| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Ferreira, Mário César | - |
| dc.contributor.author | Pontes, Gabriel Teles | - |
| dc.date.accessioned | 2026-05-18T19:57:48Z | - |
| dc.date.available | 2026-05-18T19:57:48Z | - |
| dc.date.issued | 2026-05-18 | - |
| dc.date.submitted | 2026-01-23 | - |
| dc.identifier.citation | Dutra, Renata Queiroz. Flexibilização da Jornada de Trabalho sob o Olhar dos Trabalhadores: Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) e Direito Fundamental ao Trabalho Digno em Questão. 2026. 185 f., il. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social do Trabalho e das Organizações) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/54415 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Departamento de Psicologia Social e do Trabalho, Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, 2026. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Esta dissertação investiga as repercussões da flexibilização da jornada de
trabalho sobre a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) e a efetivação do direito fundamental
ao trabalho digno de servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) de uma
Instituição Federal de Ensino Superior (IFES) brasileira. No capítulo 1, por meio de revisão
sistemática de literatura, discute-se o paradoxo da flexibilização do trabalho, que oscila
entre a promessa de autonomia e a realidade da precarização e do adoecimento mental dos
trabalhadores. Por sua vez, no capítulo 2, é estabelecida a distinção conceitual entre a
flexibilização precarizante (sobretudo via pejotização e uberização do trabalho) e a
flexibilização da jornada de trabalho regulada no serviço público federal (Decretos nº
1.590/1995 e nº 11.072/2022), na qual se destaca a tensão entre a proteção social do
vínculo estatutário e as disfunções da gestão por resultados. No capítulo 3, por seu turno,
fundamenta-se a pesquisa na abordagem Ergonomia da Atividade Aplicada à Qualidade de
Vida no Trabalho (EAA_QVT), contrapondo-se a modelos assistencialistas – representados
pelo “ofurô corporativo” – em favor de uma gestão com foco na promoção do Bem-estar no
Trabalho (BET) e prevenção ao Mal-estar no Trabalho (MET). Por fim, no capítulo 4,
apresenta-se um estudo empírico realizado com 166 servidores TAEs de uma universidade
pública, cujas representações foram analisadas com auxílio de técnicas de lexicometria via
IRaMuTeQ (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de
Questionnaires). Os resultados revelam que as jornadas flexíveis (em especial, a
flexibilização da jornada de trabalho prevista no Decreto nº 1.590/1995 e o Programa de
Gestão e Desempenho – PGD, instituído pelo Decreto nº 11.072/2022) facilitam o equilíbrio
entre trabalho e vida pessoal, sendo, dessa forma, vetores de QVT. Contudo,
identificaram-se fontes críticas de mal-estar relacionadas a baixos salários, infraestrutura
precária e assédio moral no trabalho (AMT), este frequentemente associado a conflitos de
poder entre servidores técnicos e gestores docentes. Conclui-se que a flexibilização das
jornadas laborais, quando autodeterminada, promove a QVT e o trabalho digno, mas pode
converter-se em precarização quando operada sob a lógica da hipervigilância e do arbítrio
gerencial, como o uso do modelo flexível pelos gestores como “moeda de troca” em
decorrência da discricionariedade de sua implementação. Por fim, identificaram-se desafios
– como a defasagem salarial, os problemas de infraestrutura e os conflitos entre as
categorias docente e técnica – que se inserem em um contexto macropolítico e, portanto,
nenhum modelo flexível, ainda que autodeterminado, seria suficiente para combatê-los. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Flexibilização da Jornada de Trabalho sob o Olhar dos Trabalhadores : Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) e Direito Fundamental ao Trabalho Digno em Questão | pt_BR |
| dc.title.alternative | Flexibilization of Working Hours from the Workers' Perspective : Quality of Work Life (QWL) and Fundamental Right to Dignified Work under Debate | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Qualidade de vida no trabalho | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Jornada de trabalho | pt_BR |
| dc.contributor.advisorco | Dutra, Renata Queiroz | - |
| dc.description.abstract1 | This dissertation investigates the repercussions of work schedule flexibilization on
Quality of Work Life (QWL) and the realization of the fundamental right to dignified work
among technical-administrative staff in education (TAEs) at a Brazilian Federal Institution of
Higher Education (IFES). Chapter 1: Through a systematic literature review, the research
identifies the paradox of labor flexibilization, which fluctuates between the promise of
autonomy and the reality of precarization and mental illness among workers. Chapter 2: A
conceptual distinction is established between precarious flexibilization (primarily through
sham contracting and the uberization of work) and the flexibilization of working hours
regulated within the federal public service (Decrees No. 1,590/1995 and No. 11,072/2022).
