http://repositorio.unb.br/handle/10482/54163| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| LiviaPeresCarneiroDeMendonca_TESE.pdf | 3,09 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Resposta do feijoeiro e da soja a lâminas de irrigação e doses de pó de rocha no Cerrado mineiro |
| Autor(es): | Mendonça, Lívia Peres Carneiro de |
| Orientador(es): | Sandri, Delvio |
| Assunto: | Manejo de irrigação Adubação Rochagem Mineração - resíduos |
| Data de publicação: | 27-fev-2026 |
| Data de defesa: | 16-abr-2025 |
| Referência: | MENDONÇA, Lívia Peres Carneiro de. Resposta do feijoeiro e da soja a lâminas de irrigação e doses de pó de rocha no Cerrado mineiro. 2025. 148 f., il. Tese (Doutorado em Agronomia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | As culturas do feijoeiro e da soja desempenham um papel significativo na economia brasileira. Para garantir a viabilidade econômica dos cultivos, o manejo do solo, a irrigação e a adubação devem ser aplicadas de acordo com recomendações técnicas específicas. No bioma Cerrado, a irrigação é fundamental, sendo realizada de forma total ou suplementar, dependendo da época do ano. Quando associada ao uso de produtos que potencializam a resposta morfofisiológica das plantas, como o pó de rocha (PR), a irrigação pode aumentar a eficiência do uso da água e a produtividade. O objetivo deste estudo foi analisar a interação entre diferentes doses de PR de origem do micaxisto e lâminas de irrigação (Li), avaliando-se a disponibilização de nutrientes e desempenho agronômico do feijoeiro, cv TAA Dama e da soja, variedade B5830 CE. Os experimentos foram implantados na Fazenda Barra do Lagoão, em Paracatu-MG, nas safras do feijão de inverno em 2022 e da soja em 2023, na mesma área, e irrigados por gotejamento superficial, em solo caracterizado como Latossolo vermelho-amarelo. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com parcelas subdivididas, sendo as parcelas compostas por quatro Li correspondentes a 120 (L1), 100 (L2), 80 (L3) e 60% (L4) da ETc e nas subparcelas os tratamentos de adubação, com ureia (46%) e MAP (11,52,00 % de NPK, respectivamente) (NPK) e quatro doses de PR, sendo1 (P1), 3 (P3), 5 (P5) e 7 (P7) t ha⁻¹, com três repetições. A reposição de nitrogênio foi realizada em cobertura com ureia para o feijoeiro, enquanto na soja, devido a eficiência da inoculação com Bradyrizobium javanica, não foi aplicada. Foram avaliados os seguintes parâmetros na cultura do feijoeiro: massa úmida (MuRa) e seca das raízes (MsRa) e da parte aérea (MuAe e MsAe), diâmetro do coleto (DC), altura das plantas (AP), eficiência do uso da água (EUA), eficiência de carboxilação (EiC), taxa de assimilação de CO₂ (A), concentração intercelular de CO₂ (Ci), condutância estomática (gs) e taxa de transpiração (E). Para a soja foi avaliada a produtividade (Prod), massa de 1000 grãos (PMG), número de vagens por planta (NG) e número de inserções (NI) das ramificações, bem como os atributos fisiológicos mensurados no feijoeiro. As análises de composição química do solo foram realizadas nas camadas de 0-0,20 m, no início e no final dos ciclos do feijoeiro e da soja. Para analisar a sinergia entre os fatores (doses de PR e Li) foi aplicada a ANOVA, e quando significativo, aplicou-se o teste de Tukey a 5% de significância para comparação de médias, bem como análise de regressão quando não houve interação significativa e análise de componentes principais nos atributos químicos do solo. O feijoeiro apresentou maior DC na dose de 7 t ha-1 e AP no tratamento com NPK, sendo indiferentes em função das Li. Quanto aos demais parâmetros morfológicos, houve interação significativa entre as doses de PR e NPK e as Li para a MuAe, MsAe e MuRa. Os resultados fisiológicos do feijoeiro indicaram maior concentração em gs e A para NPK, sendo que g foi superior em L1 e A em L4. Não houve variação de E, já Ci apresentou maior valor para os tratamentos NPK associado a L1. Houve maiores valores de MsRa em P5, P7 e NPK em L1 e L4 no feijoeiro, o mesmo ocorreu para E Ci. Para EiC houve variação apenas em L4, sendo P1 inferior aos demais tratamentos. A EUA em L3 na dose P1 foi inferior aos demais tratamentos. Para a cultura da soja, os parâmetros AP, DC, NG, e PMS não apresentaram variações significativas em função dos tratamentos aplicados. Houve aumento em NV em L1 e de produtividade em NPK, comparando P0 e T1, sem influência das Li. Ci não variou significativamente e A demonstrou variação em L4, com menores valores em P3. O gs indicou aumento em L1 na dose de P7, enquanto E permaneceu constante. EiC foi menor em T0 para L1, enquanto EUA não apresentou variações entre os tratamentos. Quanto a avaliação química do solo para a cultura do feijoeiro, as doses de 5 e 7 t ha-1 de PR, combinadas às Li de 80% e 100% da ETc, proporcionaram os melhores resultados para a fertilidade química do solo, com elevação do pH, aumento da capacidade de troca catiônica (CTC) e maior saturação por bases (SB) para feijoeiro e para a soja. Em relação às análises de solo no final do ciclo da soja, houve aumento do pH na dose de PR de P7 em L4. Os teores de Ca e Mg demonstraram estabilidade em todos os tratamentos, não houve variações para Al e H + Al. A CTC apresentou maior valor na dose de PR de P5 e de P7 para as Li de L2 e de L4. Houve aumento de P associado ao NPK independente da Li. O teor de K não variou estatisticamente. Houve maior valor de MO para a dose de PR de P5 e de P7 nas Li de L1 e de L4. De modo análogo, a menor SB ocorreu na dose P7 para a Li de L1. As maiores doses de PR se mostraram equivalentes ou superiores ao NPK para a maioria dos atributos do solo, independente da Li aplicada. De modo geral as maiores doses de PR (P5 e P7) foram equivalentes ao NPK em quase todos os parâmetros. Sugere-se novos experimentos para otimizar os resultados e encontrar mais assertivas para os cultivos do feijão e da soja. |
