| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Cabral, Ana Suelly Arruda Câmara | pt_BR |
| dc.contributor.author | Tavares, Quélvia Souza | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-02-19T18:15:28Z | - |
| dc.date.available | 2026-02-19T18:15:28Z | - |
| dc.date.issued | 2026-02-19 | - |
| dc.date.submitted | 2025-09-15 | - |
| dc.identifier.citation | TAVARES, Quelvia Souza. Uma proposta de descrição gramatical da língua parakanã (Família Tupí-guaraní, Tronco Tupí). 2025. 270 f., il. Tese (Doutorado em Linguística) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/54068 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Esta tese trata de aspectos gramaticais da Língua dos Awá-eté Parakanã, uma língua do Subramo IV da família linguística Tupí-Guaraní (Tronco Tupí), do qual fazem parte também as
línguas Asuriní do Tocantins, Suruí-Aikewára, Tapirapé, Avá-Canoeiro, Tembé, Guajajára e
Turiwára (Rodrigues, 1983, 1985; Rodrigues; Cabral, 2002). Das línguas do subramo IV, é com
o Asuriní do Tocantins que a língua Parakanã compartilha mais afinidades. São duas as
variedades principais da língua Parakanã: variedade Ocidental, chamada pelos próprios
Parakanã de Parakanã de cima, falada na TI Apyterewa, que fica nos municípios de Altamira e
São Felix do Xingu e na TI Parakanã, localizada nos municípios de Novo Repartimento e
Itupiranga. Nessa última TI é falada também a variedade Oriental, ou variedade de baixo, como
a chamam os Parakanã. O presente estudo se justifica por existirem poucos estudos linguísticos
descritivos das duas variedades, resumindo-se a um Trabalho de Conclusão de Curso (Silva;
Silva, 1995), duas dissertações de mestrado (Silva, 1999a; Silva 2003) e um artigo científico
(Silva 1999b) sobre a variedade ocidental; e duas descrições da fonologia do Parakanã Oriental
(Monserrat, 1990; Gomes, 1991), o trabalho de Monserrat, no entanto, apresenta também uma
breve descrição de aspectos da gramática dessa variedade, sendo seu objetivo didáticopedagógico. A presente tese é constituída de capítulos descritivos, uma sobre a fonologia e
outro sobre a morfologia. Na análise fonológica, optamos por um enquadre teórico
metodológico que nos levasse a uma escrita coerente com a realidade fonológica da língua,
portanto seguimos os procedimentos teórico-metodológicos propostos por Pike (1947), por
serem os mais indicados os fins propostos, observando ensinamentos de outros linguistas como
Jakobson (2008). Na análise morfológica relativa aos tipos e natureza semântica dos morfemas,
assim como na parte dedicada às classes de palavras, adotamos uma abordagem tipológica e
funcional, pois o nosso interesse sempre foi o de oferecer uma descrição linguística que
mostrasse como as palavras da língua são formadas e exemplificadas também em contextos
sintáticos em que ocorrem. Foram fundamentais para a nossa análise os estudos de Rodrigues
sobre o Tupinambá e língua Tupí-Guaraní (Rodrigues 1951, 1952, 1953, 1981, 1985, 1996,
1998, 1999), os estudos de Seki, principalmente a sua gramática do Kamaiura (2000), estudos
gramaticais de outras línguas Tupí-Guaraní próximas do Parakanã (Solano, 1997; Monserrat,
1988; Silva, 2010). A metodologia usada nesta tese foi colaborativa, contando com a
participação de professores e outros membros de diferentes aldeias Parakanã, principalmente
por meio de oficinas sobre a língua Parakanã, nas quais íamos analisando a língua conjuntamente, primando para a compreensão dos professores Parakanã de conceitos
linguísticos, de forma que entendessem como sua língua se organiza internamente. Fizemos,
em algumas ocasiões, a coleta de dados elicitados, porém, sempre seguindo a estrutura da
pesquisa colaborativa. Dada a limitação de estudos linguísticos sobre o Parakanã e a
necessidade premente dos professores Parakanã de terem uma formação linguística sobre sua
língua desde que ingressaram em programas de ensino básico e superior, planejamos juntos o
desenvolvimento do presente estudo. Assim, com esse estudo, esperamos contribuir tanto para
o conhecimento linguístico das duas variedades da língua como para a formação de professores
Parakanã, envolvendo-os na pesquisa linguística, o que contribuirá com desdobramentos
futuros em prol do ensino da sua língua indígena, a partir, por exemplo, da facilitação da
elaboração de materiais de apoio ao letramento de suas crianças em língua materna nas escolas
