Skip navigation
Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.unb.br/handle/10482/54873
Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
JulianaDeSouzaLapa_TESE.pdf13,4 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisorRomero, Gustavo Adolfo Sierra-
dc.contributor.authorLapa, Juliana de Souza-
dc.date.accessioned2026-06-16T23:06:43Z-
dc.date.available2026-06-16T23:06:43Z-
dc.date.issued2026-06-16-
dc.date.submitted2025-07-07-
dc.identifier.citationLAPA, Juliana de Souza. Análise das condições pós-covid e qualidade de vida em pacientes após a internação em hospital de referência de nível terciário do Distrito Federal em 2020. 173 f., il. Tese (Doutorado em Medicina Tropical) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/54873-
dc.descriptionTese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical para a obtenção do título de Doutor em Medicina Tropical Área de concentração - Clínica das Doenças Infecciosas e Parasitárias. 2025pt_BR
dc.description.abstractA pandemia de COVID-19 impactou significativamente a qualidade de vida dos pacientes acometidos pela doença. Além da perda de funcionalidade decorrente da infecção aguda, as Condições Pós-COVID (CPC) agravaram esse cenário. CPC sãosinais, sintomas e/ou condições que continuam ou se desenvolvem quatro semanas ou mais após o COVID-19 e não podem ser justificadas por um diagnóstico alternativo.Esta tese avaliou a prevalência de CPC, seus principais sintomas, fatores associados e a relação com a qualidade de vida. Foi realizada uma coorte concorrente com pacientes internados no Hospital Regional da Asa Norte (Brasília, DF), entre agosto e novembro de 2020. Os participantes foram entrevistados por telefone aos 3 e 6 meses após a alta hospitalar, com aplicação de questionários sobre sintomas de CPC e doquestionário de avaliação de qualidade de vida Short-Form Health Survey 36(SF-36). A CPC foi definida pela presença de pelo menos 1 dos 17 sintomas interrogados na entrevista. O SF-36 é dividido em 8 domínios, que podem ser sumarizados em Componentes de Saúde Física (CSF) e Componentes de Saúde Mental (CSM). O questionário é convertido em uma escala de 0 a 100, onde 0 representa o pior estado de saúde e 100 o melhor. Utilizou-se regressão de Poisson com variância robusta para estimar razões de prevalência (RP) das CPC e seu fatores associados; regressão linear para analisar as pontuações dos CSF e CSM do SF-36 e CPC e outras variáveis selecionadas, assim como seus respectivos Intervalos de 95% de Confiança (IC95%).A prevalência de CPC foi de 81% aos 3 meses e 61% aos 6 meses. Os principais sintomas em 3 meses foram queda de cabelo (44%), fadiga (42%) e perda de memória (39%); em 6 meses, perda de memória (29%) e fadiga (27%). Sexo feminino foi o principal fator associado à CPC: RP 1,28 (IC95%: 1,16–1,41) aos 3 meses e RP: 1,60 (IC95%: 1,34–1,90) aos 6 meses. CPC foi associada à hipercolesterolemia à aos 3 meses (RP: 1,15; IC95%: 1,04–1,27); e à obesidade (RP: 1,22; IC95%: 1,03–1,45) e pronação (RP: 1,12; IC95%: 1,06–1,25) aos 6 meses. Na comparação dos dados da coorte com os dados normativos para a população brasileira as pontuações de todas as dimensões do SF-36 (exceto Saúde Mental e Aspectos Sociais), estavam significativamente reduzidas aos 3 meses. Aos 6 meses, persistiram reduções nas dimensões Limitações por Aspectos Físicos, Dor, Limitações por Aspectos Emocionais, Estado Geral de Saúde. Em ambos os períodos, todos os domínios do F-36 foram significativamente menores entre os pacientes com CPC em comparação àqueles sem CPC. Menores escores nos componentes do SF-36 estiveram associados a diversos fatores. No CSF, os preditores negativos aos 3 meses foram: sexo feminino (β: -3,0; IC95%: -4,7 a -1,3), número de comorbidades (β: -1,1; IC95%: -1,6 a -0,6) e número de sintomas de CPC (β: -1,1; IC95%: -1,4 a -0,9); aos 6 meses: sexo feminino (β: -2,5; IC95%: -4,2 a -0,8), número de sintomas de CPC (β: -2,1; IC95%: -2,3 a -1,8), número de comorbidades (β: -1,1; IC95%: -1,6 a -0,6). No CSM, os fatores associados a menores escores foram: aos 3 meses: sexo feminino (β: -3,1; IC95%: -5,8 a -0,4) e número de sintomas de CPC (β: -1,6; IC95%: -2,0 a -1,2); aos 6 meses: sexo feminino (β: -4,2; IC95%: -6,7 a -1,8), número de sintomas de CPC (β: -2,7; IC95%: -3,2 a -2,3) e número de comorbidades (β: -0,7; IC95%: -1,4 a -0,0). Conclui-se que a prevalência de sintomas persistentes de COVID-19 (CPC) foi elevada, especialmente entre as mulheres, e esteve relacionada à piora significativa na qualidade de vida tanto no componente físico quanto no componente mental. O sexo feminino e o número de sintomas de CPC foram os principais fatores associados a menores pontuações na escala de qualidade de vida.pt_BR
