| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Durigan, Rita de Cássia Marqueti | pt_BR |
| dc.contributor.author | Ferreira, Leandro Gomes de Jesus | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-06-25T19:59:58Z | - |
| dc.date.available | 2026-06-25T19:59:58Z | - |
| dc.date.issued | 2026-06-25 | - |
| dc.date.submitted | 2025-03-26 | - |
| dc.identifier.citation | FERREIRA, Leandro Gomes de Jesus. O impacto da covid-19 nas propriedades do tendão patelar: um estudo longitudinal de um ano. 2025. 77 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências da Reabilitação) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/55100 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Ceilândia, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Introdução: A COVID-19 pode comprometer a estrutura e função do sistema
musculoesquelético, reduzindo sua capacidade de produzir força, especialmente em casos
de longos períodos de hospitalização. Neste contexto, o tendão, por fazer parte desse
complexo sistema, também poderá sofrer as consequências da COVID-19 em termos de
estrutura, morfologia e função. Entretanto, existem muitas lacunas científicas sobre a
adaptação tendínea em indivíduos afetados pela doença, especialmente em relação às
propriedades mecânicas, materiais e morfológicas e que precisam ser elucidadas.
Objetivo: Assim, este estudo teve como objetivo avaliar as propriedades do tendão
patelar (materiais, mecânicas e morfológicas), em participantes diagnosticados com
COVID-19 que apresentaram níveis moderados e graves de acometimento, dentro de um
período de até 12 meses após o contágio, em comparação a um grupo controle.
Métodos: Trata-se de um estudo observacional de delineamento longitudinal onde 70
participantes foram divididos em três grupos: (a) COVID-19 moderada (n=22) -
indivíduos que apresentarem teste positivo, confirmado pelo teste molecular (RT-PCR),
teste sorológico de reatividade a anticorpos IgM e IgG, ou ainda exame laboratorial
remoto (testes imunocromatográficos para anticorpos e antígenos) e que apresentaram
alguns dos seguintes sintomas, sem necessidade de internação: tosse seca, coriza,
inflamação de garganta, dores corporais difusas, hipertermia persistente, sem hipoxemia),
(b) COVID-19 grave (n=18) – indivíduos que além de algum ou vários dos sintomas
descritos, apresentarem hipoxemia (saturação de oxigênio – SPO2 ≤ 93%) necessitando
de internação com ou sem intubação, e (c) grupo controle (n=30) – indivíduos que não
foram infectados pelo vírus ou que não reportaram sintomas. Quatro avaliações foram
realizadas durante o período de um ano para os grupos COVID (A21-30 – entre 21 e 30,
A31-90 – entre 31 e 90, A91-180 – entre 91 e 180, e A181-360 – entre 181 e 360 dias após o
início dos sintomas ou alta hospitalar para o COVID grave) quando foram obtidas as
propriedades morfológicas, materiais e mecânicas do tendão patelar. Modelos de
Equações de Estimativa Generalizadas (GEE) foram utilizados para avaliar as
propriedades do tendão, tendo "grupos" e "avaliações" como fatores.
Resultados: Não foi encontrada interação entre grupos e avaliações para as variáveis
morfológicas (p>0,05), mas houve interação significativa para as propriedades materiais
e mecânicas (p<0,05). Em geral, os indivíduos do grupo grave exibiram consistentemente
diminuição dos níveis de força e stress impactando o tendão patelar nas quatro avaliações
realizadas ao longo de um ano. Além disso, nos primeiros 3 meses após a infecção por
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COVID-19, os indivíduos do grupo grave apresentaram níveis de strain semelhantes aos
dos demais grupos. Consequentemente, foram observadas reduções na rigidez e no
módulo de Young, indicando um maior grau de deformação relativa do tendão nos
períodos iniciais pós-COVID.
Conclusão: Menores níveis de força e stress do tendão patelar foram observados em
indivíduos que tiveram a forma mais grave de COVID-19 durante o acompanhamento de
um ano. Além disso, um comportamento tendíneo mais elástico foi identificado nos
meses iniciais pós-infecção, resultando em redução da rigidez. Assim, clínicos devem
considerar o período inicial de infecção em casos graves de COVID-19, uma vez que esse
fator pode afetar os níveis de stress e strain no tendão patelar
Objetivo: Assim, este estudo teve como objetivo avaliar as propriedades tendíneas (materiais, mecânicas e morfológicas) do tendão patelar em participantes após diagnóstico com COVID-19 que tiveram níveis moderados e graves de acometimento dentro do período de até 12 meses após o contágio da doença comparados a um grupo controle.