de suas aldeias. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Uma proposta de descrição gramatical da língua Parakanã (família Tupí-Guaraní, tronco Tupí) | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Língua Parakanã | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Dialetos | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Tupi-Guarani | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Línguas indígenas | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | This thesis addresses grammatical aspects of the Awá-eté Parakanã language, which belongs to
Subgroup IV of the Tupí-Guaraní linguistic family (Tupí stock). Other languages within this
subgroup include Asuriní of Tocantins, Suruí-Aikewára, Tapirapé, Avá-Canoeiro, Tembé,
Guajajára, and Turiwára (Rodrigues, 1983, 1985; Rodrigues; Cabral, 2002). Among the
languages of Subgroup IV, Parakanã shares the greatest affinities with Asuriní of Tocantins.
The Parakanã language comprises two main varieties: the Western variety, known by the
Parakanã themselves as Parakanã de cima (“upper Parakanã”), spoken in the Apyterewa
Indigenous Territory, located in the municipalities of Altamira and São Félix do Xingu, and in
the Parakanã Indigenous Territory, situated in Novo Repartimento and Itupiranga. In the latter
territory, the Eastern variety, also called variedade de baixo (“lower variety”) by the Parakanã,
is spoken. The present study is justified by the scarcity of descriptive linguistic research on both
varieties. Existing studies are limited to an undergraduate thesis (Silva; Silva, 1995), two
master’s dissertations (Silva, 1999a; Silva, 2003), and a scientific article (Silva, 1999b) on the
Western variety, as well as two descriptions of the phonology of Eastern Parakanã (Monserrat,
1990; Gomes, 1991). Monserrat’s work, however, also provides a brief description of some
grammatical aspects of this variety, with a didactic-pedagogical purpose. This thesis is
structured into descriptive chapters: one on phonology and another on morphology. For the
phonological analysis, we adopted a theoretical and methodological framework that would lead
to a writing system consistent with the phonological reality of the language. Thus, we followed
the theoretical-methodological procedures proposed by Pike (1947), as they best suited our
purposes, while also drawing on insights from other linguists such as Jakobson (2008). In the
morphological analysis, regarding the types and semantic nature of morphemes, as well as in
the section on word classes, we employed a typological and functional approach, since our aim
was to provide a linguistic description that demonstrated how words in the language are formed
and exemplified within their syntactic contexts. Our analysis was fundamentally informed by
Rodrigues’s studies on Tupinambá and the Tupí-Guaraní languages (Rodrigues 1951, 1952,
1953, 1981, 1985, 1996, 1998, 1999), by Seki’s works, especially her grammar of Kamaiurá
(2000), and by grammatical studies of other Tupí-Guaraní languages closely related to Parakanã
(Solano, 1997; Monserrat, 1988; Silva, 2010). The methodology employed in this thesis was
collaborative, involving the participation of teachers and other members from different
Parakanã villages, mainly through workshops on the Parakanã language. In these workshops, we analyzed the language jointly, prioritizing the comprehension of linguistic concepts by
Parakanã teachers so they could understand the internal organization of their language. On some
occasions, we also collected elicited data, but always within the framework of collaborative
research. Given the limited number of linguistic studies on Parakanã and the urgent need of
Parakanã teachers for linguistic training in their own language since they began participating in
basic and higher education programs, we designed this study collaboratively. Therefore, with
this research, we aim to contribute both to the linguistic knowledge of the two varieties of the
Parakanã language and to the training of Parakanã teachers by actively involving them in
linguistic research. This, in turn, will foster future developments in support of the teaching of
their indigenous language, for instance, by facilitating the creation of educational materials to
promote literacy in their mother tongue for children in village schools. | pt_BR |
| dc.description.abstract2 | This thesis addresses grammatical aspects of the Awá-eté Parakanã language, which belongs to
Subgroup IV of the Tupí-Guaraní linguistic family (Tupí stock). Other languages within this
subgroup include Asuriní of Tocantins, Suruí-Aikewára, Tapirapé, Avá-Canoeiro, Tembé,
Guajajára, and Turiwára (Rodrigues, 1983, 1985; Rodrigues; Cabral, 2002). Among the
languages of Subgroup IV, Parakanã shares the greatest affinities with Asuriní of Tocantins.
