| Campo DC | Valor | Lengua/Idioma |
| dc.contributor.advisor | Santos, Benedito Rodrigues dos | - |
| dc.contributor.author | Santos, Raquel Dias de Figueiredo Moreira Fuzaro dos | - |
| dc.date.accessioned | 2026-02-10T12:10:21Z | - |
| dc.date.available | 2026-02-10T12:10:21Z | - |
| dc.date.issued | 2026-02-10 | - |
| dc.date.submitted | 2025-09-26 | - |
| dc.identifier.citation | SANTOS, Raquel Dias de Figueiredo Moreira Fuzaro dos. Concepções de criança e adolescente sujeitos de direitos em atores do sistema de justiça do Distrito Federal. 2025. 104 f., il. Dissertação (Mestrado Profissional em Políticas Públicas para Infância e Juventude) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/53995 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares, Programa de Pós-Graduação Profissional em Políticas Públicas para Infância e Juventude, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Esta pesquisa examina como atores do sistema de justiça do DF concebem crianças e
adolescentes vis-à-vis ao princípio de crianças adolescentes como sujeito de direitos,
paradigma consolidado pela Constituição de 1988 e pelo Estatuto da Criança e Adolescente
(ECA). Nesse diapasão, estudos indicam uma correlação entre aplicação do direito e as
concepções de sujeito e de mundo que permeiam o fazer jurídico, o que pode implicar em
decisões matizadas ou enviesadas por juízos de valores ligados, especialmente, à raça, classe e
gênero, em casos de violação de direitos. Tais práticas têm colocado em suspensão a
efetivação de direitos de alguns segmentos da infância e adolescência. Assim, compreender
essas concepções pode contribuir para analisar a persistente falta de efetivação dos direitos. A
metodologia utilizada foi a pesquisa de campo, por abordagem qualitativa, com entrevistas
semiestruturadas e análise de conteúdo de Bardin (1977), a partir de categorias como direito a
participar e ser ouvido, sujeito e proteção, fase de desenvolvimento e condição peculiar,
sujeito e melhor interesse, sujeito de direitos e deveres. Entre os resultados alcançados,
podemos mencionar que os atores do sistema de justiça do DF responderam acerca da sua
concepção por meio de atributos relacionados à condição de “pessoa em desenvolvimento”,
ao direito de ser ouvido e ser protegido e priorizado, o que está em conformidade com o ECA.
Contudo, ao refletir sobre esses atributos, nos perguntamos se, de certa forma, pelo fato da
legislação estar baseada em conceitos de incapacidade jurídica, como no código civil e no
código de processo penal, não abre brechas para a continuidade da doutrina da situação
irregular, na medida em que as crianças e adolescentes para terem acesso aos seus direitos
ainda precisam da mediação do adultos (representação dos pais, tutores e curadores até os 16
anos e a partir dos 16 anos, assistidos), comprovando os desafios no reconhecimento do
sujeito de direito pleno, que tem o direito de em nome próprio manifestar-se em todos os atos
que o afetem. Nesse sentido, nos permite inferir que essa condição pode ser enquadrada em
um conceito mais amplo de “cidadania regulada”, definido por Santos (1979) e analisado por
Santos (2013). Destarte, concluímos que a efetividade do paradigma exige transformar
princípios (proteção integral, prioridade absoluta, melhor interesse e participação) em
procedimentos verificáveis e rotinas de decisão que coloquem a criança e adolescente no
centro, como titulares de direitos plenos, reduzindo o hiato entre norma e prática, através de
procedimentos que assegurem seu direito fundamental a uma justiça acessível e sensível a
esses sujeitos de direitos plenos, em peculiar fase de desenvolvimento. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Concepções de criança e adolescente sujeitos de direitos em atores do sistema de justiça do Distrito Federal | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Acesso à justiça | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Crianças e adolescentes | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Sistema de Justiça | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Sujeito de direito | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | This research examines how actors in the Federal District (DF) justice system conceive
children and adolescents vis-à-vis the principle of children and adolescents as subjects of
rights, a paradigm consolidated by the 1988 Constitution and the Statute of the Child and
Adolescent (ECA). In this vein, studies indicate a correlation between the application of the
law and the conceptions of the subject and the world that permeate legal practice, which can
lead to decisions that are nuanced or biased by value judgments linked, in particular, to race,
class, and gender in cases of rights violations. Such practices have suspended the enforcement
of rights for some segments of children and adolescents. Thus, understanding these
conceptions can contribute to analyzing the persistent lack of enforcement of rights. The
methodology used was field research, using a qualitative approach, with semi-structured
interviews and content analysis by Bardin (1977), based on categories such as the right to
participate and be heard, subject and protection, stage of development and special condition,
subject and best interest, subject of rights and duties. Among the results achieved, we can
mention that the actors in the Federal District's justice system responded about their
conception through attributes related to the condition of “developing person,” the right to be
heard and to be protected and prioritized, which is in accordance with the ECA. However,
when reflecting on these attributes, we wonder if, in a way, the fact that the legislation is
based on concepts of legal incapacity, as in the civil code and the code of criminal procedure,
does not open loopholes for the continuation of the doctrine of irregular situation, insofar as
children and adolescents still need adult mediation (representation by parents, guardians, and
curators until the age of 16 and, from the age of 16 onwards, assisted) in order to access their
rights, proving the challenges in recognizing the subject as having full rights, who has the
right to express themselves in their own name in all acts that affect them. In this sense, we can
infer that this condition can be framed within a broader concept of “regulated citizenship,”
defined by Santos (1979) and analyzed by Santos (2013). Thus, we conclude that the
effectiveness of the paradigm requires transforming principles (comprehensive protection,
absolute priority, best interests, and participation) into verifiable procedures and
decision-making routines that place children and adolescents at the center, as holders of full
rights, reducing the gap between norm and practice through procedures that ensure their
fundamental right to accessible justice that is sensitive to these subjects of full rights, who are
in a unique stage of development. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas para Infância e Juventude | pt_BR |
| Aparece en las colecciones: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
|