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RenanDaSilvaRodriguesAlmeida_TESE.pdf6,64 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
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dc.contributor.advisorMachado, Carlos Augusto Mellopt_BR
dc.contributor.authorAlmeida, Renan da Silva Rodriguespt_BR
dc.date.accessioned2026-03-20T12:25:24Z-
dc.date.available2026-03-20T12:25:24Z-
dc.date.issued2026-03-20-
dc.date.submitted2025-12-17-
dc.identifier.citationALMEIDA, Renan da Silva Rodrigues. Entre o espelho e a fotografia : classificação racial, desigualdades e eleições no Brasil. 2025. 334 f. Tese (Doutorado em Ciência Política) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/54284-
dc.descriptionTese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciência Política, Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, 2025.pt_BR
dc.description.abstractEsta tese investiga de que forma diferentes métodos de identificação racial – autodeclaração e heteroclassificação – influenciam a composição das candidaturas e da representação política no Brasil, bem como a mensuração das desigualdades entre grupos raciais. Utilizando dados das eleições de 2014, 2018 e 2022 para deputado federal, provenientes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa compara a autodeclaração dos candidatos com a classificação racial atribuída por terceiros no âmbito da pesquisa Raça e Representação Eleitoral no Brasil. A análise examina padrões regionais, partidários e temporais. Os resultados indicam uma correspondência considerável entre os dois métodos, mas revelam que a heteroclassificação produz um retrato mais branco do universo de candidaturas, reduzindo as proporções de pretos e pardos. Embora partidos de esquerda e de menor porte apresentem maiores percentuais de candidatos não-brancos, isso não se traduz em maior proporção de eleitos desses grupos. O predomínio de brancos na heteroclassificação decorre sobretudo da reclassificação de pardos, mas as incongruências entre os métodos parecem refletir mais diferenças regionais do que uso estratégico da autodeclaração. As desigualdades raciais em escolaridade, patrimônio e financiamento de campanha mostram-se amplas e se intensificam quando se adota a classificação por terceiros. Candidatos brancos, especialmente segundo este método, concentram a maior parte dos recursos e votos, enquanto pretos e pardos enfrentam maiores barreiras ao sucesso eleitoral. O estudo evidencia, portanto, que a maneira como é feita a classificação racial influencia significativamente tanto a percepção da composição racial da política brasileira quanto a magnitude das disparidades que a estruturam, reforçando a necessidade de um olhar crítico sobre os instrumentos de coleta da informação racial.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleEntre o espelho e a fotografia : classificação racial, desigualdades e eleições no Brasilpt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.subject.keywordQuestões raciaispt_BR
dc.subject.keywordEleiçõespt_BR
dc.subject.keywordRaçapt_BR
dc.subject.keywordDesigualdade socialpt_BR
dc.subject.keywordRepresentação políticapt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1This dissertation investigates how different methods of racial identification—selfidentification and classification by others—influence the composition of candidacies and political representation in Brazil, as well as the measurement of inequalities among racial groups. Using data from the 2014, 2018, and 2022 elections for the Brazilian Chamber of Deputies, drawn from the Superior Electoral Court (Tribunal Superior Eleitoral – TSE), the study compares candidates’ self-declared race with racial classifications assigned by external evaluators as part of the Race and Electoral Representation in Brazil research project. The analysis examines regional, partisan, and temporal patterns. The results indicate substantial correspondence between the two methods but reveal that classification by others produces a whiter portrait of the candidate pool, reducing the proportions of Black and Brown (pardo) candidates. Although left-wing and smaller parties tend to present higher percentages of nonwhite candidates, this does not translate into greater representation among the elected. The predominance of whites under classification by others results mainly from the reclassification of Brown candidates, yet the inconsistencies between methods appear to reflect regional differences rather than strategic self-identification. Racial inequalities in education, wealth, and campaign financing are wide and become even more pronounced when race is defined by external classification. White candidates, particularly under this method, concentrate most of the resources and votes, while Black and Brown candidates face greater barriers to electoral success. The study thus demonstrates that the way racial classification is conducted significantly shapes both the perception of Brazil’s racial composition in politics and the magnitude of the disparities that sustain it, underscoring the need for a critical reflection on the instruments used to collect racial data.pt_BR
