http://repositorio.unb.br/handle/10482/54915| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| LauraEduardaFernandesFranca_DISSERT.pdf | 1,4 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Estudo do efeito do dmt (n,n-dimetiltriptamina) na neurogênese de primatas não-humanos adultos |
| Autor(es): | França, Laura Eduarda Fernandes |
| Orientador(es): | Oliveira, Daniela Mara de |
| Assunto: | Primatas não humanos Citoxicidade Plasticidade neuronal Viabilidade celular |
| Data de publicação: | 18-Jun-2026 |
| Data de defesa: | 21-Nov-2025 |
| Referência: | FRANÇA, Laura Eduarda Fernandes. Estudo do efeito do dmt (n,n-dimetiltriptamina) na neurogênese de primatas não-humanos adultos. 2025. 60 f., il. Dissertação (Mestrado em Biologia Animal) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | A neurogênese é o processo pelo qual novos neurônios são gerados a partir de células-tronco neurais ou progenitores neuronais e, no cérebro adulto, ocorre de forma restrita a nichos específicos, apresentando baixa taxa proliferativa, o que limita a capacidade de regeneração neural. Nesse contexto, o N,N-dimetiltriptamina (DMT), um composto endógeno já descrito em mamíferos, tem sido investigado principalmente em modelos de roedores por seu potencial de modular vias associadas à sobrevivência celular, plasticidade neural e respostas neurotróficas. Como vantagem, o DMT apresenta afinidade por receptores envolvidos na homeostase celular; entretanto, sua rápida metabolização, curta meia-vida e a estreita janela entre efeitos tróficos e tóxicos constituem limitações importantes para sua ação endógena e para a extrapolação de seus efeitos. Neste estudo, avaliou-se o efeito do DMT sobre a viabilidade celular e o crescimento de neuroesferas derivadas de primatas não humanos adultos, visando investigar seu potencial modulador em um modelo filogeneticamente mais próximo do humano. No ensaio de viabilidade celular (MTT), após 72 h de exposição, observou-se um perfil bifásico dose-dependente, no qual a concentração de 200 mg/L promoveu aumento da atividade metabólica celular de aproximadamente 4%, enquanto 800 mg/L resultou em redução significativa da viabilidade para cerca de 30%, caracterizando citotoxicidade. No ensaio de formação de neuroesferas, empregando concentrações entre 0,02 e 188 mg/L (0,1–1000 µM), verificou-se que o tempo de cultivo foi determinante para o crescimento global das esferas; entretanto, o DMT modulou a distribuição dos tamanhos, com tendência à redução de neuroesferas intermediárias e aumento da proporção de esferas maiores (>500 µm). No sétimo dia, as concentrações de 18,8 mg/L e 188 mg/L estiveram associadas a maior número de neuroesferas grandes, sem prejuízo da viabilidade celular. Um ensaio complementar, utilizando doses entre 2 e 2000 mg/L, confirmou o padrão observado, indicando 200 mg/L como a concentração mais favorável ao crescimento e à viabilidade celular, enquanto concentrações mais elevadas apresentaram toxicidade progressiva. Em conjunto, os resultados indicam que o DMT exerce um efeito modulador dose-dependente sobre células neurais adultas de primatas não humanos, promovendo crescimento e maturação das neuroesferas dentro de uma janela restrita de concentração. Embora os dados apontem para uma tendência a efeitos neurotróficos, as limitações inerentes ao DMT endógeno reforçam a necessidade de cautela na interpretação e na extrapolação dos achados. |
| Abstract: | Neurogenesis is the process by which new neurons are generated from neural stem cells or neuronal progenitors and, in the adult brain, it is restricted to specific niches with low proliferative activity, which limits neural regenerative capacity. In this context, N,Ndimethyltryptamine (DMT), an endogenous compound described in mammals, has been investigated mainly in rodent models due to its potential to modulate pathways associated with cell survival, neural plasticity, and neurotrophic responses. As an advantage, DMT shows affinity for receptors involved in cellular homeostasis; however, its rapid metabolism, short half-life, and the narrow window between trophic and toxic effects represent important limitations for its endogenous action and for extrapolation of its effects. In this study, the effects of DMT on cell viability and the growth of neurospheres derived from adult non-human primates were evaluated, aiming to investigate its modulatory potential in a phylogenetically closer model to humans. In the cell viability assay (MTT), after 72 h of exposure, a dose-dependent biphasic profile was observed, in which the concentration of 200 mg/L promoted an approximately 4% increase in cellular metabolic activity, whereas 800 mg/L resulted in a significant reduction in viability to about 30%, characterizing cytotoxicity. In the neurosphere formation assay, using concentrations between 0.02 and 188 mg/L (0.1–1000 µM), culture time was found to be a determining factor for overall sphere growth; however, DMT modulated size distribution, with a tendency toward a reduction in intermediate-sized neurospheres and an increase in the proportion of larger spheres (>500 µm). On the seventh day, concentrations of 18.8 mg/L and 188 mg/L were associated with a higher number of large neurospheres, without impairment of cell viability. A complementary assay using doses between 2 and 2000 mg/L confirmed this pattern, indicating 200 mg/L as the most favorable concentration for growth and cell viability, whereas higher concentrations showed progressive toxicity. Taken together, these results indicate that DMT exerts a dosedependent modulatory effect on adult neural cells from non-human primates, promoting neurosphere growth and maturation within a restricted concentration window. Although the data point to a trend toward neurotrophic effects, the inherent limitations of endogenous DMT reinforce the need for caution in interpretation and extrapolation of these findings. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Ciências Biológicas (IB) |
| Informações adicionais: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal, 2026. Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal |
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| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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