Métodos: Trata-se de um estudo observacional de delineamento longitudinal onde 70 participantes foram divididos em três grupos: (a) COVID-19 moderada (n=22) - indivíduos que apresentarem teste positivo, confirmado pelo teste molecular (RT- PCR), teste sorológico de reatividade a anticorpos IgM e IgG, ou ainda exame laboratorial remoto (testes imunocromatográficos para anticorpos e antígenos) e que apresentaram alguns dos seguintes sintomas, sem necessidade de internação: tosse seca, coriza, inflamação de garganta, dores corporais difusas, hipertermia persistente, sem hipoxemia), (b) COVID-19 grave (n=18) - indivíduos que além de algum ou vários dos sintomas descritos, apresentarem hipoxemia (saturação de oxigênio - SPO2 ≤ 93%) necessitando de internação com ou sem intubação, e (c) grupo controle (n=30) - indivíduos que não foram infectados pelo vírus ou que não reportaram sintomas. Quatro avaliações foram realizadas durante o período de um ano para os grupos COVID (A21-30 - entre 21 e 30, A31-90 - entre 31 e 90, A91-180 - entre 91 e 180, e A181-360 - entre 181 e 360 dias após o início dos sintomas ou alta hospitalar para o COVID grave) quando foram obtidas as propriedades morfológicas, materiais e mecânicas do tendão patelar. Modelos de Equações de Estimativa Generalizadas (GEE) foram utilizados para avaliar as propriedades do tendão, tendo "grupos" e "avaliações" como fatores.
Resultados: Não foi encontrada interação entre grupos e avaliações para as variáveis morfológicas (p>0,05), mas foi encontrada nas propriedades materiais e mecânicas (p<0,05). Em geral, os indivíduos do grupo grave exibiram consistentemente diminuição dos níveis de força e stress que impactaram o tendão patelar nas quatro avaliações realizadas ao longo de um ano. Além disso, durante os primeiros 3 meses após a infecção por COVID-19, os indivíduos do grupo grave apresentaram níveis de strain semelhantes aos observados nos outros grupos. Consequentemente, foram observadas reduções na rigidez e no módulo de Young, indicando um maior grau de deformação relativa do tendão nos períodos iniciais pós- COVID.
Conclusão: Menores níveis de força e stress do tendão patelar foram observados em indivíduos que apresentaram a forma mais grave de COVID-19 durante o acompanhamento de um ano, juntamente com comportamento mais elástico tendíneo limitado aos meses iniciais pós-infecção, com consequente redução da rigidez. Assim, clínicos devem considerar o período inicial de infecção em casos graves de COVID-19, pois pode afetar os níveis de stress e strain no tendão patelar. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) | - |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | O impacto da covid-19 nas propriedades do tendão patelar : um estudo longitudinal de um ano | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Covid-19 | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Ultrassonografia | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | Introduction: COVID-19 can affect the structure and function of the musculoskeletal
system, reducing its ability to generate force, especially in cases of prolonged
hospitalization. In this context, tendons, as part of this complex system, may also
experience structural, morphological, and functional consequences due to COVID-19.
However, significant scientific gaps remain regarding tendon adaptation in affected
individuals, particularly concerning mechanical, material, and morphological properties,
which need further clarification.
Objective: This study aimed to evaluate the patellar tendon properties (material,
mechanical, and morphological) in participants diagnosed with moderate and severe
COVID-19, within up to 12 months after infection, compared to a control group.
Methods: This was a longitudinal observational study including 70 participants divided
into three groups: (a) Moderate COVID-19 group (n=22) – individuals who tested
positive via molecular testing (RT-PCR), serological testing for IgM and IgG antibodies,
or remote laboratory testing (immunochromatographic tests for antibodies and antigens)
and exhibited some of the following symptoms without requiring hospitalization: dry
cough, runny nose, sore throat, diffuse body aches, persistent hyperthermia, but no
hypoxemia; (b) Severe COVID-19 group (n=18) – individuals presenting some or
multiple symptoms mentioned above, along with hypoxemia (oxygen saturation – SpO2
≤ 93%), requiring hospitalization with or without intubation; and (c) Control group
(n=30) – individuals who were not infected with the virus or did not report symptoms.
