| Campo DC | Valor | Lengua/Idioma |
| dc.contributor.advisor | Franco, José Luiz de Andrade | - |
| dc.contributor.author | Sousa, Francisco Octávio Bittencourt | - |
| dc.date.accessioned | 2026-06-30T00:26:15Z | - |
| dc.date.available | 2026-06-30T00:26:15Z | - |
| dc.date.issued | 2026-06-29 | - |
| dc.date.submitted | 2026-02-27 | - |
| dc.identifier.citation | SOUSA, Francisco Octávio Bittencourt. A agenda ambiental de povos indígenas, afrodescendentes e comunidades locais: entre o pensar local e o agir global. 2026. 367 f. , il. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Sustentável) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/55174 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Centro de Desenvolvimento Sustentável, 2026. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Esta tese analisa a participação de povos indígenas, afrodescendentes e comunidades locais
(PIPACL) na governança ambiental global e a construção de uma agenda ambiental própria,
com foco nas Conferências das Partes (COPs) da Convenção sobre Diversidade Biológica
(CDB), da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e
da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), entre 1992 e
2024. O estudo organiza-se em três décadas de evolução política, evidenciando tensões,
avanços e retrocessos na inclusão desses grupos nos processos decisórios internacionais. A
pesquisa adota uma abordagem metodológica etnográfica-histórica e documental, inspirada
em autores como Clifford Geertz e Carlo Ginzburg, que aplicam princípios etnográficos à
análise de processos históricos. Foram mobilizados três arquivos principais: o Earth
Negotiations Bulletin (ENB), os acervos do Forest Peoples Programme (FPP) e da Cultural
Survival (CS), além de documentos produzidos pelos próprios PIPACL, entre relatórios,
cadernos e publicações híbridas. A seleção considerou relevância temporal (1992-2024),
pertinência temática (COPs da CDB, UNFCCC e UNCCD) e centralidade dos PIPACL.
Diante das discrepâncias entre convenções - sendo a UNFCCC a mais visível e documentada,
a CDB pioneira mas menos mobilizadora, e a UNCCD marginal até recentemente - optou-se
pela triangulação de fontes, articulando leitura cruzada, contextualização política e análise
interpretativa. A primeira década, que se seguiu à Rio-92, foi marcada pela consolidação de
um novo regime ambiental global e pelos embates dos PIPACL por espaço e reconhecimento,
em meio a mecanismos ainda consultivos e pouco vinculantes. A segunda década destacou-se
pela expansão de soluções de mercado, como o REDD+, que intensificou disputas em torno
de salvaguardas socioambientais, biopirataria e conhecimentos tradicionais, ao mesmo tempo
em que a UNCCD buscava afirmar relevância diante de sua marginalidade institucional. A
terceira década revelou uma crise multidimensional e o declínio do multilateralismo,
expressos na incapacidade de cumprir metas como o Acordo de Paris e o Plano de Ação de
Aichi, e na aceitação tácita do avanço da desertificação, da perda contínua de biodiversidade
e do aquecimento acima de 1,5°C. No período recente (2022-2024), mesmo diante do
domínio do lobby fóssil em várias COPs, emergiram sinais de esperança, como a aprovação
do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (2022) e a retomada de
protagonismo da CDB na COP16 de Cali (2024). Ainda assim, persistem gargalos de
financiamento, fragilidade de salvaguardas e distâncias entre reconhecimento formal e
implementação prática. Com base nesse percurso, a tese demonstra como a agenda ambiental
global dos PIPACL foi sendo gradualmente construída em torno de seis eixos principais: (i)
reconhecimento e participação efetiva nos processos decisórios; (ii) garantia dos direitos
territoriais e da autonomia coletiva; (iii) busca por justiça climática e financeira; (iv) proteção
dos conhecimentos tradicionais frente à mercantilização e biopirataria; (v) controle social
sobre tecnologias de risco; e (vi) formulação de respostas próprias às crises do clima, da
desertificação e da biodiversidade. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | A agenda ambiental de povos indígenas, afrodescendentes e comunidades locais : entre o pensar local e o agir global | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Mudanças climáticas | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Autodeterminação dos povos | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Justiça socioambiental | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | This thesis examines the participation of Indigenous peoples, Afro-descendant populations,
and local communities (IPLCs) in global environmental governance and the construction of
their own environmental agenda, focusing on the Conferences of the Parties (COPs) of the
Convention on Biological Diversity (CBD), the United Nations Framework Convention on
Climate Change (UNFCCC), and the United Nations Convention to Combat Desertification
(UNCCD) between 1992 and 2024. The study is organized into three decades of political
evolution, highlighting tensions, advances, and setbacks in the inclusion of these groups in
international decision-making processes. The research adopts a historical-ethnographic and
documentary methodology, inspired by authors such as Clifford Geertz and Carlo Ginzburg,
who apply ethnographic principles to the analysis of historical processes. Three main
archives were mobilized: the Earth Negotiations Bulletin (ENB), the collections of the Forest
Peoples Programme (FPP) and Cultural Survival (CS), as well as documents produced by the
IPLCs themselves, including reports, notebooks, and hybrid publications. Selection criteria
considered temporal relevance (1992-2024), thematic pertinence (COPs of the CBD,
UNFCCC, and UNCCD), and the centrality of IPLCs. Given the discrepancies among the
conventions-with the UNFCCC being the most visible and well-documented, the CBD
pioneering but less mobilizing, and the UNCCD marginal until recently-the study employed
source triangulation, combining cross-reading, political contextualization, and critical
theorization. The first decade, following Rio-92, was marked by the consolidation of a new
global environmental regime and the struggles of IPLCs for space and recognition, amid
mechanisms that were still consultative and weakly binding. The second decade was
characterized by the expansion of market-based solutions, such as REDD+, which intensified
disputes around socio-environmental safeguards, biopiracy, and traditional knowledge, while
the UNCCD sought to assert relevance despite its institutional marginality. The third decade
revealed a multidimensional crisis and the decline of multilateralism, evidenced by the failure
to meet targets such as those set by the Paris Agreement and the Aichi Biodiversity Targets,
as well as the tacit acceptance of advancing desertification, continuous biodiversity loss, and
warming above 1.5°C. In the recent period (2022-2024), despite the dominance of fossil fuel
lobbying in several COPs, signs of hope emerged, such as the adoption of the
Kunming-Montreal Global Biodiversity Framework (2022) and the renewed prominence of
the CBD at COP16 in Cali (2024). Nevertheless, persistent funding bottlenecks, weak
safeguards, and gaps between formal recognition and practical implementation remain. Based
on this trajectory, the thesis demonstrates how the global environmental agenda of IPLCs was
gradually constructed around six main axes: (i) recognition and effective participation in
decision-making processes; (ii) guarantee of territorial rights and collective autonomy; (iii)
pursuit of climate and financial justice; (iv) protection of traditional knowledge against
commercialization and biopiracy; (v) social control over high-risk technologies; and (vi)
formulation of autonomous responses to climate, desertification, and biodiversity crises. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável | pt_BR |
| Aparece en las colecciones: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
|