| Campo DC | Valor | Lengua/Idioma |
| dc.contributor.advisor | Vicente, Helena da Silva Guerra | pt_BR |
| dc.contributor.author | Ferreira, Elisabete Luciana Morais | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-02-19T18:15:26Z | - |
| dc.date.available | 2026-02-19T18:15:26Z | - |
| dc.date.issued | 2026-02-19 | - |
| dc.date.submitted | 2025-11-28 | - |
| dc.identifier.citation | FERREIRA, Elisabete Luciana Morais. Predicação secundária : propriedades sintáticas, semânticas e pragmáticas. 2025. 284 f. Tese (Doutorado em Linguística) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/54065 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Esta tese investiga construções de predicação secundária depictiva no português brasileiro (PB),
a exemplo de sentenças como João entrou na sala zangado e Pedro comeu as cenouras cruas.
O fenômeno da predicação secundária é caracterizado pela dupla marcação temática de um
argumento, que participa de duas relações de predicação distintas (cf. Rothstein 1983; Foltran
1999; entre outros), de modo que a eventualidade denotada pelo predicado secundário depictivo
(zangado e cruas, nas sentenças exemplificadas) coincide temporalmente com a eventualidade
denotada pelo predicado principal (Halliday 1967; Himmelmann & Schultze-Berndt 2005). Com
relação às propriedades sintáticas dessas construções, partiremos do entendimento, com base
no trabalho que iniciamos em Ferreira (2017), de que elas contêm um constituinte small clause
(SC) que abrange o depictivo e seu sujeito, estando essa SC adjungida a uma projeção na oração
matriz: vP, no caso do depictivo orientado para o sujeito, ou VP, no caso do depictivo que se
orienta para o objeto direto. Também partimos do pressuposto de que essas sentenças são
derivadas via movimento lateral (Nunes 1995, 2001, 2004; Boeckx, Hornstein & Nunes, 2010;
entre outros) do DP contido na SC adjunta para uma posição temática na oração matriz, não
havendo, então, uma categoria PRO como sujeito da SC, e sim Copy + Merge do DP que se
move. Trata-se de uma proposta que concebe as construções depictivas como estruturas de
controle geradas via movimento, podendo ser entendida como uma consequência da Movement
Theory of Control (Hornstein, 1999, 2001). A partir disso, oferecemos nesta tese uma explicação
para a possibilidade de subject control e object control nas construções depictivas em sentido
estrito (O Joãoi cumprimentou o Paulok eci/k bêbado), em contraste com a impossibilidade de
object control em estruturas semelhantes, como [O João]i cumprimentou [a Maria]k depois de [eci
/ *k entrar na sala] (Nunes 2014: 79). Mostraremos que esse contraste pode ser explicado
assumindo-se o sistema de Nunes (2004) para a linearização de sentenças e assumindo-se que,
na oração principal, entre o vP e o VP, existe uma categoria aspectual Asp, para cujo Spec se
move o DP que tenha sofrido Merge na posição de complemento de V. Devido à diferença de
altura nos locais de adjunção, apenas as construções depictivas ficam em uma configuração em
que a sentença pode ser linearizada de maneira a permitir o object control, diferentemente das
sentenças com uma oração temporal adjunta (cf. M. Ferreira 2000). Quanto às propriedades
semânticas e pragmáticas das construções depictivas, argumentaremos, com base em Foltran
(1999), Rothstein (2004b), McNally (1993, 1997), Ardid-Gumiel (2001), Bosque (2022), entre
outros trabalhos, que essas estruturas precisam atender aos seguintes requisitos para serem
licenciadas: (a) requisito da coincidência temporal, segundo o qual as eventualidades da
construção depictiva devem coincidir em determinado intervalo; (b) requisito pragmático,
segundo o qual a condição de simultaneidade imposta sobre o estado de coisas descrito pelo
predicado primário e sobre o estado de coisas descrito pelo predicado secundário não pode ser
trivialmente cumprida, com exceção da possibilidade de se explorar a infelicidade da justaposição
para efeitos conversacionais; (c) requisito da predicação com leitura stage-level, segundo o qual
ao menos uma das predicações que compõem a construção depictiva deve veicular uma leitura
stage-level, ainda que esta se obtenha por coerção de um predicado individual-level; (d) requisito
da compatibilidade aspectual (para depictivos em sentido estrito), segundo o qual a estrutura
eventiva do predicado primário deve permitir que o depictivo faça referência a um (sub)evento
processo ou a uma transição; (e) requisito da pertinência, segundo o qual a eventualidade
denotada pelo depictivo deve ser pertinente (relevante) para a eventualidade denotada pelo
predicado primário. Um aspecto crucial para esta tese, relativo ao requisito pragmático enunciado
em (b), é o fato de defendermos, com base em McNally (1993, 1997), que depictivos podem ser
do tipo individual-level no PB, sem sofrer coerção para uma leitura stage-level (contra Foltran
1999): é o que ocorre em sentenças como Robert Prevost saiu do conclave um papa ou Ele
voltou americano, em que a inferência default de persistência temporal associada ao depictivo
IL é vencida, o que licencia a sentença. Exploramos também outra configuração que licencia um