COVID-19 participants underwent four evaluations over one year (A21-30: 21-30 days,
A31-90: 31-90 days, A91-180: 91-180 days, and A181-360: 181-360 days after symptom onset
or hospital discharge for severe cases) to assess the morphological, material, and
mechanical properties of the patellar tendon. Generalized Estimating Equations (GEE)
models were used to analyze tendon properties, considering "groups" and "evaluations"
as factors.
Results: No significant interaction between groups and evaluations was found for
morphological variables (p>0.05), but a significant interaction was observed for material
and mechanical properties (p<0.05). Overall, the severe COVID-19 group consistently
exhibited reduced force and stress levels impacting the patellar tendon across all four
evaluations throughout the year. Additionally, in the first three months post-infection,
severe COVID-19 individuals displayed strain levels similar to the other groups.
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Consequently, reductions in stiffness and Young’s modulus were observed, indicating an
increased degree of relative tendon deformation during the early post-COVID period.
Conclusion: Lower levels of force and stress in the patellar tendon were observed in
individuals who had severe COVID-19 during the one-year follow-up. Moreover, a more
elastic tendon behavior was identified in the early post-infection months, leading to
reduced stiffness. Therefore, clinicians should consider the early post-infection period in
severe COVID-19 cases, as this factor may affect stress and strain levels in the patellar
tendon.
Objetivo: Assim, este estudo teve como objetivo avaliar as propriedades tendíneas (materiais, mecânicas e morfológicas) do tendão patelar em participantes após diagnóstico com COVID-19 que tiveram níveis moderados e graves de acometimento dentro do período de até 12 meses após o contágio da doença comparados a um grupo controle.
Métodos: Trata-se de um estudo observacional de delineamento longitudinal onde 70 participantes foram divididos em três grupos: (a) COVID-19 moderada (n=22) - indivíduos que apresentarem teste positivo, confirmado pelo teste molecular (RT- PCR), teste sorológico de reatividade a anticorpos IgM e IgG, ou ainda exame laboratorial remoto (testes imunocromatográficos para anticorpos e antígenos) e que apresentaram alguns dos seguintes sintomas, sem necessidade de internação: tosse seca, coriza, inflamação de garganta, dores corporais difusas, hipertermia persistente, sem hipoxemia), (b) COVID-19 grave (n=18) - indivíduos que além de algum ou vários dos sintomas descritos, apresentarem hipoxemia (saturação de oxigênio - SPO2 ≤ 93%) necessitando de internação com ou sem intubação, e (c) grupo controle (n=30) - indivíduos que não foram infectados pelo vírus ou que não reportaram sintomas. Quatro avaliações foram realizadas durante o período de um ano para os grupos COVID (A21-30 - entre 21 e 30, A31-90 - entre 31 e 90, A91-180 - entre 91 e 180, e A181-360 - entre 181 e 360 dias após o início dos sintomas ou alta hospitalar para o COVID grave) quando foram obtidas as propriedades morfológicas, materiais e mecânicas do tendão patelar. Modelos de Equações de Estimativa Generalizadas (GEE) foram utilizados para avaliar as propriedades do tendão, tendo "grupos" e "avaliações" como fatores.
Resultados: Não foi encontrada interação entre grupos e avaliações para as variáveis morfológicas (p>0,05), mas foi encontrada nas propriedades materiais e mecânicas (p<0,05). Em geral, os indivíduos do grupo grave exibiram consistentemente diminuição dos níveis de força e stress que impactaram o tendão patelar nas quatro avaliações realizadas ao longo de um ano. Além disso, durante os primeiros 3 meses após a infecção por COVID-19, os indivíduos do grupo grave apresentaram níveis de strain semelhantes aos observados nos outros grupos. Consequentemente, foram observadas reduções na rigidez e no módulo de Young, indicando um maior grau de deformação relativa do tendão nos períodos iniciais pós- COVID.
Conclusão: Menores níveis de força e stress do tendão patelar foram observados em indivíduos que apresentaram a forma mais grave de COVID-19 durante o acompanhamento de um ano, juntamente com comportamento mais elástico tendíneo limitado aos meses iniciais pós-infecção, com consequente redução da rigidez. Assim, clínicos devem considerar o período inicial de infecção em casos graves de COVID-19, pois pode afetar os níveis de stress e strain no tendão patelar. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde (FCTS) – Campus UnB Ceilândia | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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