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GuilhermeDaHoraPereira_TESE.pdf7,07 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
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dc.contributor.advisorGhiraldelli, Reginaldo-
dc.contributor.authorPereira, Guilherme da Hora-
dc.date.accessioned2026-06-28T23:34:27Z-
dc.date.available2026-06-28T23:34:27Z-
dc.date.issued2026-06-28-
dc.date.submitted2026-04-23-
dc.identifier.citationPEREIRA, Guilherme da Hora. Da fábrica à nuvem: trabalho, sindicalismo e crise da mediação coletiva no centro e na periferia do capitalismo. 2026., 305 f., il. Tese (Doutorado em Antropologia Social) — Universidade de Brasília, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/55154-
dc.descriptionTese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Antropologia, Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, 2025.pt_BR
dc.description.abstractEsta tese investiga a crise contemporânea do sindicalismo como expressão das contradições estruturais do capitalismo neoliberal e mundializado, a partir da centralidade ontológica do trabalho e da crítica marxiana da economia política. Sustenta-se que as metamorfoses recentes do mundo do trabalho não expressam o declínio da categoria trabalho, mas sua reafirmação contraditória enquanto fundamento da produção do valor, agora mediada por cadeias globais de valor, dispositivos algorítmicos de controle e formas intensificadas de subsunção. A transição da fábrica à nuvem afirma a coexistência contraditória entre formas fabris persistentes e formas digitais emergentes que reconfiguram a exploração ao torná-la menos visível, mais difusa e mais difícil de contestar coletivamente. O neoliberalismo é compreendido como projeto histórico de hegemonia de classe que reorganiza simultaneamente as condições objetivas da exploração e as formas de subjetivação do trabalho, operando pela generalização da superexploração e pela captura da subjetividade da classe trabalhadora. Esse processo tende a converter o trabalhador coletivo em neossujeito concorrencial, corroendo as bases materiais e simbólicas da solidariedade de classe, sem, contudo, suprimir inteiramente o antagonismo, que persiste sob formas dispersas de resistência. A crise do sindicalismo não decorre de falhas organizativas ou da perda de relevância do trabalho, mas da dissolução das condições históricas que sustentaram a forma sindical: concentração fabril, emprego formal estável, proteção social contributiva e equivalência social entre trabalhadores, condições que a tese formula por meio da categoria de mensurabilidade social do trabalho. A análise, fundamentada na concepção lukacsiana de mediação como particularidade, é desenvolvida a partir das formações sociais de Brasil e Itália, situadas respectivamente na periferia e no centro do sistema capitalista, evidenciando uma convergência regressiva das condições de exploração na qual padrões de precarização típicos das economias dependentes se generalizam nos países centrais, sem que se dissolvam as assimetrias estruturais do sistema mundial. A pesquisa, de natureza teórico bibliográfica e orientada pelo método materialista histórico-dialético, articula a ontologia do trabalho, a Teoria Marxista da Dependência, a sociologia crítica do trabalho, a filosofia da práxis e a análise da racionalidade neoliberal como mediações de uma mesma totalidade contraditória. Conclui-se que o sindicalismo, sob a ofensiva neoliberal, encontra-se atravessado por uma tensão dialética entre crise, conformação, rebeldia e práxis: a crise revela o esgotamento de formas de mediação cuja operatividade dependia de condições que o neoliberalismo dissolve; a conformação expressa o realismo sindical como gestão da perda; a rebeldia atesta a persistência do antagonismo em formas sem mediação durável; e a práxis designa o campo aberto no qual a reconstrução de novas mediações coletivas permanece como possibilidade histórica. A superação dos impasses do sindicalismo permanece inseparável de uma crítica radical da sociabilidade fundada no valor e da construção histórica de mediações capazes de articular, pela práxis, experiências singulares de exploração em projeto coletivo emancipatório.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleDa fábrica à nuvem : trabalho, sindicalismo e crise da mediação coletiva no centro e na periferia do capitalismopt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.subject.keywordTrabalhopt_BR
dc.subject.keywordSindicalismopt_BR
dc.subject.keywordProteção socialpt_BR
dc.description.abstract1This thesis investigates the contemporary crisis of trade unionism as an expression of the structural contradictions of neoliberal and globalized capitalism, grounded in the ontological centrality of labor and the Marxian critique of political economy. It argues that the recent metamorphoses of the world of work do not signal the decline of the category of labor, but rather its contradictory reaffirmation as the foundation of value production, now mediated by global value chains, algorithmic control devices, and intensified forms of subsumption. The transition from the factory to the cloud affirms the contradictory coexistence between persistent factory forms and emerging digital forms that reconfigure exploitation by rendering it less visible, more diffuse, and harder to collectively contest. Neoliberalism is understood as a historical project of class hegemony that simultaneously reorganizes the objective conditions of exploitation and the forms of labor subjectivation, operating through the generalization of superexploitation and through the capture of working-class subjectivity. This process tends to convert the collective worker into a competitive neo-subject, eroding the material and symbolic foundations of class solidarity, without, however, entirely suppressing the antagonism, which persists in dispersed forms of resistance. The crisis of trade unionism does not stem from organizational failures or from the loss of relevance of labor, but from the dissolution of the historical conditions that sustained the trade union form: factory concentration, stable formal employment, contributory social protection, and social equivalence among workers – conditions the thesis formulates through the category of social measurability of labor. The analysis, grounded in the Lukácsian conception of mediation as particularity, is developed from the social formations of Brazil and Italy, situated respectively in the periphery and the center of the capitalist system, revealing a regressive convergence of conditions of exploitation in which patterns of precarization typical of dependent economies become generalized in core countries, without dissolving the structural asymmetries of the world system. The research, theoretical bibliographic in nature and guided by the historical-dialectical materialist method, articulates the ontology of labor, Marxist Dependency Theory, the critical sociology of work, the philosophy of praxis, and the analysis of neoliberal rationality as mediations of one and the same contradictory totality. It concludes that trade unionism, under the neoliberal offensive, is traversed by a dialectical tension between crisis, conformity, rebellion, and praxis: crisis reveals the exhaustion of forms of mediation whose operativity depended on conditions that neoliberalism dissolves; conformity expresses trade union realism as the management of loss; rebellion attests to the persistence of antagonism in forms without durable mediation; and praxis designates the open field in which the reconstruction of new collective mediations remains a historical possibility. The overcoming of the impasses of trade unionism remains inseparable from a radical critique of the sociability founded on value and from the historical construction of mediations capable of articulating, through praxis, singular experiences of exploitation into an emancipatory collective projectpt_BR
dc.description.unidadeInstituto de Ciências Sociais (ICS)pt_BR
dc.description.unidadeDepartamento de Antropologia (ICS DAN)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Antropologia Socialpt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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