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dc.contributor.advisorVasconcelos, Ana Maria Nogalespt_BR
dc.contributor.authorCosta, Bárbara Santiago Pedreira dapt_BR
dc.date.accessioned2026-03-11T19:55:03Z-
dc.date.available2026-03-11T19:55:03Z-
dc.date.issued2026-03-11-
dc.date.submitted2025-03-27-
dc.identifier.citationCOSTA, Bárbara Santiago Pedreira da. Desigualdades da mortalidade materna segundo raça/cor na área metropolitana de Brasília entre 2014 e 2023. 2025. 66 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/54246-
dc.descriptionDissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Centro de Estudos Avançados e Multidisciplinares, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional, 2025.pt_BR
dc.description.abstractEsta dissertação investiga as desigualdades na mortalidade materna segundo raça/cor na Área Metropolitana de Brasília (AMB) entre 2014 e 2023, destacando os determinantes sociais e os impactos da pandemia de COVID-19 como fatores cruciais para compreender esse grave problema de saúde pública. A mortalidade materna, reconhecida como um sensível indicador das iniquidades socioeconômicas e raciais no Brasil, foi analisada considerando variáveis como raça, escolaridade, acesso aos serviços de saúde e o contexto das políticas públicas nacionais, incluindo o Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e a Rede Cegonha. A revisão da literatura traz evidências contundentes sobre a mortalidade materna em mulheres negras. Dentre as 83 publicações analisadas, emergiram padrões consistentes: as disparidades entre mulheres pretas/pardas e brancas estão intrinsecamente ligadas a determinantes sociais como renda, escolaridade e acesso à saúde, sendo agravadas pelo racismo estrutural e institucional, que se manifesta na pior qualidade do atendimento obstétrico destinado a mulheres negras. Além disso, identificou-se que lacunas nos sistemas de informação - como subnotificação e preenchimento inadequado das declarações de óbito - comprometem a precisão na identificação das causas desses óbitos. Metodologicamente, a pesquisa combinou uma revisão narrativa com uma análise quantitativa de dados secundários dos sistemas SIM e SINASC, que permitiu calcular a Razão de Mortalidade Materna (RMM) na AMB. Foram examinadas variáveis críticas, incluindo raça/cor, escolaridade, faixa etária, localização geográfica (comparando DF e entorno), período pandêmico (dividido em pré, durante e pós-pandemia) e causas básicas dos óbitos. Os resultados revelaram um cenário de profundas desigualdades: mulheres pretas e pardas apresentaram RMM significativamente mais elevada que as brancas, com um pico alarmante de 210 óbitos por 100.000 nascidos vivos entre as pretas em 2021, contra 57,7 entre as brancas. A pandemia exacerbou essas disparidades, dobrando a RMM geral, com impacto desproporcional sobre a população negra. Fatores como baixa escolaridade (menos de 3 anos de estudo) e residência no entorno da AMB mostraram-se fortemente associados ao aumento do risco de morte materna, com os municípios do entorno registrando RMM 30% superior à do DF - reflexo claro das barreiras no acesso a serviços especializados. Outro dado crítico foi a concentração de 80% dos óbitos no período puerperal, sinalizando possíveis lacunas na atenção pós-parto. Em síntese, o estudo confirma que as desigualdades raciais e socioeconômicas constituem determinantes fundamentais da mortalidade materna na AMB, cujos efeitos foram intensificados pela pandemia. Esses achados não apenas corroboram a urgência de políticas públicas direcionadas às populações mais vulneráveis, mas também expõem a necessidade de melhorias nos sistemas de informação e na qualidade da assistência obstétrica, especialmente no puerpério.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleDesigualdades da mortalidade materna segundo raça/cor na Area Metropolitana de Brasília entre 2014 e 2023.pt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.subject.keywordMorte maternapt_BR
dc.subject.keywordRaçapt_BR
dc.subject.keywordDeterminantes sociais da saúdept_BR
dc.subject.keywordÁrea Metropolitana de Brasília (AMB)pt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1This dissertation investigates inequalities in maternal mortality according to race/color in the Brasília Metropolitan Area (BMA) between 2014 and 2023, highlighting social determinants and the impacts of the COVID-19 pandemic as crucial factors in understanding this serious public health problem. Maternal mortality, recognized as a sensitive indicator of socioeconomic and racial inequities in Brazil, was analyzed considering variables such as race, education, access to health services, and the context of national public policies, including the National Pact for the Reduction of Maternal Mortality and the Stork Network. The literature review provides compelling evidence on maternal mortality among black women. Among the 83 publications analyzed, consistent patterns emerged: disparities between black/brown and white women are intrinsically linked to social determinants such as income, education, and access to health care, and are aggravated by structural and institutional racism, which manifests itself in the poorer quality of obstetric care provided to black women. Furthermore, it was identified that gaps in the information systems - such as underreporting and inadequate completion of death certificates - compromise the accuracy in identifying the causes of these deaths. Methodologically, the research combined a narrative review with a quantitative analysis of secondary data from the SIM and SINASC systems, which allowed calculating the Maternal Mortality Ratio (MMR) in the AMB. Critical variables were examined, including race/color, education, age group, geographic location (comparing DF and surrounding areas), pandemic period (divided into pre, during and post-pandemic) and underlying causes of deaths. The results revealed a scenario of profound inequalities: black and brown women had a significantly higher MMR than white women, with an alarming peak of 210 deaths per 100,000 live births among black women in 2021, compared to 57.7 among white women. The pandemic exacerbated these disparities, doubling the overall MMR, with a disproportionate impact on the black population. Factors such as low education (less than 3 years of study) and living in the vicinity of the AMB were strongly associated with an increased risk of maternal death, with the surrounding municipalities recording MMR 30% higher than that of the Federal District - a clear reflection of the barriers to access to specialized services. Another critical fact was the concentration of 80% of deaths in the puerperal period, signaling possible gaps in postpartum care. In summary, the study confirms that racial and socioeconomic inequalities are fundamental determinants of maternal mortality in the AMB, the effects of which were intensified by the pandemic. These findings not only corroborate the urgency of public policies targeting the most vulnerable populations, but also expose the need for improvements in information systems and in the quality of obstetric care, especially in the puerperium.pt_BR
dc.description.unidadeCentro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacionalpt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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