The Parakanã language comprises two main varieties: the Western variety, known by the
Parakanã themselves as Parakanã de cima (“upper Parakanã”), spoken in the Apyterewa
Indigenous Territory, located in the municipalities of Altamira and São Félix do Xingu, and in
the Parakanã Indigenous Territory, situated in Novo Repartimento and Itupiranga. In the latter
territory, the Eastern variety, also called variedade de baixo (“lower variety”) by the Parakanã,
is spoken. The present study is justified by the scarcity of descriptive linguistic research on both
varieties. Existing studies are limited to an undergraduate thesis (Silva; Silva, 1995), two
master’s dissertations (Silva, 1999a; Silva, 2003), and a scientific article (Silva, 1999b) on the
Western variety, as well as two descriptions of the phonology of Eastern Parakanã (Monserrat,
1990; Gomes, 1991). Monserrat’s work, however, also provides a brief description of some
grammatical aspects of this variety, with a didactic-pedagogical purpose. This thesis is
structured into descriptive chapters: one on phonology and another on morphology. For the
phonological analysis, we adopted a theoretical and methodological framework that would lead
to a writing system consistent with the phonological reality of the language. Thus, we followed
the theoretical-methodological procedures proposed by Pike (1947), as they best suited our
purposes, while also drawing on insights from other linguists such as Jakobson (2008). In the
morphological analysis, regarding the types and semantic nature of morphemes, as well as in
the section on word classes, we employed a typological and functional approach, since our aim
was to provide a linguistic description that demonstrated how words in the language are formed
and exemplified within their syntactic contexts. Our analysis was fundamentally informed by
Rodrigues’s studies on Tupinambá and the Tupí-Guaraní languages (Rodrigues 1951, 1952,
1953, 1981, 1985, 1996, 1998, 1999), by Seki’s works, especially her grammar of Kamaiurá
(2000), and by grammatical studies of other Tupí-Guaraní languages closely related to Parakanã
(Solano, 1997; Monserrat, 1988; Silva, 2010). The methodology employed in this thesis was
collaborative, involving the participation of teachers and other members from different
Parakanã villages, mainly through workshops on the Parakanã language. In these workshops, we analyzed the language jointly, prioritizing the comprehension of linguistic concepts by
Parakanã teachers so they could understand the internal organization of their language. On some
occasions, we also collected elicited data, but always within the framework of collaborative
research. Given the limited number of linguistic studies on Parakanã and the urgent need of
Parakanã teachers for linguistic training in their own language since they began participating in
basic and higher education programs, we designed this study collaboratively. Therefore, with
this research, we aim to contribute both to the linguistic knowledge of the two varieties of the
Parakanã language and to the training of Parakanã teachers by actively involving them in
linguistic research. This, in turn, will foster future developments in support of the teaching of
their indigenous language, for instance, by facilitating the creation of educational materials to
promote literacy in their mother tongue for children in village schools.Esta tesis aborda aspectos gramaticales de la lengua Awá-eté Parakanã, la cual pertenece al
Subgrupo IV de la familia lingüística Tupí-Guaraní (Tronco Tupí). Otras lenguas de este
subgrupo son el Asuriní de Tocantins, el Suruí-Aikewára, el Tapirapé, el Avá-Canoeiro, el
Tembé, el Guajajára y el Turiwára (Rodrigues, 1983, 1985; Rodrigues & Cabral, 2002). Entre
las lenguas del Subgrupo IV, el Parakanã comparte mayores afinidades con el Asuriní de
Tocantins. La lengua Parakanã presenta dos variedades principales: la variedad occidental,