dc.description.sponsorshipDecanato de Pesquis e Inovação (DPI/UnB)pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleAnálise das condições pós-covid e qualidade de vida em pacientes após a internação em hospital de referência de nível terciário do Distrito Federal em 2020pt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.subject.keywordCovid-19pt_BR
dc.subject.keywordPós-covidpt_BR
dc.subject.keywordQualidade de vidapt_BR
dc.description.abstract1The COVID-19 pandemic significantly impacted the quality of life of patients affected by the disease. In addition to the loss of functionality caused by the acute infection, Post-COVID Conditions (PCC) have worsened this scenario. PCC are signs, symptoms, and/or conditions that persist or develop four weeks or more after COVID 19 and cannot be explained by an alternative diagnosis. This thesis assessed the prevalence of PCC, its main symptoms, associated factors, and the relationship with quality of life. A prospective cohort study was conducted with patients hospitalized at the Regional Hospital of Asa Norte (Brasília, DF), between August and November 2020. Participants were interviewed by telephone at 3 and 6 months after hospital discharge, using questionnaires on PCC symptoms and the Short-Form Health Survey 36 (SF-36). PCC was defined as the presence of at least one of the 17 symptoms assessed during the interview. The SF-36 is a quality of life questionnaire divided into 8 domains, which can be summarized into Physical Health Component (PHC) and Mental Health Component (MHC). The questionnaire scores range from 0 to 100, where 0 represents the worst and 100 the best health status. Poisson regression with robust variance was used to estimate prevalence ratios (PR) of PCC and their associated factors, while linear regression was used to analyze SF-36 PHC and MHC scores and their respective 95% confidence intervals (95% CI). The prevalence of PCC was 81% at 3 months and 61% at 6 months. The most common symptoms at 3 months were hair loss (44%), fatigue (42%), and memory loss (39%); at 6 months, memory loss (29%) and fatigue (27%) predominated. Female sex was the main factor associated with PCC: PR 1.28 (95% CI: 1.16–1.41) at 3 months and PR 1.60 (95% CI: 1.34–1.90) at 6 months. Hypercholesterolemia was associated with PCC at 3 months (PR: 1.15; 95% CI: 1.04–1.27); at 6 months, obesity (PR: 1.22; 95% CI: 1.03–1.45) and prone positioning during hospitalization (PR: 1.12; 95% CI: 1.06–1.25) were associated. When comparing cohort data with Brazilian normative values all SF-36 dimensions (except Mental Health and Social Functioning), were significantly reduced at 3 months. At 6 months, reductions persisted in the dimensions of Role Physical, Bodily Pain, Role Emotional, General Health. At both time points, all SF-36 domains were significantly lower among patients with PCC compared to those without PCC. Lower scores in the SF-36 components were associated with various factors. For the PHC, negative predictors at 3 months were: female sex (β: -3.0; 95% CI: -4.7 to -1.3), number of comorbidities (β: -1.1; 95% CI: -1.6 to -0.6), and number of PCC symptoms (β: -1.1; 95% CI: -1.4 to -0.9); at 6 months: female sex (β: -2.5; 95% CI: -4.2 to -0.8), number of PCC symptoms (β: -2.1; 95% CI: -2.3 to -1.8), number of comorbidities (β: -1.1; 95% CI: -1.6 to -0.6). For the MHC, factors associated with lower scores were: at 3 months: female sex (β: -3.1; 95% CI: -5.8 to -0.4) and number of PCC symptoms (β: -1.6; 95% CI: -2.0 to -1.2); at 6 months: female sex (β: -4.2; 95% CI: -6.7 to -1.8), number of PCC symptoms (β: -2.7; 95% CI: -3.2 to -2.3), and number of comorbidities (β: -0.7; 95% CI: -1.4 to -0.0). In conclusion, the prevalence of persistent COVID-19 symptoms (PCC) was high, especially among women, and was associated with a significant decline in quality of life in both the physical and mental components. Female sex and the number of PCC symptoms were the main factors associated with reduced quality of life.pt_BR
dc.description.unidadeFaculdade de Medicina (FM)pt_BR
dc.description.especializacaoPrograma de Pós-Graduação em Medicina Tropicalpt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

Mostrar registro simples do item Visualizar estatísticas



Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.