a ultrassonografia. A ocorrência significativa de complicações, ainda responsável pela maior parte das remoções precoces, destaca a importância da qualificação técnica contínua da equipe de enfermagem e da implementação de protocolos assistenciais padronizados e baseados em evidências. A ultrassonografia, neste contexto, mostrou-se uma ferramenta promissora e de grande aplicabilidade clínica, capaz de contribuir para a segurança do procedimento e para a melhoria dos desfechos assistenciais, embora sua utilização possa ser influenciada pelas condições clínicas do neonato e pela disponibilidade de profissionais capacitados.
Abstract: Introduction: The peripherally inserted central catheter (PICC) is widely used in newborns admitted to Neonatal Intensive Care Units (NICUs) to ensure safe and effective venous access for the infusion of parenteral nutrition, medications, and other prolonged intravenous therapies. Although it is considered a safe device with relatively simple handling, it is not free from risks and complications, reinforcing the importance of continuous investigation regarding its use, management, and monitoring. Objective: To evaluate the applicability of ultrasonography in PICC placement to guide venous puncture and confirm catheter tip positioning. Method: An observational and comparative clinical study with a quantitative approach, conducted in a reference hospital for high-risk maternal and child care in the Federal District, Brazil. Ultrasonography was used to verify the position of the PICC tip after insertion using the conventional technique in newborns. Inclusion criteria were newborns admitted to the NICU during the data collection period who underwent successful PICC insertion performed by a unit nurse or by the researcher. The study was approved by the Research Ethics Committee of the University of Brasília under opinion number 5,556,78. Informed Consent Forms were obtained from the parents, as well as Authorization for the Use of Image and Voice for Research Purposes. Data organization was performed using tables with Excel® 2016 software, and analysis was conducted using R® software version 4.2. Quantitative variables were analyzed using mean and standard deviation, while qualitative variables were analyzed using frequency distribution. Associations between variables were assessed using the Kruskal–Wallis test, Spearman correlation, Chi-square test, and Mann–Whitney test. Results: The sample consisted predominantly of male newborns (59.18%, n = 29), with cesarean section being the most frequent mode of delivery (55.10%, n = 27) and a high proportion of preterm infants (83.68%, n = 41), particularly moderate preterm infants (38.78%, n = 19). Most neonates were classified as appropriate for gestational age (71.43%, n = 35). The main diagnoses were respiratory distress syndrome (75.51%, n = 37), early-onset sepsis (51.02%, n = 25), and late-onset sepsis (24.49%, n = 12). The mean age at PICC insertion was 17.20 days, and the mean birth weight was 1,407.99 grams. The primary indications for PICC use were antibiotic therapy (73.68%, n = 56), total parenteral nutrition (65.79%, n = 50), and analgesia (36.84%, n = 28). The antecubital vein was the most frequently used puncture site (31.58%, n = 24), followed by the cephalic and basilic veins. The mean number of puncture attempts was 2.05, and 85.53% (n = 65) of the catheters showed adequate central positioning. However, 47.37% (n = 36) of these devices required traction to correct intracardiac positioning. The mean catheter dwell time was 11.51 days. The most frequent complications were infection (18.42%, n = 14) and obstruction (15.78%, n = 12). More than half of the PICCs (57.89%, n = 44) were removed due to complications, while 35.52% (n = 27) were removed after completion of therapy and 6.58% (n = 5) due to patient death. Ultrasonography was able to locate the catheter tip in 69.74% (n = 53) of cases. Associations were observed between chronological age and birth weight with vein selection for puncture, as well as between the punctured vein and catheter positioning and between the punctured vein and the reason for catheter removal. Conclusion: The findings demonstrate that the PICC remains an essential resource in the care of premature and critically ill newborns, providing safe and long-term venous access for complex intravenous therapies, especially antibiotic therapy and parenteral nutrition. Although the rate of adequate central positioning was high, the frequent need for catheter repositioning highlights the limitations of conventional tip verification methods and reinforces the relevance of adopting more precise technologies, such as ultrasonography. The significant occurrence of complications, still responsible for most early removals, underscores the importance of continuous technical training of the nursing team and the implementation of standardized, evidence-based care protocols. In this context, ultrasonography proved to be a promising tool with high clinical applicability, contributing to procedural safety and improved care outcomes, although its use may be influenced by the neonate’s clinical condition and the availability of trained professionals.
