http://repositorio.unb.br/handle/10482/54834| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| ValeriaPaesLima_TESE.pdf | 4,3 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Antimicrobianos em pacientes com síndrome respiratória aguda grave por Sars-Cov-2 no hospital universitário de Brasília: perfil de gravidade, classificação aware e tendência temporal, 2020-2021 |
| Autor(es): | Lima, Valéria Paes |
| Orientador(es): | Sierra Romero, Gustavo Adolfo |
| Assunto: | Covid-19 SARS-CoV-2 Agentes infecciosos Gerenciamento de Antimicrobianos |
| Data de publicação: | 15-Jun-2026 |
| Data de defesa: | 3-Mar-2026 |
| Referência: | LIMA, Valéria Paes. Antimicrobianos em pacientes com síndrome respiratória aguda grave por Sars-Cov-2 no hospital universitário de Brasília: perfil de gravidade, classificação aware e tendência temporal, 2020-2021. 2026. 356 f. Tese (Doutorado em Medicina Tropical) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. |
| Resumo: | Introdução: A pandemia de COVID-19 exerceu impacto profundo sobre os sistemas de saúde em todo o mundo e promoveu alterações substanciais nas práticas de prescrição de antimicrobianos, levantando preocupações relacionadas ao aumento da resistência antimicrobiana e a outros desfechos adversos. Este estudo teve como objetivo caracterizar o uso de antimicrobianos em pacientes brasileiros hospitalizados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pelo SARS-CoV-2, avaliar os determinantes em nível individual e as tendências temporais das densidades de uso de antimicrobianos, estratificadas pela gravidade clínica e pela classificação AWaRe da Organização Mundial da Saúde (OMS).Métodos: Trata-se de estudo de coorte observacional retrospectivo em pacientes adultos hospitalizados com SRAG causada pelo SARS-CoV-2 no Hospital Universitário de Brasília (HUB), durante os anos de 2020 e 2021. Dados referentes aos esquemas antimicrobianos, à duração da terapia e aos dias de exposição aos antimicrobianos foram extraídos dos prontuários eletrônicos. As associações entre fatores clínicos individuais e os indicadores de exposição a antimicrobianos foram avaliadas por meio de modelos de regressão binomial negativa. As densidades de uso de antimicrobianos —dias de terapia (DOT), duração da terapia (LOT), razão DOT/LOT e dias livres de antimicrobianos (AFD) — foram agregadas por trimestre de alta hospitalar para possibilitar as análises temporais. As tendências temporais foram analisadas por regressão de Joinpoint. Os indicadores foram adicionalmente analisados de acordo com a gravidade clínica e com a classificação AWaRe da OMS. Resultados: A mediana de idade foi de 61 anos (intervalo interquartil [IIQ], 49–72), prevalência de comorbidades (90,1%); a maior parte dos pacientes não havia sido vacinada contra a COVID-19 no momento da internação (76,3%). Na alta hospitalar, 301 pacientes (47,2%) foram classificados como COVID 19 Grave e 337 (52,8%) como COVID-19 crítica. O aumento da gravidade clínica esteve consistentemente associado a maior exposição a antimicrobianos em todos os indicadores avaliados, incluindo a proporção de pacientes em uso de antimicrobianos, DOT, LOT e razão DOT/LOT, enquanto os dias livres de antimicrobianos apresentaram associação inversa. De acordo com a classificação AWaRe da OMS, os antimicrobianos da categoria Vigilância foram os mais frequentemente prescritos (91,9% dos pacientes); entretanto, os antimicrobianos da categoria Reserva apresentaram os maiores aumentos em frequência e duração de uso com o aumento da gravidade clínica. Na análise dos determinantes individuais, a exposição a antimicrobianos foi associada a ventilação mecânica, hemodiálise e maior tempo de internação hospitalar, enquanto a vacinação prévia contra a COVID 19 foi independentemente associada a maior número de dias livres de antimicrobianos. Ao longo do período estudado, observou-se redução significativa e sustentada das densidades de uso de antimicrobianos em todos os indicadores, acompanhada por aumento progressivo da densidade de dias livres de antimicrobianos. A redução do DOT foi mais pronunciada entre pacientes com COVID-19 Grave e foi predominantemente impulsionada pela diminuição do uso de antimicrobianos da categoria Vigilância. Observou-se ainda redução concomitante do uso de antimicrobianos da categoria Reserva entre pacientes com COVID-19 Crítica. Conclusões: Nesta coorte brasileira de centro único, a terapia antimicrobiana foi altamente prevalente entre pacientes hospitalizados com SRAG causada pelo SARS-CoV-2. O uso de antimicrobianos foi predominantemente determinado por marcadores de gravidade clínica e complexidade assistencial, enquanto a vacinação prévia contra a COVID-19 esteve associada a maior número de dias livres de antimicrobianos. As análises de tendência temporal demonstraram redução sustentada das densidades de uso de antimicrobianos ao longo do tempo, particularmente em comparação com o período inicial da pandemia. |