dc.description.abstract2Esta tesis investiga de qué manera diferentes métodos de identificación racial – la autodeclaración y la heteroclasificación – influyen en la composición de las candidaturas y de la representación política en Brasil, así como en la medición de las desigualdades entre grupos raciales. Utilizando datos de las elecciones de 2014, 2018 y 2022 para diputado federal, provenientes del Tribunal Superior Electoral (TSE), la investigación compara la autodeclaración de los candidatos con la clasificación asignada por terceros en el marco del estudio Raza y Representación Electoral en Brasil. El análisis examina patrones regionales, partidarios y temporales. Los resultados indican una correspondencia considerable entre ambos métodos, pero revelan que la heteroclasificación produce un retrato más blanco del universo de candidaturas, reduciendo las proporciones de pretos (negros) y pardos. Aunque los partidos de izquierda y de menor tamaño presentan mayores porcentajes de candidatos no blancos, esto no se traduce en una mayor proporción de electos de estos grupos. El predominio de blancos en la heteroclasificación se debe principalmente a la reclasificación de pardos, pero las incongruencias entre los métodos parecen reflejar más diferencias regionales que un uso estratégico de la autodeclaración. Las desigualdades raciales en escolaridad, patrimonio y financiación de campaña se muestran amplias y se intensifican cuando se adopta la clasificación por terceros. Los candidatos blancos, especialmente según este método, concentran la mayor parte de los recursos y votos, mientras que pretos y pardos enfrentan mayores barreras para el éxito electoral. El estudio evidencia, por lo tanto, que la manera en que se realiza la clasificación racial influye significativamente tanto en la percepción de la composición racial de la política brasileña como en la magnitud de las disparidades que la estructuran, reforzando la necesidad de una mirada crítica sobre los instrumentos de recolección de la información racial.pt_BR
dc.description.abstract3Cette thèse examine comment différentes méthodes d’identification raciale – l’autodéclaration et l’hétéro-classification – influencent la composition des candidatures et la représentation politique au Brésil, ainsi que la mesure des inégalités entre les groupes raciaux. À l’aide de données issues des élections de 2014, 2018 et 2022 pour la Chambre des députés fédérale, provenant du Tribunal supérieur électoral (TSE), l’étude compare l’auto-déclaration des candidats avec la classification raciale attribuée par des tiers dans le cadre de la recherche Race et représentation électorale au Brésil. L’analyse examine les tendances régionales, partisanes et temporelles. Les résultats indiquent une correspondance considérable entre les deux méthodes, mais révèlent que l’hétéroclassification produit un portrait plus blanc de l’univers des candidatures, réduisant les proportions de Noirs et de Pardos (métis). Bien que les partis de gauche et de plus petite taille tendent à présenter des pourcentages plus élevés de candidats non-blancs, cela ne se traduit pas par une plus grande proportion d’élus issus de ces groupes. La prédominance des Blancs dans l’hétéro-classification résulte principalement de la reclassification des Pardos, mais les incohérences entre les méthodes semblent refléter davantage des différences régionales qu’une utilisation stratégique de l’auto-déclaration. Les inégalités raciales en matière de niveau d’éducation, de patrimoine et de financement de campagne se révèlent importantes et s’accentuent lorsque la classification par des tiers est adoptée. Les candidats blancs, en particulier selon cette méthode, concentrent la plupart des ressources et des votes, tandis que les candidats noirs et pardos font face à de plus grands obstacles à la réussite électorale. L’étude démontre, par conséquent, que la manière dont la classification raciale est effectuée influence de manière significative tant la perception de la composition raciale de la politique brésilienne que l’ampleur des disparités qui la structurent, renforçant la nécessité d’une réflexion critique sur les instruments de collecte de l’information raciale.pt_BR
dc.description.unidadeInstituto de Ciência Política (IPOL)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Ciência Políticapt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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