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BarbaraPereiraDeAlencarDaRocha_TESE.pdf3,82 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
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dc.contributor.advisorNakagome, Patricia Trindadept_BR
dc.contributor.authorRocha, Bárbara Pereira de Alencar dapt_BR
dc.date.accessioned2026-06-30T16:04:58Z-
dc.date.available2026-06-30T16:04:58Z-
dc.date.issued2026-06-30-
dc.date.submitted2025-11-17-
dc.identifier.citationROCHA, Bárbara Pereira de Alencar da. A leitura poética e o recobrimento na surdocegueira. 2025. 230 f. Tese (Doutorado em Literatura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/55192-
dc.descriptionTese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literaturas, 2025.pt_BR
dc.description.abstractComo ler, traduzir e escrever poesias na aula do AEE para estudantes surdocegos? Esta é a questão que orienta o presente trabalho e se debruça sobre a prática de ler poesias como forma de acesso à literatura. A pesquisa nasce de minha prática como professora guia intérprete, tecendo um diálogo fecundo entre os campos da literatura e da surdocegueira. O estudo investiga como a leitura do texto literário configura e sustenta a relação de recobrimento ao mesmo tempo em que é configurada e sustentada por essa relação entre o professor guia intérprete e o estudante surdocego. Trata-se de um gesto compartilhado de ler, traduzir e escrever junto com o outro, no qual a linguagem se torna uma presença viva e ponte para descobrir os sentidos que as palavras carregam para além da obra literária. Esse processo revela um espaço de acessibilidade linguística que amplia percepções e gera saberes, permitindo que o sentido das palavras se desdobre em múltiplas dimensões de funcionalidade no cotidiano. O texto literário é lido, traduzido e escrito em uma experiência colaborativa e emancipatória das capacidades intelectuais dos estudantes, realizada em um modelo de oficinaula. A pesquisa, de natureza qualitativa e conduzida em pesquisa-ação, ocorreu em duas escolas públicas na cidade de Brasília, com a participação de quinze estudantes surdocegos. Os pilares teóricos que fundamentam esta investigação são: Jacques Rancière, Roland Barthes e Haroldo de Campos, dialogando com o paradigma biopsicossocial da deficiência. A tese está dividida em duas partes: na primeira, apresento o arcabouço teórico e o corpus literário escolhido, tendo como critério a capacidade dos poemas de estabelecer conexões com a vida dos estudantes e de fomentar a conversação, mostrando a relação de recobrimento tecida pela literatura como uma fonte inesgotável de produção de acessos e de conhecimentos empíricos. Na segunda parte, detalho os métodos e as estratégias de acessibilidade dos gestos de recobrimento para ler, traduzir e escrever. Mostro, também, a literatura como imagem e som, nas múltiplas formas que o texto literário assume acessibilidade tátil, legendagem, audiodescrição para tocar a singularidade dos surdocegos. Os resultados apontam que essa experiência de leitura se configura como um jogo investigativo onde perguntas, respostas e criações se entrelaçam num movimento de partilha do sensível para ensinar-aprender-incluir. A obra literária, assim, não é apenas um texto, mas encontro - um espaço onde se ensina e se aprende, onde se amplia e se renova o conhecimento pelo afeto. Essa abordagem valoriza que cada estudante surdocego realize algo, primeiro, com a ajuda do professor, depois, descubra como fazê-lo sozinho.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleA leitura poética e o recobrimento na surdocegueirapt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.subject.keywordAulapt_BR
dc.subject.keywordEscritapt_BR
dc.subject.keywordLeiturapt_BR
dc.subject.keywordRelações de recobrimentopt_BR
dc.subject.keywordTraduçãopt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1Como ler, traduzir e escrever poesias na aula do AEE para estudantes surdocegos? Esta é a questão que orienta o presente trabalho e se debruça sobre a prática de ler poesias como forma de acesso à literatura. A pesquisa nasce de minha prática como professora guia intérprete, tecendo um diálogo fecundo entre os campos da literatura e da surdocegueira. O estudo investiga como a leitura do texto literário configura e sustenta a relação de recobrimento ao mesmo tempo em que é configurada e sustentada por essa relação entre o professor guia intérprete e o estudante surdocego. Trata-se de um gesto compartilhado de ler, traduzir e escrever junto com o outro, no qual a linguagem se torna uma presença viva e ponte para descobrir os sentidos que as palavras carregam para além da obra literária. Esse processo revela um espaço de acessibilidade linguística que amplia percepções e gera saberes, permitindo que o sentido das palavras se desdobre em múltiplas dimensões de funcionalidade no cotidiano. O texto literário é lido, traduzido e escrito em uma experiência colaborativa e emancipatória das capacidades intelectuais dos estudantes, realizada em um modelo de oficinaula. A pesquisa, de natureza qualitativa e conduzida em pesquisa-ação, ocorreu em duas escolas públicas na cidade de Brasília, com a participação de quinze estudantes surdocegos. Os pilares teóricos que fundamentam esta investigação são: Jacques Rancière, Roland Barthes e Haroldo de Campos, dialogando com o paradigma biopsicossocial da deficiência. A tese está dividida em duas partes: na primeira, apresento o arcabouço teórico e o corpus literário escolhido, tendo como critério a capacidade dos poemas de estabelecer conexões com a vida dos estudantes e de fomentar a conversação, mostrando a relação de recobrimento tecida pela literatura como uma fonte inesgotável de produção de acessos e de conhecimentos empíricos. Na segunda parte, detalho os métodos e as estratégias de acessibilidade dos gestos de recobrimento para ler, traduzir e escrever. Mostro, também, a literatura como imagem e som, nas múltiplas formas que o texto literário assume acessibilidade tátil, legendagem, audiodescrição para tocar a singularidade dos surdocegos. Os resultados apontam que essa experiência de leitura se configura como um jogo investigativo onde perguntas, respostas e criações se entrelaçam num movimento de partilha do sensível para ensinar-aprender-incluir. A obra literária, assim, não é apenas um texto, mas encontro - um espaço onde se ensina e se aprende, onde se amplia e se renova o conhecimento pelo afeto. Essa abordagem valoriza que cada estudante surdocego realize algo, primeiro, com a ajuda do professor, depois, descubra como fazê-lo sozinho.pt_BR
dc.description.unidadeInstituto de Letras (IL)pt_BR
dc.description.unidadeDepartamento de Teoria Literária e Literaturas (IL TEL)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Literaturapt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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