| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Oliveira, Maria Cláudia Santos Lopes de | pt_BR |
| dc.contributor.author | Araujo, Isabella Alves Alencar de | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-02-06T19:59:41Z | - |
| dc.date.available | 2026-02-06T19:59:41Z | - |
| dc.date.issued | 2026-02-06 | - |
| dc.date.submitted | 2025-12-18 | - |
| dc.identifier.citation | ARAUJO, Isabella Alves Alencar de. Trajetória de desenvolvimento de pessoas não-binárias: entre ambivalências e resistências. 2025. 308 f., il. Tese (Doutorado em Psicologia do Desenvolvimento e Escolar) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/53951 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento, Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Escolar, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Nesta tese, o tema da não-binariedade é abordado por meio de deslocamentos epistêmicos
que reconfiguram os modos pelos quais a Psicologia do Desenvolvimento Humano
compreende os processos psicológicos. A não-binariedade é compreendida como uma forma
de autoidentificação que tensiona regimes normativos de gênero. Por outro lado, a
cisheteronormatividade se configura como eixo mediador afetivo-semiótico que canaliza
crenças, valores e afetos. Os sistemas valorativos cisheteronormativos buscam canalizar as
formas de inteligibilidade sobre as diferenças humanas, concepções de si, formação dos
corpos-selves, modos de se relacionar e de produzir conhecimento. Parte-se da Psicologia
Cultural Semiótica, em diálogo com epistemologias decoloniais e queer, que acolhem o
princípio de que sujeito e sociocultura são coconstituídos, permeados por ambivalências,
resistências e movimentos de co(cri)ação, que se desenrolam na irreversibilidade do tempo. O
objetivo desta pesquisa é investigar como as dinâmicas semióticas caracterizadas por
ambivalência e resistência operam na (re)configuração das concepções de si e na formação do
corpo-self nas trajetórias de desenvolvimento de pessoas não-binárias. Considerando o Ciclo
Metodológico, adotou-se uma abordagem qualitativa com enfoque idiográfico e triangulação
de três fases articuladas: entrevistas individuais semiestruturadas, entrevistas em movimento,
do tipo go-along, e uma sessão de grupo de reflexão coletiva. Participaram três pessoas
adultas, Chico, Cora e Quíron (com idades entre 26 e 29 anos), identificadas como nãobinárias e, à época da pesquisa, residentes no Distrito Federal, Brasil. A apresentação dos
resultados articula duas dimensões complementares: a) as ressonâncias entre os casos
analisados, considerando-se os signos comuns entre eles, como mulher, bissexual, lésbica e
pessoa não-binária; b) as singularidades e dinâmicas próprias de cada trajetória, por meio de
um enfoque idiográfico. A discussão organiza-se em três eixos interconectados. Eixo 1)
“Processos dilemáticos e produção da autopermissão”, aborda as tensões afetivo-semióticas derivadas de campos dilemáticos, que emergem nas reflexões, concepções de si e expressões
do corpo-self que emergem no movimento de deslocamento para além da normatividade.
Nesse sentido, o conceito de disforia é deslocado de uma leitura intrapsíquica para uma
compreensão intersubjetiva, vinculada às interpelações que restringem as possibilidades de
autopermissão. Eixo 2) “Formação do corpo-self e a persistência da visão”, que explora como
a suspensão, ainda que parcial, das forças normativas e das interpelações do Outro instaura
zonas de experimentação e (re)elaboração afetivo-semiótica, das quais emergem modos
alternativos de viver, desejar e reconhecer-se. Essas dinâmicas se manifestaram em
experiências situadas, como nos quartos, nos centros urbanos e no contexto da pandemia.
Eixo 3) “Não-binariedade e desenvolvimento humano: indeterminação e emergência da
novidade”, compreende a não-binariedade, nas trajetórias analisadas, como operador
transformacional e autorregulatório do sistema psicológico, por meio do brincar, do
experimentar e do contestar diante das interpelações cisheteronormativas. Considerando que
as perguntas são mais fecundas do que as respostas, este trabalho se compreende como
portador de um campo de ambivalências e resistências que sustenta o inacabamento e a
indeterminação como princípios ético-políticos e epistêmicos da co(cri)ação e da produção de
conhecimento socioculturalmente responsável. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Trajetória de desenvolvimento de pessoas não-binárias : entre ambivalências e resistências | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Psicologia semiótico-cultural | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Desenvolvimento humano | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Não-binariedade | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Pessoas não-binárias | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | In this dissertation, the theme of non-binarity is engaged through epistemic displacements
that reconfigure how Human Development Psychology conceives psychological processes.
Non-binarity is understood as a mode of self-identification that challenges normative gender
regimes. In contrast, cisheteronormativity functions as an affective–semiotic axis that
canalizes beliefs, values, and affects. Cisheteronormative value systems regulate the
intelligibility of human differences and the formation of self-conceptions, body-selves,
relational modes, and ways of producing knowledge. Grounded in the Cultural Psychology of
Semiotic Dynamics, and in dialogue with decolonial and queer epistemologies, this work
assumes that subject and socioculture are co-constitutive dimensions in continuous
(re)configuration, permeated by ambivalence, resistance, and co-creation processes unfolding
within the irreversibility of time. The research investigates how semiotic dynamics
characterized by ambivalence and resistance operate in the (re)configuration of selfconceptions and in the formation of the body-self throughout the developmental trajectories
of non-binary people. Following the Methodological Cycle, a qualitative idiographic
approach was adopted, articulated through three interconnected phases: semi-structured
individual interviews, go-along interviews, and a collective reflection group. Three adults,
Chico, Cora, and Quíron (aged 26 to 29), participated in the study. All identified as nonbinary and were residing in Brasília, Brazil, at the time of the research. The presentation of
results articulates two complementary dimensions: (a) the resonances among cases, guided by
common schematic signs such as woman, bisexual, lesbian, and non-binary; and (b) the
idiographic specificities of each trajectory, attentive to the singular affective–semiotic
dynamics of meaning-making. The discussion unfolds through three interwoven analytical
axes. Axis 1) “Dilemmatic processes and the production of self-permission” explores
affective–semiotic tensions emerging within dilemmatic fields, where reflections on self-conception and the expression of the body-self mark movements of displacement beyond
normativity. Within this field, the notion of dysphoria is displaced from an intrapsychic
reading toward an intersubjective understanding linked to relational interpellations that
constrain possibilities of self-permission. Axis 2) “The formation of the body-self and the
persistence of vision” examines how the partial suspension of normative forces and of the
Other’s interpellations engenders zones of affective–semiotic experimentation and
(re)elaboration, where alternative ways of living, desiring, and recognizing oneself become
imaginable. These dynamics manifested in situated experiences, within bedrooms, urban
centers, and during the pandemic. Axis 3) “Non-binarity and human development:
indeterminacy and the emergence of novelty” situates non-binarity as a transformational and
self-regulatory operator within the psychological system, through acts of play,
experimentation, and contestation in response to cisheteronormative interpellations.
Affirming that questions are more generative than answers, this work conceives itself as a
field of ambivalence and resistance, sustaining incompleteness and indeterminacy as ethical–
political and epistemic principles of co-creation and of socioculturally implicated knowledge
production. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Instituto de Psicologia (IP) | pt_BR |
| dc.description.unidade | Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento (IP PED) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Escolar | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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