http://repositorio.unb.br/handle/10482/54838| Fichero | Descripción | Tamaño | Formato | |
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| LilianeGarciaRufino_DISSERT.pdf | 4,5 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título : | Fatores associados a eventos não graves supostamente atribuíveis às vacinas da covid-19 em profissionais de saúde no Brasil : uma análise da coorte Sevacov-Pro |
| Autor : | Rufino, Liliane Garcia |
| Orientador(es):: | Duarte, Djane Braz |
| Assunto:: | Vacinas Covid-19 Farmacovigilância Farmacoepidemiologia Profissionais da saúde |
| Fecha de publicación : | 15-jun-2026 |
| Data de defesa:: | 20-mar-2026 |
| Citación : | RUFINO, Liliane Garcia. Fatores associados a eventos não graves supostamente atribuíveis às vacinas da covid-19 em profissionais de saúde no Brasil: uma análise da coorte Sevacov-Pro. 2026. 141 f., il. Dissertação (Mestrado em Medicina Tropical) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. |
| Resumen : | Este estudo observacional retrospectivo, aninhado à coorte multicêntrica SEVACOV-PRO, investigou os fatores associados à ocorrência de eventos adversos não graves supostamente atribuíveis à vacinação (ESAVI) contra a Corona vírus diease 2019 (COVID-19) em profissionais de saúde no Brasil. Diante da implementação de diversas plataformas tecnológicas e esquemas vacinais complexos no país, o estudo buscou identificar preditores de reatogenicidade em um cenário de mundo real. Foram analisados dados de 5.031 participantes, totalizando 14.772 doses administradas das vacinas: vírus inativado (CoronaVac), vetor viral (AstraZeneca e Janssen) e RNA mensageiro (Pfizer). A análise estatística utilizou regressão logística multivariada estratificada por dose e agregada por perfil clínico de ESAVI. Os resultados da análise por dose confirmaram a vacina como o principal preditor independente do desfecho. A vacina AstraZeneca demonstrou um padrão de alta consistência, mantendo associação significativa e elevada em múltiplas etapas do esquema vacinal (Dose 1 aOR 3,92; Dose 4 aOR 3,35; p<0,001). A vacina Janssen exibiu a maior magnitude de associação pontual observada em todo o estudo, especificamente na quarta dose (aOR 5,93; p<0,001). Já a vacina Pfizer destacou-se por ser a única consistentemente reatogênica em todas as doses analisadas (aOR variando de 2,31 a 4,75; p<0,05). Identificou-se que características biológicas atuam como moduladores dessa resposta: o sexo masculino (redução de risco entre 40-50%; p<0,001) e faixas etárias mais avançadas (redução de 16-23% por década; p<0,001) demonstraram efeito protetor significativo ao longo de todo o seguimento. A análise agregada por perfil clínico evidenciou padrões distintos de reatogenicidade: as vacinas de vetor viral demonstraram forte associação com eventos sistêmicos, especificamente nos perfis musculoesquelético (Janssen aOR 9,85; AstraZeneca aOR 6,27) e de cefaleia, enquanto a plataforma de mRNA destacou-se pela força de associação com outras reações locais (Pfizer aOR3,40). Como achado original, observou-se que a dinâmica de intercambialidade e a transição de esquemas homólogos para heterólogos induziram alterações significativas na reatogenicidade na terceira dose, participantes com regime primário de vírus inativado apresentaram frequência de eventos significativamente superior (79,1%) ao receberem o reforço de mRNA, em comparação àqueles com histórico de vetor viral (72,4%; p=0,0028). Conclui-se que a vacina é o principal preditor independente do desfecho, com as plataformas de vetor viral e mRNA apresentando magnitudes de associação significativamente superiores à de vírus inativado. A dinâmica de intercambialidade e a transição para esquemas de reforço heterólogos induziram alterações significativas nos padrões de reatogenicidade, sugerindo que tais nuances são influenciadas pela combinação entre plataforma vacinal, fatores biológicos e alteração de esquemas. Tais evidências de mundo real são fundamentais para fortalecer e qualificar a comunicação em saúde, combatendo a desinformação e mitigando a hesitação vacinal. |
| Abstract: | This retrospective observational study, nested within the SEVACOV-PRO multicenter cohort, investigated the factors associated with the occurrence of non-severe Adverse Events Following Immunization (AEFI) against Corona vírus diease 2019 (COVID-19) in healthcare professionals in Brazil. Given the implementation of diverse technological platforms and complex vaccination schedules in the country, the study sought to identify predictors of reactogenicity in a real-world setting. Data from 5,031 participants were analyzed, totaling 14,772 administered doses of the following vaccines: inactivated virus (CoronaVac), viral vector (AstraZeneca and Janssen), and messenger RNA (Pfizer). Statistical analysis utilized multivariate logistic regression stratified by dose and aggregated by AEFI clinical profile. The results of the analysis by dose confirmed the vaccine as the main independent predictor of the outcome. The AstraZeneca vaccine demonstrated a pattern of high consistency, maintaining a significant and elevated association across multiple stages of the vaccination schedule (Dose 1 aOR 3.92; Dose 4 aOR 3.35; p<0.001). The Janssen vaccine exhibited the highest point association strength observed in the entire study, specifically in the fourth dose (aOR 5.93; p<0.001). The Pfizer vaccine stood out for being the only one consistently reactogenic across all analyzed doses (aOR ranging from 2.31 to 4.75; p<0.05). Biological characteristics were identified as modulators of this response: male sex (risk reduction between 40-50%; p<0.001) and older age groups (reduction of 16-23% per decade; p<0.001) demonstrated a significant protective effect throughout the follow-up. The analysis aggregated by clinical profile evidenced distinct reactogenicity patterns: viral vector vaccines showed a strong association with systemic events, specifically in the musculoskeletal (Janssen aOR 9.85; AstraZeneca aOR 6.27) and headache profiles, while the mRNA platform stood out for its strength of association with other local reactions (Pfizer aOR 3.40). As an original finding, it was observed that the dynamics of interchangeability and the transition from homologous to heterologous schedules induced significant changes in reactogenicity: in the third dose, participants with a primary regimen of inactivated virus presented a significantly higher frequency of events (79.1%) upon receiving the mRNA booster, compared to those with a viral vector history (72.4%; p=0.0028). In conclusion, the vaccine is the main independent predictor of the outcome, with viral vector and mRNA platforms presenting significantly higher magnitudes of association than the inactivated virus platform. The dynamics of interchangeability and the transition to heterologous booster regimens induced significant changes in reactogenicity patterns, suggesting that such nuances are influenced by the combination of vaccine platform, biological factors, and regimen alteration. Such real-world evidence is fundamental to strengthen and qualify health communication, combating misinformation and mitigating vaccine hesitancy. |
| Descripción : | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, 2026. |
| metadata.dc.description.ppg: | Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical |
| Agência financiadora: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (FINATEC) |
| Aparece en las colecciones: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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