| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Batista, Analía Laura Soria | - |
| dc.contributor.author | Cayo, Grimalda Solis | - |
| dc.date.accessioned | 2026-06-10T16:35:20Z | - |
| dc.date.available | 2026-06-10T16:35:20Z | - |
| dc.date.issued | 2026-06-10 | - |
| dc.date.submitted | 2025-02-12 | - |
| dc.identifier.citation | CAYO, Grimalda Solis. Representações sociais da prática da violência na forma de ato infracional. 2024. 201 f., il. Tese (Doutorado em Sociologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2024. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/54707 | - |
| dc.description | Tese (Doutorado em Sociologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2024. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Esta tese analisa as representações sociais e percepções do ato infracional realizado pelos
adolescentes entre 12 e 18 anos, que estão cumprindo medida socioeducativa, no Distrito
Federal, A análise também abrange as representações sociais e percepções dos atores
institucionais envolvidos do ato infracional, dos adolescentes que o realizam e a efetividade da
medida socioeducativa aplicada para seu controle. O ato infracional tem se mostrado um
fenômeno preocupante no Brasil sendo as medidas socioeducativas uma das principais
ferramentas do Estado, para lidar com seu controle. No entanto existe um grande descompasso
entre a teoria e a prática dessas medidas socioeducativas, resultando em dificuldades, em
relação aos seus princípios, como são: responsabilização/penalização e reintegração e
reinserção. Partindo das teorias, das representações sociais, das normas e sanções, da violência
simbólica e do controle social e disciplina a pesquisa busca responder as indagações propostas.
Para tanto, são propostas 05 categorias de análise para os adolescentes: i) família, cultura,
religião, sustentação e vida em comunidade e grupo, ii)motivações para a pratica do ato
infracional, significados e consequências iii)drogas licitas e ilícitas, iv)educação, capacidade,
capacitação, profissionalização e trabalho, v) expectativa do futuro; e 05 categorias para os
atores institucionais: i) percepção do adolescente que praticou ato infracional, ii)motivações
estruturais para a pratica do ato infracional, iii)princípios/critérios que definem as medidas
socioeducativas de meio aberto, iv) cumprimento e efetividade das medidas socioeducativas,
v) dinâmica, função e interação entre os atores institucionais responsáveis; as categorias foram
associadas incialmente com os objetivos e as indagações, sobre a carência de efetividade das
medidas socioeducativas de meio aberto. Foram aplicados 46 questionários aos adolescentes
que se encontravam em cumprimento de medida de meio aberto, foram realizadas 46 revisões
biográficas e observações participativas nas instituições visitadas, e outras realizadas 15
entrevistas com atores institucionais nas suas devidas instituições. Percebe-se que, apesar de
que a lei — que responsabiliza o adolescente que praticou ato infracional — se transforma
historicamente em seu conteúdo e princípios, as comutações parecem não orientar os
comportamentos das instituições sociais e a atuação dos atores institucionais no cotidiano, e/ou
alterar o caráter fragmentário e residual da ação estatal na efetivação da medida socioeducativa
e das políticas públicas. O caráter plural e heterogêneo de tal percepção está em grande medida
determinado pela experiência social, econômica, cultural e pela dimensão simbólico-estrutural,
construída de carências de reconhecimento, estigma de um grupo determinado, injustiças e a
manutenção das relações de poder simbólico que nutrem as desigualdades do sistema. A
pesquisa conclui pela necessidade de uma construção social que tenha como alvo a superação
da filantropia, caridade e assistencialismo paliativo na estrutura do atendimento dos
adolescentes que praticaram ato infracional, a partir das mudanças institucionais que resultam
de seus impactos, efetividade e responsabilidades avindas do sistema que os acolhe em suas
diferentes fases. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Representações sociais da prática da violência na forma de ato infracional | pt_BR |
| dc.type | Anais | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Violência | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Representação social | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Adolescência | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Adolescentes - infração | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Controle social | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | This thesis analyzes the construction of violence in the form of infractional acts committed by
adolescents undergoing open environment socioeducational measures in the Administrative
Regions of Paranoá/Itapoã and Plano Piloto, cities in the Federal District of Brazil. Based on
the theories of social representations and violence, the research seeks to analyze how
infractional acts are constructed, the main motivations behind them, and the perceptions of both
the adolescents who commit them and the institutional actors responsible for their control. To
this end, five specific categories of analysis were proposed for adolescents: i) family, culture,
religion, support, and life in community and group; ii) motivations for committing infractional
acts, meanings and consequences; iii) licit and illicit drugs; iv) education, abilities, training,
professionalization, and work; v) expectations for the future. Similarly, five categories were
developed for institutional actors: i) perceptions of adolescents who committed infractional
acts; ii) structural motivations behind infractional acts; iii) principles/criteria defining open
environment socioeducational measures; iv) compliance with and effectiveness of
socioeducational measures; v) roles, functions, and interactions among institutional actors
responsible for addressing infractional acts and their social control. These categories were
initially linked to the research objectives and inquiries regarding the lack of effectiveness in
open environment socioeducational measures. The research involved administering 46
questionnaires to adolescents undergoing open-environment measures, conducting 46
biographical reviews and participatory observations in the institutions visited, and carrying out
15 interviews with institutional actors. The findings reveal that, although the legal framework
holding adolescents accountable for infractional acts has evolved in its content and principles,
these changes seem insufficient to guide the everyday practices of social institutions or the
actions of institutional actors. The fragmented and residual nature of state action in
implementing socioeducational measures and public policies remains unchanged. The plural
and heterogeneous nature of these perceptions is largely shaped by social, economic, and
cultural experiences, as well as the symbolic-structural dimensions rooted in a lack of
recognition, stigma affecting certain groups, injustices, and the perpetuation of symbolic power
relations that sustain systemic inequalities. The research concludes that social construction is
required to move beyond philanthropy, charity, and palliative assistance in addressing
adolescents who commit infractional acts. Such a shift necessitates institutional changes to
improve the impact, effectiveness, and accountability of the system that supports them
throughout its various phases. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Instituto de Ciências Sociais (ICS) | pt_BR |
| dc.description.unidade | Departamento de Sociologia (ICS SOL) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Sociologia | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
|