| Abstract: | Background: The COVID-19 pandemic exerted a profound impact on healthcare systems worldwide and substantially altered antimicrobial prescribing practices. Elevated and frequently inappropriate antimicrobial use has been widely reported in the management of COVID-19, raising concerns regarding antimicrobial resistance and other adverse outcomes. This study aimed to comprehensively characterize antimicrobial use among Brazilian patients hospitalized with severe acute respiratory syndrome (SARS) due to SARS-CoV-2 infection and to evaluate individual-level determinants and temporal trends in antimicrobial use density, stratified by clinical severity and the World Health Organization (WHO) AWaRe classification.Methods: A retrospective observational cohort study was conducted including adult patients hospitalized with SARS caused by SARS-CoV-2 at the University Hospital of Brasília (HUB), Brazil, during 2020 and 2021. Data on antimicrobial regimens, duration of therapy, and days of antimicrobial exposure were extracted from electronic medical records. Associations between individual-level clinical factors and antimicrobial exposure indicators were assessed using negative binomial regression models. Antimicrobial use densities—days of therapy (DOT), length of therapy (LOT), DOT/LOT ratio, and antimicrobial-free days (AFD)—were aggregated by hospital discharge quarters to support temporal analyses. Temporal trends were evaluated using Joinpoint regression models. Antimicrobial consumption was further analyzed according to clinical outcome severity and WHO AWaRe classification.Results: The median age of the cohort was 61 years (interquartile range [IQR], 49–72), with a high prevalence of comorbidities (90.1%); most patients were unvaccinated against COVID-19 at hospital admission (76.3%). At hospital discharge, 301 patients (47.2%) were classified as having severe COVID-19and 337 (52.8%) as critical COVID-19. Increasing clinical severity was consistently associated with higher antimicrobial exposure across all evaluated indicators, including the proportion of patients receiving antimicrobials, DOT, LOT, and the DOT/LOT ratio, while antimicrobial-free days demonstrated an inverse association. According to the WHO AWaRe classification, Watch-category antibiotics were the most frequently prescribed agents (91.9% of patients); however, Reserve-category antibiotics exhibited the greatest increases in both frequency and duration of use with escalating disease severity. In analyses of individual-level determinants, antimicrobial exposure was predominantly associated with mechanical ventilation, hemodialysis, and longer hospital length of stay, whereas prior COVID-19vaccination was independently associated with a higher number of antimicrobial-free days. Over the study period, a significant and sustained reduction in antimicrobial use density was observed across all indicators, accompanied by a progressive increase in antimicrobial-free days. The decline in DOT was more pronounced among patients with severe COVID-19 and was primarily driven by reduced use of WHO AWaRe Watch-category antibiotics. A concomitant reduction in Reserve-category antimicrobial use was also observed among patients with critical COVID-19.Conclusions: In this single-center Brazilian cohort, antimicrobial therapy was highly prevalent among patients hospitalized with SARS due to SARS-CoV-2 infection. Antimicrobial use was primarily driven by markers of clinical severity and healthcare complexity, whereas prior COVID-19 vaccination was associated with increased antimicrobial-free days. Temporal trend analyses demonstrated a sustained reduction in antimicrobial use density over time, particularly in comparison with the early pandemic period, underscoring the dynamic evolution of antimicrobial prescribing practices during the COVID-19 pandemic. |
| Unidade Acadêmica: | Faculdade de Medicina (FM) |
| Informações adicionais: | Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, Núcleo de Medicina Tropical, 2026. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical |
| Agência financiadora: | Fundação Universidade de Brasília / Universidade de Brasília / Decanato de Pesquisa e Inovação / Decanato de Extensão (FUB/UnB/DPI/DEX) |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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