| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Mello, Ana de Oliveira Frazão Vieira de | - |
| dc.contributor.author | Wanderer, Bertrand | - |
| dc.date.accessioned | 2026-06-14T21:11:00Z | - |
| dc.date.available | 2026-06-14T21:11:00Z | - |
| dc.date.issued | 2026-06-14 | - |
| dc.date.submitted | 2026-04-28 | - |
| dc.identifier.citation | WANDERER,Bertrand. Plataformas digitais como gatekeepers e a contenção de abusos nas relações interempresariais: soluções jurídicas já existentes no ordenamento jurídico brasileiro. 2026. 220 f. Tese (Doutorado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/54799 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Programa de Pós-Graduação em Direito, 2026. | pt_BR |
| dc.description.abstract | A ascensão das plataformas digitais como intermediárias centrais da economia
contemporânea remodelou profundamente as estruturas de mercado, intensificando a
concentração econômica e conferindo a determinados agentes privados o papel de
verdadeiros gatekeepers. Essas plataformas, ao controlarem o acesso a mercados
essenciais e operarem simultaneamente como infraestruturas e competidoras, passam a
exercer um poder econômico difuso, marcado por conflitos de interesse estruturais,
práticas de autopreferência, exploração assimétrica de dados e decisões unilaterais opacas
que afetam usuários comerciais e a dinâmica concorrencial. Diante da insuficiência dos
instrumentos regulatórios tradicionais, predominantemente ex post, o debate internacional
tem avançado no sentido da adoção de mecanismos preventivos, como exemplifica o
Digital Markets Act (DMA) da União Europeia. Nesse contexto, a presente pesquisa
investiga quais deveres jurídicos, em especial os deveres de lealdade, não discriminação
injustificada (ou devido tratamento), transparência e garantias de devido processo digital,
devem vincular as plataformas digitais no exercício de seu poder de gatekeeping. O
trabalho parte da hipótese de que o ordenamento jurídico brasileiro já dispõe de
fundamentos normativos suficientes para a imposição desses deveres, ainda que de forma
dispersa, sem prejuízo de iniciativas legislativas futuras. Por meio de uma abordagem
qualitativa, teórico-aplicada e comparativa, que combina análise bibliográfica,
documental e exame de casos empíricos nacionais e estrangeiros, a pesquisa busca
identificar, sistematizar e fundamentar juridicamente os limites aplicáveis às plataformas
digitais no Brasil. Ao final, propõem-se diretrizes interpretativas e regulatórias capazes
de equilibrar o poder das plataformas, preservar a concorrência e proteger os direitos dos
usuários comerciais, sem comprometer a inovação característica dos mercados digitais. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Plataformas digitais como gatekeepers e a contenção de abusos nas relações interempresariais : soluções jurídicas já existentes no ordenamento jurídico brasileiro | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Plataformas digitais | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Poder econômico | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Direito concorrencial | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | The rise of digital platforms as central intermediaries in contemporary markets has
profoundly reshaped economic structures, intensifying concentration and granting certain
private actors the role of true gatekeepers. By controlling access to essential markets
while simultaneously acting as both infrastructure providers and competitors, these
platforms exercise a diffuse form of economic power characterized by structural conflicts
of interest, self-preferencing practices, asymmetric data exploitation, and opaque
unilateral decision-making processes that affect business users and competitive dynamics.
In light of the limitations of traditional, predominantly ex post regulatory tools,
international debates have increasingly turned toward preventive regulatory approaches,
as exemplified by the European Union’s Digital Markets Act (DMA). Within this
framework, this research examines which legal duties, particularly duties of loyalty,
unjustified non-discrimination (or due/fair treatment), transparency, and guarantees of
digital due process, should bind digital platforms in the exercise of their gatekeeping
power. The study is based on the hypothesis that the Brazilian legal system already
provides sufficient normative grounds for the imposition of these duties, albeit in a
dispersed manner, without prejudice to future legislative initiatives. Adopting a
qualitative, theoretical-applied, and comparative methodology, combining bibliographic
and documentary analysis with the examination of relevant domestic and foreign cases,
the research seeks to identify and systematize the legal limits applicable to digital
platforms in Brazil. Ultimately, the study proposes interpretative and regulatory
guidelines aimed at balancing platform power, safeguarding competition, and protecting
the rights of business users, while preserving the innovative dynamics inherent to digital
markets. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade de Direito (FD) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Direito | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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