conocida por los propios Parakanã como Parakanã de cima (“variante de los de arriba”),
hablada en el Territorio Indígena Apyterewa, localizado en los municipios de Altamira y São
Félix do Xingu, y en el Territorio Indígena Parakanã, situado en Novo Repartimento e
Itupiranga. En este último territorio se habla la variedad oriental, denominada también
variedade de baixo (“variante de los de abajo”) por los Parakanã. El presente estudio se justifica
por la escasez de investigaciones lingüísticas descriptivas sobre ambas variedades. Los estudios
existentes se limitan a una tesis de licenciatura (Silva & Silva, 1995), dos disertaciones de
maestría (Silva, 1999a; Silva, 2003) y un artículo científico (Silva, 1999b) sobre la variedad
occidental, además de dos descripciones de la fonología del Parakanã oriental (Monserrat, 1990;
Gomes, 1991). El trabajo de Monserrat, sin embargo, también ofrece una breve descripción de
algunos aspectos gramaticales de esta variedad, con un propósito didáctico-pedagógico. Esta
tesis se estructura en capítulos descriptivos: uno dedicado a la fonología y otro a la morfología.
Para el análisis fonológico, adoptamos un marco teórico-metodológico que condujera a un
sistema de escritura coherente con la realidad fonológica de la lengua. Así, seguimos los
procedimientos teórico-metodológicos propuestos por Pike (1947), por considerarlos los más
adecuados a nuestros fines, aunque también recurrimos a aportes de otros lingüistas como
Jakobson (2008). En el análisis morfológico, en lo que respecta a los tipos y a la naturaleza
semántica de los morfemas, así como en la sección sobre las clases de palabras, adoptamos un
enfoque tipológico y funcional, dado que nuestro objetivo fue ofrecer una descripción
lingüística que mostrara cómo se forman las palabras en la lengua y cómo se ejemplifican en
sus contextos sintácticos. Nuestro análisis se fundamentó principalmente en los estudios de
Rodrigues sobre el Tupinambá y las lenguas Tupí-Guaraní (Rodrigues 1951, 1952, 1953, 1981,
1985, 1996, 1998, 1999), en los trabajos de Seki, especialmente su gramática del Kamaiurá
(2000), y en estudios gramaticales de otras lenguas Tupí-Guaraní estrechamente relacionadas
con el Parakanã (Solano, 1997; Monserrat, 1988; Silva, 2010). La metodología empleada en
esta tesis fue de carácter colaborativo, con la participación de docentes y otros miembros de
distintas aldeas Parakanã, principalmente a través de talleres sobre la lengua Parakanã. En
dichos talleres, analizamos conjuntamente la lengua, priorizando la comprensión de conceptos
lingüísticos por parte de los maestros Parakanã, de modo que pudieran entender la organización
interna de su idioma. En algunas ocasiones, también recolectamos datos elicitados, pero
siempre dentro del marco de una investigación colaborativa. Dada la limitada cantidad de
estudios lingüísticos sobre el Parakanã y la necesidad urgente de los docentes Parakanã de
recibir formación lingüística en su propia lengua desde que comenzaron a participar en
programas de educación básica y superior, diseñamos este estudio de forma colaborativa. Con
esta investigación buscamos contribuir tanto al conocimiento lingüístico de las dos variedades de la lengua Parakanã como a la formación de los maestros Parakanã mediante su participación
activa en la investigación lingüística. A su vez, esto fomentará futuros desarrollos en apoyo a
la enseñanza de su lengua indígena, por ejemplo, facilitando la creación de materiales
educativos para promover la alfabetización en su lengua materna entre los niños de las escuelas
de las aldeas. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Instituto de Letras (IL) | pt_BR |
| dc.description.unidade | Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas (IL LIP) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Linguística | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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