http://repositorio.unb.br/handle/10482/55153| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| IngridRibeiroDosSantos_DISSERT.pdf | 1,31 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | A demarcação de terras indígenas na agenda pública do estado brasileiro |
| Autor(es): | Santos, Ingrid Ribeiro dos |
| Orientador(es): | Santos, Liliam dos Reis Souza |
| Assunto: | Terras indígenas - demarcação de terras Amazônia Política social |
| Data de publicação: | 28-jun-2026 |
| Data de defesa: | 2-mar-2026 |
| Referência: | SANTOS, Ingrid Ribeiro dos. A demarcação de terras indígenas na agenda pública do estado brasileiro. 2026. 123 f., il. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) — Universidade de Brasília, 2026. |
| Resumo: | Nesta dissertação de mestrado foi realizada investigação teórica sobre a Demarcação do Território Indígena no âmbito dos projetos societários em disputa no campo da sociedade e na agenda pública do Estado brasileiro, no período pós Constituição Federal de 1988. O trabalho analisa os processos de disputas entre o projeto societário de frações de classes burguesas que possuem interesses conflitantes com o projeto societário indígena. Destacou-se a importância de compreender o papel do Estado nessa relação, de forma crítica e dialética, evidenciando as suas contradições e sua origem de classe, por meio da análise a partir do método materialista histórico dialético. Como metodologia de pesquisa qualitativa, foi realizada uma revisão bibliográfica e documental, analisando os documentos oficiais sobre a Demarcação de Terras Indígenas no Brasil, incluindo decretos, portarias, pareces, manifestações indígenas, sobre as principais categorias, a saber: Território e Propriedade privada, Demarcação do Território Indígena, Estado e Projetos Societários, considerando os elementos estruturais, históricos, jurídicos e políticos determinantes, tanto para efetivação quanto para a tentativa de encerramento da política de Demarcação de Terras Indígenas. Também foram enfatizadas inúmeras estratégias jurídicas e administrativas inconstitucionais, realizadas no âmbito do Estado, no período de 2020 a 2025, de limitação temporal e geográfica sobre o direito à permanência da Demarcação do Território Indígena, com ênfase na intensificação dos conflitos e disputas por terras indígenas na Amazônia Legal. A contradição entre os interesses dos povos indígenas — que concebem o território como espaço da vida, ancestralidade e identidade — e os interesses do capital, que tratam a terra como mercadoria e fonte de acumulação — compõem o eixo central de análise. Tornou-se evidente a contradição da própria política de Demarcação de Terras Indígena, ao revelar a sua limitação jurídica, quando esvaziada de conceitos teóricos que não compreendem o Território indígena com intrínseco ao corpo indígena. Assim, o estudo demonstra que a disputa entre projetos societários e a correlação de forças sociais condicionam a agenda pública do Estado, podendo direcionar políticas públicas aos interesses da classe dominante em detrimento de objetivos coletivos, como a Demarcação dos Territórios Indígenas para a proteção dos povos originários. |
| Abstract: | This master's thesis presents theoretical research on the Demarcation of Indigenous Territory in the context of societal projects under dispute in Brazilian society and on the Brazilian government's public agenda in the period following the 1988 Federal Constitution. The work analyses the disputes between the societal project of sections of the capitalist class, which have interests that conflict with the indigenous societal project. It highlights the importance of understanding the role of the State in this relationship, in a critical and dialectical manner, highlighting its contradictions and class origins, through analysis based on the historical-dialectical materialist method. As a qualitative research methodology, a bibliographic and documentary review was carried out, analysing official documents on the Demarcation of Indigenous Territory in Brazil, including decrees, ordinances, opinions, and indigenous manifestations, on the main categories, namely: Territory and Private Property, Demarcation of Indigenous Territory, State and Societal Projects, considering the structural, historical, legal, and political elements that are decisive both for the implementation and for the attempt to end the policy of Demarcation of Indigenous Territory. Numerous unconstitutional legal and administrative strategies were also highlighted, carried out within the State between 2020 and 2025, limiting the right to permanence of the Demarcation of Indigenous Territory in terms of time and geography, with an emphasis on the intensification of conflicts and disputes over indigenous territories in the Legal Amazon. The contradiction between the interests of indigenous peoples — who conceive of territory as a space of life, ancestry, and identity — and the interests of capital, which treats land as a commodity and source of accumulation — forms the central axis of analysis. The contradiction of the Indigenous Territory Demarcation politics itself became evident when it revealed its legal limitation, when emptied of theoretical concepts that do not understand the Indigenous Territory as intrinsic to the Indigenous body. Thus, the study demonstrates that the dispute between societal projects and the correlation of social forces conditions the public agenda of the State, which can direct public politics toward the interests of the ruling class to the detriment of collective objectives, such as the Demarcation of Indigenous Territories for the protection of native peoples. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Ciências Sociais (ICS) Departamento de Antropologia (ICS DAN) |
| Informações adicionais: | Dissertação (Mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Antropologia, Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, 2026. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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