Resumen: Introducción: El catéter venoso central de inserción periférica (PICC) es ampliamente utilizado en recién nacidos hospitalizados en Unidades de Cuidados Intensivos Neonatales (UCIN) para garantizar un acceso venoso seguro y eficaz para la infusión de nutrición parenteral, medicamentos y otras terapias intravenosas prolongadas. Aunque se considera un dispositivo seguro y de manejo relativamente sencillo, no está exento de riesgos y complicaciones, lo que refuerza la importancia de realizar investigaciones continuas sobre su uso, manejo y monitoreo. Objetivo: Evaluar la aplicabilidad de la ultrasonografía en la implantación del PICC para guiar la punción venosa y confirmar el posicionamiento de la punta del catéter. Método: Estudio clínico observacional y comparativo, con enfoque cuantitativo, realizado en un hospital de referencia en la atención materno-infantil de alto riesgo del Distrito Federal, Brasil. Se utilizó la ultrasonografía para verificar la posición de la punta del PICC después de la inserción mediante técnica convencional en recién nacidos. Los criterios de inclusión fueron recién nacidos hospitalizados en la UCIN durante el período de recolección de datos que fueron sometidos a la inserción exitosa de un PICC por un enfermero de la unidad o por la investigadora. El estudio fue aprobado por el Comité de Ética en Investigación de la Universidad de Brasília bajo el dictamen número 5,556,78. Se obtuvo el Consentimiento Informado de los padres, así como la Autorización para el Uso de Imagen y Voz con Fines de Investigación. La organización de los datos se realizó mediante tablas utilizando el programa Excel® 2016 y el análisis estadístico se llevó a cabo con el programa R® versión 4.2. Para las variables cuantitativas se utilizaron la media y la desviación estándar, y para las variables cualitativas, la distribución de frecuencias. Para el análisis de las asociaciones entre variables se emplearon las pruebas de Kruskal–Wallis, correlación de Spearman, Chi-cuadrado y Mann– Whitney. Resultados: La muestra estuvo compuesta mayoritariamente por recién nacidos de sexo masculino (59,18%, n = 29), siendo la cesárea la vía de parto más frecuente (55,10%, n = 27) y con una alta proporción de prematuros (83,68%, n = 41), especialmente prematuros moderados (38,78%, n = 19). La mayoría de los neonatos fue clasificada como adecuada para la edad gestacional (71,43%, n = 35). Los principales diagnósticos fueron síndrome de dificultad respiratoria (75,51%, n = 37), sepsis precoz (51,02%, n = 25) y sepsis tardía (24,49%, n = 12). La edad media en el momento de la inserción del PICC fue de 17,20 días y el peso medio al nacer fue de 1.407,99 gramos. Las principales indicaciones para el uso del PICC fueron la antibioticoterapia (73,68%, n = 56), la nutrición parenteral total (65,79%, n = 50) y la analgesia (36,84%, n = 28). La vena antecubital fue la más utilizada para la punción (31,58%, n = 24), seguida de las venas cefálica y basílica. El número medio de intentos de punción fue de 2,05 y el 85,53% (n = 65) de los catéteres presentó un posicionamiento central adecuado. Sin embargo, el 47,37% (n = 36) de estos dispositivos requirió tracción para corregir el posicionamiento intracardíaco. El tiempo medio de permanencia del catéter fue de 11,51 días. Las complicaciones más frecuentes fueron la infección (18,42%, n = 14) y la obstrucción (15,78%, n = 12). Más de la mitad de los PICC (57,89%, n = 44) fueron retirados debido a complicaciones, mientras que el 35,52% (n = 27) se retiró tras la finalización de la terapia y el 6,58% (n = 5) debido al fallecimiento del paciente. La ultrasonografía logró localizar la punta del catéter en el 69,74% (n = 53) de los casos. Se observó asociación entre la edad cronológica y el peso del recién nacido con la elección de la vena para la punción, así como entre la vena puncionada y el posicionamiento del catéter y entre la vena puncionada y el motivo de retirada. Conclusión: Los hallazgos evidencian que el PICC continúa siendo un recurso esencial en el cuidado de recién nacidos prematuros y críticamente enfermos, proporcionando un acceso venoso seguro y prolongado para terapias intravenosas complejas, especialmente antibioticoterapia y nutrición parenteral. Aunque la tasa de posicionamiento central fue elevada, la necesidad frecuente de reposicionamiento del dispositivo demuestra las limitaciones de los métodos convencionales de verificación de la punta y refuerza la relevancia de adoptar tecnologías más precisas, como la ultrasonografía. La ocurrencia significativa de complicaciones, aún responsable de la mayoría de las retiradas precoces, resalta la importancia de la capacitación técnica continua del equipo de enfermería y de la implementación de protocolos asistenciales estandarizados y basados en evidencia. En este contexto, la ultrasonografía se mostró como una herramienta prometedora y de gran aplicabilidad clínica, capaz de contribuir a la seguridad del procedimiento y a la mejora de los resultados asistenciales, aunque su uso puede verse influenciado por las condiciones clínicas del neonato y por la disponibilidad de profesionales capacitados.
Unidade Acadêmica: Faculdade de Ciências da Saúde (FS)
Departamento de Enfermagem (FS ENF)
Informações adicionais: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Departamento de Enfermagem, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, 2025.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Enfermagem
Agência financiadora: Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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