This section highlights the tension between management by results and the protection of the
statutory bond. Chapter 3: The research is grounded in the Activity Ergonomics Applied to
Quality of Work Life (AEA_QWL) approach, opposing welfare-based models—represented
by the "corporate ofuro"—in favor of management focused on promoting Well-being at Work
(BET) and preventing Malaise at Work (MET). Chapter 4: An empirical study conducted with
166 TAE staff members at a public university is presented, in which their representations
were analyzed using lexicometric techniques via IRaMuTeQ (Interface de R pour les
Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires). Findings and Conclusion
The results reveal that flexible schedules (specifically the flexibilization provided by Decree
No. 1,590/1995 and the Management and Performance Program – PGD, established by
Decree No. 11,072/2022) facilitate work-life balance, thus serving as vectors of QWL.
However, critical sources of malaise were identified related to low salaries, precarious
infrastructure, and workplace bullying (AMT), the latter frequently associated with power
conflicts between technical staff and faculty managers. It is concluded that the flexibilization
of working hours, when self-determined, promotes Quality of Working Life (QWL) and decent
work; however, it can turn into precariousness when operated under the logic of
hyper-surveillance and managerial arbitrariness, such as the use of the flexible model by
managers as a “bargaining chip” due to the discretionary nature of its implementation.
Finally, challenges were identified—such as the wage gap, infrastructure problems, and
conflicts between teaching and technical staff—which are embedded in a macro-political
context and, therefore, no flexible model, even if self-determined, would be sufficient to
overcome them. | pt_BR |
| dc.description.abstract2 | Esta disertación investiga las repercusiones de la flexibilización de la jornada
laboral en la Calidad de Vida en el Trabajo (CVT) y la realización del derecho fundamental al
trabajo digno de los servidores técnico-administrativos en educación (TAEs) de una
Institución Federal de Enseñanza Superior (IFES) brasileña. En el capítulo 1, mediante una
revisión sistemática de la literatura, se identifica la paradoja de la flexibilización laboral, que
oscila entre la promesa de autonomía y la realidad de la precarización y el agotamiento
mental de los trabajadores. Por su parte, en el capítulo 2, se establece la distinción
conceptual entre la flexibilización precarizante (sobre todo mediante la pejotización y la
uberización del trabajo) y la flexibilización de la jornada laboral regulada en el servicio
público federal (Decretos nº 1,590/1995 y nº 11,072/2022) , donde se destaca la tensión
entre la gestión por resultados y la protección del vínculo estatutario. En el capítulo 3, a su
vez, se fundamenta la investigación en el enfoque de la Ergonomía de la Actividad Aplicada
a la Calidad de Vida en el Trabajo (EAA_CVT), contraponiéndose a modelos asistencialistas
—representados por el “ofurô corporativo”— en favor de una gestión centrada en la
promoción del Bienestar en el Trabajo (BET) y la prevención del Malestar en el Trabajo
(MET). Finalmente, en el capítulo 4, se presenta un estudio empírico realizado con 166
servidores TAEs de una universidad pública , cuyas representaciones fueron analizadas con
el apoyo de técnicas de lexicometría a través de IRaMuTeQ (Interface de R pour les
Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires). Los resultados revelan que
las jornadas flexibles (en especial, la flexibilización de la jornada laboral prevista en el
Decreto nº 1,590/1995 y el Programa de Gestión y Desempeño – PGD, instituido por el
Decreto nº 11,072/2022) facilitan el equilibrio entre el trabajo y la vida personal, siendo, por
lo tanto, vectores de CVT. No obstante, se identificaron fuentes críticas de malestar
relacionadas con salarios bajos, infraestructura precaria y acoso laboral (AMT), este último
frecuentemente asociado a conflictos de poder entre servidores técnicos y gestores
docentes. Se concluye que la flexibilización de las jornadas laborales, cuando es
autodeterminada, promueve la Calidad de Vida en el Trabajo (CVT) y el trabajo digno; sin
embargo, puede convertirse en precarización cuando se opera bajo la lógica de la
hipervigilancia y el arbitrio gerencial, como el uso del modelo flexible por parte de los
gestores como “moneda de cambio” debido a la discrecionalidad de su implementación.
Finalmente, se identificaron desafíos —como el desfase salarial, los problemas de
infraestructura y los conflictos entre las categorías docente y técnica— que se insertan en
un contexto macropolítico y, por lo tanto, ningún modelo flexible, aunque sea
autodeterminado, sería suficiente para combatirlos. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Instituto de Psicologia (IP) | pt_BR |
| dc.description.unidade | Departamento de Psicologia Social e do Trabalho (IP PST) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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