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DeboraAntonietaSilvaBarcellosTeodoro_TESE.pdf1,55 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
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dc.contributor.advisorLobo, Andréa de Souzapt_BR
dc.contributor.authorTeodoro, Débora Antonieta Silva Barcellospt_BR
dc.date.accessioned2026-04-14T14:26:00Z-
dc.date.available2026-04-14T14:26:00Z-
dc.date.issued2026-04-14-
dc.date.submitted2025-11-19-
dc.identifier.citationTEODORO, Débora Antonieta Silva Barcellos. "Não somos sozinhas no mundo! temos filhos, temos família!": maternidades e feituras de família entre trabalhadoras sexuais. 2025. 234 f. Tese (Doutorado em Antropologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/54291-
dc.descriptionTese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Antropologia, Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, 2025.pt_BR
dc.description.abstractCom olhar e escuta sensíveis, esta tese se debruça sobre maternidades e feituras familiares entre trabalhadoras sexuais. Tais experiências integram um conjunto de dados densos, fruto um empenho etnográfico desenvolvido em perspectiva multissituada e na esteira dos estudos dedicados e comprometidos com os saberes localizados. A produção desses dados se deu a partir de cerca de quinze meses de trabalho de campo, sendo integrada por diário de campo, acompanhamento e participação em eventos, entrevistas, análise de perfis em redes sociais, longas conversas por aplicativos de mensagens, além de visitas a territórios de prostituição e partilhas de momentos da vida cotidiana. O universo de interlocução é diverso e amplo – composto por mulheres de diferentes raças, classes, geração, identidade de gênero e que atuam em múltiplas modalidades do trabalho sexual. As interlocutoras também se espraiam geograficamente por diferentes estados do Brasil, além de se subdividirem em dois grandes grupos – ativistas que lidam publicamente com o fato de serem trabalhadoras sexuais e mulheres que mantêm a atividade em segredo. Nesse mote, ao adentrar à temática do trabalho sexual não há como escapar das discussões acerca do estigma. Foi realizado um esforço para pensar em que medida ele assume certo caráter de agência, inclusive no que tange às feituras familiares, uma vez que a partir das formas como opera são desenvolvidas estratégias para com ele lidar. Foram realizadas reflexões a respeito da ideia de que o acionamento da maternidade e outros papéis familiares é uma ferramenta mobilizada na busca de legitimação social. Por outro lado, essas relações de maternidade também podem ser acionadas por família e Estado com fins de questionar as trabalhadoras sexuais, relegando-as à perspectiva de um exercício inadequado da maternidade. Os principais argumentos desenvolvidos na tese dizem respeito à proposição de que o trabalho sexual deve ser pensado como um marcador social da dominação; que o sustento provido pelas interlocutoras da pesquisa é uma prática de cuidado efetiva e que confere sentidos e legitimidade a suas feituras familiares, especialmente às maternidades; que as mobilidades intrínsecas aos fluxos do trabalho sexual também integram o provimento desse cuidado. Para além das questões analíticas viabilizadas pelos dados produzidos, há uma grande intenção que atravessou toda a produção do texto que aqui se apresenta: a possibilidade cara de amplificação das vozes das trabalhadoras sexuais com quem e entre quem pesquisei, com a esperança de que, num mundo ideal, sejam socialmente percebidas como “menos outras”. Elas – sejam mães, filhas, avós, irmãs, tias – e suas respectivas famílias.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF).pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.title"Não somos sozinhas no mundo! temos filhos, temos família!" : maternidades e feituras de família entre trabalhadoras sexuaispt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.subject.keywordMaternidadept_BR
dc.subject.keywordFamília - mulheres - aspectos sociaispt_BR
dc.subject.keywordTrabalho sexualpt_BR
dc.subject.keywordCuidadospt_BR
dc.subject.keywordEstigma socialpt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1With a sensitive perspective and listening, this thesis focuses on motherhood and family formation among sex workers. These experiences comprise a dense data set, the result of an ethnographic endeavor developed from a multi-sited perspective and in the wake of dedicated and committed studies of localized knowledge. The production of this data stemmed from approximately fifteen months of fieldwork, including field diaries, monitoring and participation in events, interviews, analysis of social media profiles, long conversations via messaging apps, as well as visits to prostitution territories and sharing moments of daily life. The universe of dialogue is diverse and broad—composed of women of different races, classes, generations, and gender identities, and who work in multiple forms of sex work. The interlocutors are also spread geographically across different Brazilian states and are subdivided into two large groups—activists who publicly discuss their sex work and women who keep their activity secret. In this context, when addressing the topic of sex work, it is impossible to escape discussions about stigma. An effort was made to consider the extent to which it assumes a certain agency, including with regard to family structures, since strategies to address it are developed based on the ways in which it operates. Reflections were made on the idea that the activation of motherhood and other family roles is a tool mobilized in the search for social legitimacy. On the other hand, these motherhood relationships can also be triggered by families and the state to question sex workers, relegating them to the perspective of an inadequate exercise of motherhood. The main arguments developed in the thesis concern the proposition that sex work should be considered a social marker of domination; that the sustenance provided by the research interlocutors is an effective care practice that confers meaning and legitimacy on their family structures, especially motherhood; and that the mobilities intrinsic to the flows of sex work also integrate the provision of this care. Beyond the analytical questions raised by the data produced, there is a greater intention that permeated the entire production of the text presented here: the potential for amplifying the voices of the sex workers with whom and among whom I researched, with the hope that, in an ideal world, they will be socially perceived as "less other." They—whether mothers, daughters, grandmothers, sisters, aunts—and their respective families.pt_BR
dc.description.unidadeInstituto de Ciências Sociais (ICS)pt_BR
dc.description.unidadeDepartamento de Antropologia (ICS DAN)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Antropologia Socialpt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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