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GabrielFerreiraSchulz_DISSERT.pdf13,27 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
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dc.contributor.advisorBalaban, Marcelopt_BR
dc.contributor.authorSchulz, Gabriel Ferreirapt_BR
dc.date.accessioned2026-02-09T20:43:42Z-
dc.date.available2026-02-09T20:43:42Z-
dc.date.issued2026-02-09-
dc.date.submitted2025-08-11-
dc.identifier.citationSCHULZ, Gabriel Ferreira. No fio da navalha e na ponta do lápis: a formação da flor da gente na imprensa ilustrada carioca (1860 - 1872). 2025. 129 f., il. Dissertação (Mestrado em História) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/53988-
dc.descriptionDissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de História, Programa de Pós-Graduação em História, 2025.pt_BR
dc.description.abstractEsta dissertação analisa caricaturas publicadas na imprensa ilustrada sobre a Flor da Gente, malta célebre de capoeiras da Corte. Tratadas muitas vezes apenas como ilustrações ou, inversamente, meras distorções, as caricaturas sobre capoeiras — muitas desconhecidas da historiografia — consistem no maior acervo iconográfico sobre a capoeira do século XIX. Argumenta-se que, por meio de uma leitura a contrapelo, essas imagens permitem acessar, além de representações racistas, as estratégias de resistência e ascensão social daqueles personagens das ruas. Desse modo, este trabalho constitui uma história social de parte desse conjunto imagético, analisando caricaturas sobre a ação dos capoeiras da Glória nas eleições de 1872. A investigação confirma a relevância desse pleito para a formação da malta, porém, demonstra que ela já existia e atuava desde a década anterior. Demonstra-se que, em vez de um surgimento, a eleição de 1872 marca o desabrochar da Flor da Gente, principalmente na imprensa. A imagem e o nome do grupo foram formados a partir de notícias e gravuras que produziam sentidos altamente racializados para o vínculo do deputado conservador Duque-Estrada Teixeira com os capoeiras em um período de debates intensos sobre escravidão, raça e cidadania no Brasil. Portanto, a Flor da Gente foi, em parte, uma criação da própria imprensa. Contudo, o exercício de elaboração de uma biografia coletiva dos integrantes da malta demonstra que ela foi formada por pessoas bem reais, cujas trajetórias permitem vislumbrar as experiências plurais dos capoeiras na Corte, como eles lidavam com a repressão e o racismo. As trajetórias desses homens foram reconstruídas por meio do método de ligação nominativa, seguindo seus nomes em documentação diversificada: notícias, crônicas, poemas, romances, biografias, dicionários, registros de prisão e processos judiciais. Por fim, para formar uma imagem mais completa, essa biografia coletiva foi comparada com as imagens da imprensa ilustrada. Assim, a pesquisa evidencia as possibilidades e limites das caricaturas para compreender a capoeiragem carioca e as tensões sociais e raciais do período.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleNo fio da navalha e na ponta do lápis : a formação da flor da gente na imprensa ilustrada carioca (1860 - 1872)pt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.subject.keywordCapoeirapt_BR
dc.subject.keywordCaricaturas e desenhos humorísticospt_BR
dc.subject.keywordImprensapt_BR
dc.subject.keywordEleiçõespt_BR
dc.subject.keywordCidadaniapt_BR
dc.subject.keywordEscravidãopt_BR
dc.subject.keywordLiberdadept_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1This dissertation analyzes caricatures published in the illustrated press about the Flor da Gente, a renowned malta of capoeiras in the Court. Often treated merely as illustrations or, conversely, as distortions, the caricatures of capoeiras — many of them unknown to historiography — constitute the largest iconographic collection on capoeira in the nineteenth century. It is argued that, through a counter-reading, these images provide access not only to racist representations but also to the strategies of resistance and social mobility of those street figures. Thus, this work constitutes a social history of part of this visual corpus, analyzing caricatures about the actions of the Glória capoeiras during the 1872 elections. The research confirms the relevance of that electoral contest for the formation of the malta, yet demonstrates that it already existed and was active since the previous decade. It is shown that, rather than a birth, the election of 1872 marks the blooming of the Flor da Gente, especially in the press. The group’s image and name were shaped through news reports and engravings that produced highly racialized meanings for the connection between the conservative deputy Duque-Estrada Teixeira and the capoeiras in a period of intense debates on slavery, race, and citizenship in Brazil. Therefore, the Flor da Gente was, in part, a creation of the press itself. Nonetheless, the collective biography of the malta’s members demonstrates that it was composed of very real individuals, whose trajectories reveal the plural experiences of capoeiras in the Court and how they dealt with repression and racism. These men’s lives were reconstructed through the method of nominative linkage, tracing their names across diverse documentation: news reports, chronicles, poems, novels, biographies, dictionaries, prison records, and judicial proceedings. Finally, to form a more complete image, this collective biography was compared with the images from the illustrated press. In doing so, the research highlights both the possibilities and limits of caricatures for understanding Rio de Janeiro’s capoeira culture and the social and racial tensions of the period.pt_BR
dc.description.unidadeInstituto de Ciências Humanas (ICH)pt_BR
dc.description.unidadeDepartamento de História (ICH HIS)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Históriapt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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