| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Festi, Ricardo Colturato | - |
| dc.contributor.author | Brito, Cícero Muniz | - |
| dc.date.accessioned | 2026-05-20T20:38:00Z | - |
| dc.date.available | 2026-05-20T20:38:00Z | - |
| dc.date.issued | 2026-05-20 | - |
| dc.date.submitted | 2025-12-12 | - |
| dc.identifier.citation | BRITO, Cícero Muniz. Trabalhador precarizado ou empreendedor? : um estudo de caso dos microempreendedores individuais (mei) em Brasília – DF. 2025. 341 f., il. Tese (Doutorado em Sociologia) - Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/54440 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Sociologia, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | s Microempreendedores Individuais (MEIs) são trabalhadoras(es) formalizadas(os) em
uma política de microempreendedorismo existente no Brasil desde 2009, surgida como uma
espécie de resposta à crise econômica e à necessidade de formalização dos trabalhadores
desempregados e informais do país à época. Somando cerca de 14 milhões de ingressantes
em pouco mais de quinze anos, essa modalidade de empreendedorismo caminha para uma
consolidação no cenário econômico nacional. Os trabalhadores que formalizam-se nela
compõem um perfil diverso, mas que distingue-se em função de alguns pontos em comum,
como a origem (ex-empregados com carteira assinada ou ex-trabalhadores informais, por
exemplo), as atividades econômicas – ocupações – desenvolvidas (em sua maioria,
relacionadas às experiências e atividades de trabalho assalariado) ou, ainda, às motivações
para a formalização, que vão desde a busca por renda para o sustento, passando pelo desejo
de ser seu “próprio patrão” e chegando ao acesso à benefícios e direitos trabalhistas e
previdenciários. Não obstante, pouco tem-se tratado sobre as formas e as condições como
esses “empreendedores” desenvolvem seus empreendimentos e as circunstâncias que os
levaram a tal enquadramento. Ademais, são também pouco destacados os problemas e
consequências que envolvem aquelas(es) convertidas(os) a essa modalidade, como a
ausência de rendimentos regulares, o excesso e intensidade de trabalho, a insegurança e a
dificuldade em desenvolver o empreendimento e migrar para patamares empresarias de fato.
Neste sentido, temos por objeto as formas de precarização do trabalho entre
Microempreendedores Individuais e, por objetivo, compreender a morfologia desse tipo de
microempreendedorismo e sua relação com a precarização do trabalho no contexto de
Brasília – DF. Para a consecução desses objetivos, empregamos um estudo de caso com cerca
de sessenta microempreendedoras(es) de diversos grupos de renda do Distrito Federal, as(os)
quais participaram de cinco grupos focais e trinta e oito entrevistas semidiretivas. Para a
análise e interpretação dos dados, nós mobilizamos a Análise de Conteúdo Qualitativa
(QDA) auxiliada pelo software MAXQDA, a partir dos quais trabalhamos um conjunto de
13 códigos e subcódigos que nortearam as categorias de interpretação. Como resultados,
apontamos que a política de microempreendedorismo individual representa uma mudança
de natureza das políticas estatais voltadas ao mercado de trabalho e emprego para um caráter
de políticas de ativação, o que traz ambiguidade, ambivalência e incerteza aos inseridos
nessa política. Consequentemente, as trajetórias socioprofissionais desses trabalhadores, que
já trazem situações de fragilidade prévias, tendem a potencializá-las a partir da inserção deles
no cotidiano do empreendimento. Neste ínterim, observa-se o atravessamento que o processo
de precarização social do trabalho traz aos trabalhadores-MEIs, em dois eixos: o
macrossocial, que envolve a estrutura socioeconômica e a arquitetura da política MEI, e a
microssocial, que tem relação com as atividade econômicas/ocupações/empreendimentos,
com as condições e relações de trabalho e, também, com a subjetividade desses
trabalhadores. Conclui-se que devido tanto a esses condicionantes macrossociais, quanto
microssociais, que interseccionam-se com as trajetórias socioprofissionais, forma-se uma
caleidoscópio de formas de precarização do trabalho-MEI, tanto em nível objetivo quanto
subjetivo, o que aponta para múltiplas e variadas formas de precarização do trabalho em
função do microempreendedorismo individual. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Trabalhador precarizado ou empreendedor? : um estudo de caso dos microempreendedores individuais (mei) em Brasília – DF | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Empreendedorismo | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Microempreendedorismo | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Precarização do trabalho | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | Individual Microentrepreneurs (MEIs) are workers who have been formally registered under
a microentrepreneurship policy that has been in place in Brazil since 2009. This policy
emerged as a response to the economic crisis and the need to formally register unemployed
and informal workers in Brazil at the time. With around 14 million new entrants in just over
fifteen years, this type of entrepreneurship is moving towards consolidation in the national
economic scenario. The workers who formalize their status through it have diverse profiles,
but are distinguished by certain commonalities, such as their origin (former employees with
formal contracts or former informal workers, for example), the economic
activities/occupations they perform (mostly related to their experiences and activities as
salaried workers), and their motivations for formalization, which range from the search for
income to support themselves, to the desire to be their “own boss” and, finally, the access to
labor and social security benefits and rights. Nevertheless, little has been said about the ways
and conditions in which these “entrepreneurs” develop their ventures and the circumstances
that led them to this framework. In addition, the problems and consequences involving those
who have converted to this modality are also highlighted, such as the lack of regular income,
excessive and intense work, insecurity, and the difficulty in developing the enterprise and
migrating to actual business levels. In this sense, our focus is on the forms of precarious
work among individual microentrepreneurs, and our goal is to understand the morphology
of this type of microentrepreneurship and its relationship with job insecurity in the context
of Brasília, Federal District. To achieve these objectives, we conducted a case study
involving approximately sixty microentrepreneurs from different income groups in the
Federal District, who participated in five focus groups and thirty-eight semi-structured
interviews. For data analysis and interpretation, we used Qualitative Data Analysis (QDA)
assisted by MAXQDA software, from which we developed a set of 13 codes and subcodes
that guided the interpretation categories. As a result, we point out that the individual
microentrepreneurship policy represents a change in the nature of state policies aimed at the
labor market and employment to a character of activation policies, which brings ambiguity,
ambivalence, and uncertainty to those included in this policy. Consequently, the socio professional trajectories of these workers, who already face situations of vulnerability, tend
to exacerbate these situations when they are integrated into the daily routine of the enterprise.
In the meantime, we can observe the impact that the process of social precariousness of work
has on MEI workers in two areas: the macrosocial, which involves the socioeconomic
structure and the architecture of MEI policy, and the micro-social, which relates to economic
activities/occupations/enterprises, working conditions and relations, and also the subjectivity
of these workers. It can be concluded that due to both these macrosocial and microsocial
constraints, which intersect with socio-professional trajectories, a kaleidoscope of forms of
precariousness in MEI work is formed, both at the objective and subjective levels, which
points to multiple and varied forms of precariousness in work due to individual
microentrepreneurship. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Instituto de Ciências Sociais (ICS) | pt_BR |
| dc.description.unidade | Departamento de Sociologia (ICS SOL) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Sociologia | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
|