| Abstract: | The common bean and soybean crops play a significant role in the Brazilian economy. To ensure the economic viability of these crops, soil management, irrigation, and fertilization must be applied according to specific technical recommendations. In the Cerrado biome, irrigation is essential, being conducted either fully or supplementarily, depending on the time of year. When associated with the use of products that enhance the morphophysiological response of plants, such as rock powder (RP), irrigation can increase water use efficiency and productivity. The objective of this study was to analyze the interaction between different doses of RP derived from mica schist and irrigation levels (Li), evaluating nutrient availability and the agronomic performance of common bean cv TAA Dama and soybean cv B5830 CE. The experiments were conducted at Barra do Lagoão Farm, in Paracatu-MG, during the winter bean crop in 2022 and the soybean crop in 2023, in the same area, irrigated by surface drip irrigation, on soil classified as Red-Yellow Latosol. The experimental design was a randomized block with split plots, with plots composed of four Li levels corresponding to 120% (L1), 100% (L2), 80% (L3), and 60% (L4) of the ETc and subplots consisting of fertilization treatments with urea (46%) and MAP (11%, 52%, and 0% of NPK, respectively) (TNPK) and four RP doses, namely 1 (P1), 3 (P3), 5 (P5), and 7 (P7) t ha⁻¹, with three replicates. Nitrogen replenishment was applied through topdressing with urea for the common bean, whereas for soybean, due to the efficiency of inoculation with Bradyrizobium javanica, no nitrogen was applied. The following parameters were evaluated for the common bean crop: wet (MuRa) and dry root mass (MsRa), wet (MuAe) and dry shoot mass (MsAe), stem diameter (DC), plant height (AP), water use efficiency (EUA), carboxylation efficiency (EiC), CO₂ assimilation rate (A), intercellular CO₂ concentration (Ci), stomatal conductance (gs), and transpiration rate (E). For soybean, productivity (Prod), 1000-grain mass (PMG), number of pods per plant (NG), and number of nodes per branch (NI) were evaluated, as well as the physiological attributes measured in common bean. Soil chemical composition analyses were performed at 0-0.20 m depth, at the beginning and end of the common bean and soybean cycles. To analyze the synergy between factors (RP doses and Li), ANOVA was applied, and when significant, the Tukey test at 5% significance was applied for mean comparisons. Regression analysis was performed when there was no significant interaction, and principal component analysis was applied for soil chemical attributes. Common bean showed a higher DC at a dose of 7 t ha⁻¹ and higher AP in the NPK treatment, with no differences among Li levels. Regarding other morphological parameters, there was a significant interaction between PR doses and NPK and Li levels for MuAe, MsAe, and Mura. Physiological results for the common bean indicated higher gs and A in NPK treatments, with gs being higher in L1 and A in L4. There was no variation in E, but Ci showed a higher value for NPK treatments associated with L1. Higher MsRa values were observed in P5, P7, and NPK in L1 and L4, and the same was true for Ci. EiC varied only in L4, with P1 being lower than other treatments. EUA in L3 at the P1 dose was lower than in other treatments. For soybean, AP, DC, NG, and PMS parameters did not show significant variations among treatments. NV increased in L1, and productivity increased in NPK when comparing P0 and T1, without Li influence. Ci did not vary significantly, but A varied in L4, with lower values in P3. The gs showed an increase in L1 at the P7 dose, while E remained constant. EiC was lower in T0 for L1, while EUA did not show variations among treatments. Regarding soil chemical evaluation for the common bean crop, the doses of 5 and 7 t ha⁻¹ of PR, combined with Li levels of 80% and 100% of ETc, provided the best results for soil chemical fertility, increasing pH, cation exchange capacity (CEC), and base saturation (SB) for both common bean and soybean. In soil analyses at the end of the soybean cycle, pH increased in the P7 dose at L4. Ca and Mg levels remained stable across treatments, with no variations in Al and H + Al. CEC showed higher values in P5 and P7 doses for L2 and L4. P content increased in NPK regardless of Li levels. K content did not vary statistically. Higher MO values were found in P5 and P7 doses at L1 and L4. Similarly, the lowest SB was observed in the P7 dose for L1. The highest PR doses were equivalent or superior to NPK for most soil attributes, regardless of Li levels applied. Overall, higher PR doses (P5 and P7) were equivalent to NPK in almost all parameters. Further experiments are suggested to optimize results and find more accurate recommendations for common bean and soybean cultivation. |
| Unidade Acadêmica: | Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV) |
| Informações adicionais: | Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Programa de Pós-Graduação em Agronomia, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Agronomia |
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| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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