http://repositorio.unb.br/handle/10482/54203| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| SamuelDeMeloMachado_DISSERT.pdf | 62,18 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Footprint do minério de ferro compacto, Serra Norte, Província Mineral de Carajás |
| Autor(es): | Machado, Samuel de Melo |
| Orientador(es): | Toledo, Catarina Labouré Bemfica |
| Coorientador(es): | Silva, Adalene Moreira |
| Assunto: | Hematitito compacto Minério de ferro Geoquímica Espectroscopia de reflectância Petrofísica Vetores prospectivos Província Mineral de Carajás |
| Data de publicação: | 5-mar-2026 |
| Data de defesa: | 7-mar-2025 |
| Referência: | MACHADO, Samuel de Melo. Footprint do minério de ferro compacto, Serra Norte, Província Mineral de Carajás. 2025. 279 f., il. Dissertação (Mestrado em Geologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | A Província Mineral de Carajás, situada na porção sudeste do Cráton Amazônico, hospeda importantes depósitos de ferro de alto teor, nos distritos de Serra Norte, Serra Sul e Serra Leste e tem reserva estimada superior à 18 bilhões de toneladas. Este estudo apresenta a caracterização do minério de ferro compacto na mina N4E, a maior em operação na Serra Norte, a partir da integração de dados geológicos, petrográficos, geoquímicos, petrofísicos e espectrais. Os dados espectrais e petrofísicos foram adquiridos em testemunhos de sondagem a partir de duas abordagens distintas. Para os dados espectrais efetuou-se medições pontuais com um espectrorradiômetro de bancada, e o escaneamento integral com um scanner hiperespectral. Para os dados petrofísicos efetuou-se também a aquisição pontual de dados de susceptibilidade magnética e variações de radioelementos, e o escaneamento multi-sensorial integral para a aquisição dos dados de densidade, susceptibilidade magnética e velocidade sísmica. Os resultados do estudo revelam que o minério compacto ocorre em extensos domínios na base da Formação Carajás, em contato direto com as rochas máficas subjacentes, ultrapassando o horizonte de intemperismo. A análise petrográfica indicou a existência de cinco tipos texturais de hematita: hematita microcristalina (primária), hematita microlamelar a lamelar, hematita anédrica, hematita tabular e martita. Cristais reliquiares de magnetita são ocasionalmente observados. O mapeamento mineral, a partir da espectroscopia de reflectância, ressaltou o predomínio de hematita especular no minério compacto e, associado ao proxy de dureza, se demonstrou extremamente eficiente na diferenciação entre o minério de ferro compacto e o friável. O aspecto petrofísico que diferencia o hematitito compacto de outras litologias é a sua elevada densidade (~ 4 g/cm3 ), e essa propriedade física pode auxiliar na prospecção de novos corpos compactos. U e Th são elementos traço que se demonstraram extremamente eficientes, como indicadores da ocorrência de formação ferrífera, especialmente de minério de ferro compacto. A análise de dados geoquímicos também permitiu identificar horizontes com concentrações anômalas de elementos metálicos (3.530 ppm de Cu, 3.490 ppm de Ba, 4.470 ppm de Zn, 676 ppm de Pb, 903 ppm de Sr, 7 ppm de Ag, 50.000 ppm de Mn, entre outros), próximos ao contato basal com os basaltos, sugerindo proximidade com centros exalativos submarinos durante a deposição do hematitito compacto. A correlação dos dados geológicos e geoquímicos indicam que o hematitito compacto se depositou muito próximo às fumarolas, onde a disponibilidade anômala de ferro catalisou a oxidação e rápida precipitação do ferro (Fe3+), em camadas contínuas de vários metros, sem que houvesse tempo para a lenta deposição da sílica. Posteriormente à deposição do hematitito precursor do minério compacto, processos diagenéticos levaram à compactação do hematitito e à formação de magnetita/martita. A integração dos dados obtidos permite uma caracterização robusta da assinatura mineralógica, geoquímica, petrofísica e espectral do hematitito compacto, contribuindo para a definição de vetores prospectivos em áreas ainda não exploradas do depósito e auxiliando na delimitação de novos alvos exploratórios. |
| Abstract: | The Carajás Mineral Province, located in the southeastern portion of the Amazonian Craton, hosts significant high-grade iron ore deposits within the Serra Norte, Serra Sul, and Serra Leste districts, with an estimated reserve exceeding 18 billion tons. This study presents the characterization of compact iron ore from the N4E mine, the largest currently in operation in Serra Norte, through the integration of geological, petrographic, geochemical, petrophysical, and spectral data. Spectral and petrophysical data were acquired from drill cores using two distinct approaches. Spectral data were obtained through point measurements with a benchtop spectroradiometer and continuous scanning with a hyperspectral scanner. Petrophysical data acquisition included both point measurements of magnetic susceptibility and radioelement variations, as well as comprehensive multi-sensor scanning for density, magnetic susceptibility, and seismic velocity data collection. The results reveal that compact iron ore occurs in extensive domains at the base of the Carajás Formation, in direct contact with the underlying mafic rocks, extending beyond the weathering horizon. Petrographic analysis identified five textural types of hematite: microcrystalline (primary) hematite, microlamellar to lamellar hematite, anhedral hematite, tabular hematite, and martite. Relict magnetite crystals are occasionally observed at the base of the ore package. Mineral mapping through reflectance spectroscopy highlighted the predominance of specular hematite in the compact ore, which, when associated with a hardness proxy, proved highly effective in distinguishing between compact and friable iron ore. The petrophysical aspect that differentiates compact hematitite from other lithologies is its high density (~ 4 g/cm³), a physical property that can aid in the exploration of new compact ore bodies. U and Th are trace elements that have proven to be highly effective as indicators of the occurrence of the banded iron formation, particularly of compact iron ore. Geochemical data analysis also enabled the identification of horizons with anomalous concentrations of metallic elements. Geochemical analysis identified horizons with anomalous concentrations of metallic elements (3,530 ppm Cu, 3,490 ppm Ba, 4,470 ppm Zn, 676 ppm Pb, 903 ppm de Sr, 7 ppm Ag, 50,000 ppm Mn, among others) near the basal contact with basalts, suggesting proximity to submarine exhalative centers during the deposition of compact hematitite. The correlation of geological and geochemical data indicates that compact hematitite was deposited very close to hydrothermal vents, where an anomalous availability of iron catalyzed oxidation and rapid precipitation of Fe³⁺ in continuous layers several meters thick, preventing the slow deposition of silica. After the deposition of precursor hematitite, diagenetic processes led to compaction and the formation of magnetite/martite. The integration of the obtained data provides a robust characterization of the mineralogical, geochemical, petrophysical, and spectral signature of compact hematitite, contributing to the definition of prospective vectors in unexplored areas of the deposit and aiding in the delineation of new exploration targets. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Geociências (IG) |
| Informações adicionais: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geologia, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Geologia |
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| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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