depictivo IL, mas na qual este sofre coerção, como A Madonnai lembra a Marilyn Monroe loirai. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Predicação secundária : propriedades sintáticas, semânticas e pragmáticas | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Predicação secundária depictiva | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Predicados individual-level | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Predicados stage-level | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Sintaxe | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Semântica | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Pragmática | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | This dissertation investigates depictive secondary predication constructions in Brazilian
Portuguese (BP), illustrated by examples such as João entrou na sala zangado (‘João entered
the room angry’) and Pedro comeu as cenouras cruas (‘Pedro ate the carrots raw’). Secondary
predication is characterized by an argument that receives two θ-roles and participates in two distinct
predicative relations (cf. Rothstein 1983; Foltran 1999, among others), and the eventuality denoted
by the depictive predicate (zangado and cruas, in the examples above) temporally overlaps with
the eventuality denoted by the main predicate (Halliday 1967; Himmelmann & Schultze-Berndt
2005). Regarding the syntactic properties of these constructions, we build on the proposal
developed in Ferreira (2017), assuming that they contain a small clause (SC) constituent
encompassing the depictive and its subject, with this SC adjoined to a projection in the matrix
clause: the vP in the case of subject-oriented depictives, or the VP in the case of object-oriented
depictives. We further assume that these sentences are derived via sideward movement (Nunes
1995, 2001, 2004; Boeckx, Hornstein & Nunes 2010, among others) of the DP contained in the
adjoined SC to a thematic position in the matrix clause. Consequently, there is no PRO category
as the subject of the SC; rather, the subject arises through Copy + Merge of the moving DP. This
proposal analyzes depictive constructions as control structures derived through movement and
can thus be viewed as a consequence of the Movement Theory of Control (Hornstein 1999, 2001).
Building on this, the dissertation offers an explanation for the availability of both subject control
and object control in depictive constructions (O Joãoi cumprimentou o Paulok eci/k bêbadoi/k ‘Joãoi
greeted Paulok drunki/k’), in contrast with the impossibility of object control in similar structures
such as [O João]i cumprimentou [a Maria]k depois de [eci/*k entrar na sala] (‘Joãoi greeted Mariak
after enteringi/*k the room’) (Nunes 2014: 79). We show that this contrast can be accounted for by
adopting Nunes’s (2004) system of sentence linearization and by assuming that, in the main
clause, there is an aspectual category Asp between vP and VP, and that the DP merged as the
complement of V moves to the Spec position of Asp. Due to the different adjunction heights, only
depictive constructions yield a configuration that allows the sentence to be linearized in a way
that permits object control, unlike sentences with an adjoined temporal clause (cf. M. Ferreira
2000). Concerning the semantic and pragmatic properties of depictive constructions, we argue—
following Foltran (1999), Rothstein (2004b), McNally (1993, 1997), Ardid-Gumiel (2001), Bosque
(2022), among others—that such structures must satisfy the following licensing requirements: (a)
the temporal coincidence requirement, according to which the eventualities in a depictive
construction must coincide over a given interval; (b) the pragmatic requirement, according to
which the simultaneity condition imposed on the state of affairs described by the primary predicate
and that described by the secondary predicate cannot be trivially satisfied, except when the
infelicity of juxtaposition is exploited for conversational purposes; (c) the stage-level predication
requirement, according to which at least one of the predications composing the depictive
construction must convey a stage-level interpretation, even if this interpretation arises through
coercion from an individual-level predicate; (d) the aspectual compatibility requirement (for
depictives proper), according to which the event structure of the primary predicate must allow the
depictive to refer to a process (sub)event or a transition; (e) the relevance requirement, according
to which the eventuality denoted by the depictive must be relevant to the eventuality denoted by
the primary predicate. A crucial aspect of this dissertation, related to the pragmatic requirement
in (b), is our claim—following McNally (1993, 1997)—that depictives in BP can be individual-level,
without undergoing coercion to a stage-level reading (contra Foltran 1999). This occurs in
sentences such as Robert Prevost saiu do conclave um papa (‘Robert Prevost left the conclave
a pope’) or Ele voltou americano (‘He returned American’), where the default inference associated
with the IL depictive is defeated, thereby licensing the sentence. We also explore another
configuration that licenses an IL depictive, but in which the IL depictive undergoes coercion, as in
A Madonnai lembra a Marilyn Monroe loirai (Lit.: ‘Madonnai resembles Marilyn Monroe blondi’). | pt_BR |
| dc.description.unidade | Instituto de Letras (IL) | pt_BR |
| dc.description.unidade | Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas (IL LIP) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Linguística | pt_BR |
| Aparece en las colecciones: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
|