| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Sanz, Claudia Guilmar Linhares | pt_BR |
| dc.contributor.author | Romão, Alexandro Uguccioni | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-07-02T17:11:05Z | - |
| dc.date.available | 2026-07-02T17:11:05Z | - |
| dc.date.issued | 2026-07-02 | - |
| dc.date.submitted | 2025-05-15 | - |
| dc.identifier.citation | ROMÃO, Alexandro Uguccioni. Imagens da infância no regime de visibilidade contemporâneo: futuro, antecipação e risco. 2025. 162 f., il. Tese (Doutorado em Comunicação) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/55215 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Comunicação, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Nesta tese pensamos a imagem da infância contemporânea nos aparatos de comunicação, apoiada em saberes, práticas e racionalidades sobre a criança e como essa questão se entrelaça às expectativas depositadas na forma de sentir o tempo futuro e na experiência que estabelecemos ao lidarmos com o risco. Partimos da compreensão de que o regime de verdade de nossa temporalidade atual pode ser reforçado pelas tecnologias da informação, comunicação e imagem, possibilitando a produção ou conformação de modos de pensar, narrar, conceituar e sujeitar a infância assim como formas de governar a conduta infantil. Com base na perspectiva genealógica, procuramos captar as descontinuidades históricas que as publicações recolhidas do campo da comunicação permitem ver sobre os sentidos da infância contemporânea, recuando historicamente, a fim de investigar as percepções da imagem da infância atual em contraste com a temporalidade moderna para, desse modo, visualizar os possíveis deslocamentos nos sentidos atuais da infância. Também nos apoiamos numa perspectiva benjaminiana pelo exercício da montagem histórica de imagens dialéticas sobre a infância, objetivando avistar “num lampejo” as mutações históricas dos sentidos da infância nos matérias que recolhemos e montamos. Apesar das continuidades aparentes, os sentidos contemporâneos da imagem da infância se transformaram a partir do seu cruzamento com o regime de futuridade atual, as práticas referentes a gestão dos riscos e a emergência do neoliberalismo como “nova racionalidade do mundo” (DARDOT; LAVAL, 2016). Esses imbricamentos históricos conduziram a elaboração dos três capítulos que formam esta tese: (1) Se na modernidade, as expectativas sobre a infância se configuraram na direção de um novo projeto civilizatório para o Estado, associando a imagem da infância ao futuro da nação e a seu êxito, no regime de visibilidade contemporâneo, são costuradas outras expectativas para o futuro da criança relacionadas a sustentabilidade, incertezas, mudanças climáticas, inovação e empreendedorismo. A racionalidade neoliberal que atravessa a educação e a escola, assim como a mídia, desloca o tempo da infância do seu sentido moderno como tempo de preparação para o futuro, colonizando esse tempo com seus imperativos de individualismo, concorrência, performance e meritocracia, responsabilizando a própria criança pelas expectativas sobre seu destino como um modo de resposta ao regime de futuridade contemporâneo, que tem em seu horizonte um porvir que é sentido como ameaçador e, paradoxalmente, oportuno. (2) Diante de um senso de futuro que se apresenta no horizonte como imprevisível ou piorado, revela-se imagens da infância, calcadas na cultura da antecipação. Diferente da modernidade, em que a infância se destacava como fase preparatória para o porvir, a criança na contemporaneidade tende a ser orientada cada vez mais para agir em seu presente sendo reforçada uma subjetividade infantil focada em competências flexíveis, com destaque para a resiliência como forma de a criança lidar com as ameaças e responder às oportunidades que a vida como contingência anima. (3) As formas de poder que atravessam a governamentalidade infantil na contemporaneidade demandam constantemente da criança realizar escolhas e tomar decisões para gerir os riscos como um elemento existencial. Com o risco adentrando o domínio da infância requerendo ações individuais para seu gerenciamento a governamentalidade infantil vai se deslocando dos dispositivos de segurança e de proteção apoiados pela norma para a racionalidade do risco. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) | - |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Imagens da infância no regime de visibilidade contemporâneo : futuro, antecipação e risco | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Infância | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Futuro | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Governamentalidade | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Riscos | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Visibilidade | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | In this thesis, we consider the image of contemporary childhood in communication
devices, supported by knowledge, practices and rationalities about children and how
this issue is intertwined with the expectations placed on the way we feel about the
future and the experience we establish when dealing with risk. We start from the
understanding that the regime of truth of our current temporality can be reinforced
by information, communication and image technologies, enabling the production or
conformation of ways of thinking, narrating, conceptualizing and subjecting childhood
as well as ways of governing children's behavior. Based on the genealogical
perspective, we seek to capture the historical discontinuities that the publications
collected from the field of communication allow us to see about the meanings of
contemporary childhood, going back in history in order to investigate the perceptions
of the image of current childhood in contrast with modern temporality, in order to
visualize the possible shifts in the current meanings of childhood. We also rely on a
Benjaminian perspective through the exercise of historical assembly of dialectical
images about childhood, aiming to glimpse “in a flash” the historical mutations of the
meanings of childhood in the materials we collect and assemble. Despite the apparent
continuities, the contemporary meanings of the image of childhood have been
transformed from their intersection with the current regime of futurity, practices
related to risk management and the emergence of neoliberalism as the “new
rationality of the world” (DARDOT; LAVAL, 2016). These historical overlaps led to the
elaboration of the three chapters that form this thesis. (1) If in modernity,
expectations about childhood were configured in the direction of a new civilizing
project for the State, associating the image of childhood with the future of the nation
and its success, in the contemporary regime of visibility, other expectations for the
future of children are sewn together related to sustainability, uncertainty, climate
change, innovation and entrepreneurship. The neoliberal rationality that permeates
education and school, as well as the media, displaces childhood from its modern
meaning as a time of preparation for the future, colonizing this time with its
imperatives of individualism, competition, performance and meritocracy, holding
children responsible for expectations about their destiny as a way of responding to
the contemporary regime of futurity, which has on its horizon a future that is felt as
threatening and, paradoxically, opportune. (2) Faced with a sense of the future that
appears on the horizon as unpredictable or worsening, images of childhood are
revealed, based on the culture of anticipation. Unlike modernity, in which childhood
stood out as a preparatory phase for the future, children in contemporary times tend
to be increasingly oriented to act in their present, reinforcing a childlike subjectivity
focused on flexible skills, with emphasis on resilience as a way for children to deal
with threats and respond to the opportunities that life as a contingency animates. (3)
The forms of power that permeate children's governmentality in contemporary times
constantly demand that children make choices and decisions to manage risks as an
existential element. As risk enters the domain of childhood, requiring individual
actions for its management, children's governmentality shifts from the safety and
protection devices supported by the norm to the rationality of risk. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade de Comunicação (FAC) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Comunicação | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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