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Título: As práticas corporais de aventura nos cursos de graduação em Educação Física no Brasil
Autor(es): Guimarães, Alexandre Magno
Orientador(es): Lazzarotti Filho, Ari
Coorientador(es): Inácio, Humberto Luís de Deus
Assunto: Práticas corporais
Educação física
Currículos
Professores - formação
Diretrizes Curriculares Nacionais
Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Data de publicação: 2-fev-2026
Referência: GUIMARÃES, Alexandre Magno. As práticas corporais de aventura nos cursos de graduação em educação física no Brasil. 2025. 209 f. Tese (Doutorado em Educação Física) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: A pesquisa analisa a presença do conteúdo Práticas corporais de aventura nos cursos de graduação em Educação Física no Brasil e parte da compreensão de que o conteúdo, incorporado oficialmente à Base Nacional Comum Curricular em 2018 como obrigatório da Educação Física escolar, demandam reconfigurações nos currículos da formação inicial docente. Nesse contexto, o objetivo geral consistiu em analisar como o conteúdo Práticas corporais de aventura está presente nos cursos de Educação Física brasileiros após a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (2018) e da reformulação curricular com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais nº 6/2018. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa documental, de natureza qualitativa e quantitativa (método misto) e caráter exploratório. O corpus empírico-analítico foi constituído por documentos curriculares — Projetos Pedagógicos de Curso, matrizes e ementários —, cujos dados foram submetidos à análise de conteúdo categorial. Dos cursos que apresentam reformulação curricular em seus projetos, identificamos, durante o processo de análise documental —, que, do total de 594 cursos, 323 ofertam disciplinas com conteúdos relacionados às Práticas Corporais de Aventura. Os resultados evidenciam que 54,3% dos cursos, após a reformulação curricular, passaram a ofertar o conteúdo Práticas Corporais de Aventura em suas matrizes. Ao estratificar os dados, observa-se que 76,6% das instituições públicas e 55,2% das instituições privadas incorporaram o conteúdo em seus currículos. No caso dos cursos ofertados na modalidade a distância (EaD), a presença das Práticas corporais de aventura é mais restrita: apenas 20% dos cursos públicos e 33,6% dos privados contemplam o conteúdo, evidenciando sua baixa inserção nesse formato de ensino. Com relação as características gerais das disciplinas observou-se: o predomínio da oferta nas licenciaturas, especialmente nas instituições públicas, sendo a disciplina majoritariamente do tipo de oferta obrigatória e com carga horária entre 20 e 60 horas; quanto à terminologia, a mais presente nas disciplinas utilizada para o objeto foi o termo Práticas Corporais de Aventura, porém, como presente na literatura científica, outros termos foram identificados: Esportes de Aventura, Atividades Físicas de Aventura e Práticas Corporais na Natureza, Esportes Radicais e Alternativos. Nas 263 ementas analisadas, identificou-se, a posteriori, que sua organização se estrutura em três categorias principais. Dentre elas, observou-se que 255 ementas (96,96%) se enquadram na categoria Conceitual/Histórica, 257 ementas (97,72%) na categoria Procedimental/Instrumental e 171 ementas (65,02%) na categoria Transversal/Transdisciplinar. Esses dados evidenciam que a estrutura das ementas está centrada nas duas primeiras categorias, revelando uma predominância nas dimensões conceituais e procedimentais do conteúdo. Em relação às referências bibliográficas, observa-se a predominância do livro como principal tipo de obra utilizada, representando 78,6% do total identificado. Esse resultado evidencia a centralidade dessa tipologia como suporte às disciplinas, refletindo tanto a tradição acadêmica que valoriza o livro como fonte estruturante do conhecimento científico quanto sua ampla disponibilidade nas bibliotecas institucionais. Além disso, predominam autores e obras reconhecidos no campo das Práticas corporais de aventura, com publicações concentradas entre as décadas de 2000 e 2020, indicando uma base teórica difundida entre os cursos analisados. O percurso desta tese evidenciou que as Práticas corporais de aventura não são apenas conteúdos emergentes, mas representam uma nova fronteira na Educação Física brasileira. Sua presença crescente nos currículos universitários demonstra o reconhecimento de sua relevância social, cultural e educacional. Entretanto, sua consolidação ainda exige esforços: é preciso ampliar sua inserção de forma obrigatória, diversificar os referenciais bibliográficos, superar lacunas curriculares e investir na formação inicial e continuada de professores.
Abstract: This research analyzes the presence of the content Adventure Body Practices (Práticas Corporais de Aventura) in undergraduate Physical Education programs in Brazil. It is based on the understanding that this content, officially incorporated into the Base Nacional Comum Curricular (BNCC – National Common Core Curriculum) in 2018 as a mandatory component of school Physical Education, requires reconfigurations in initial teacher education curricula. In this context, the general objective was to analyze how Adventure Body Practices are present in Brazilian Physical Education programs following the approval of the BNCC (2018) and the curricular reform based on the Diretrizes Curriculares Nacionais (National Curricular Guidelines) No. 6/2018. Methodologically, it is a documentary research of qualitative and quantitative nature (mixed-methods) and exploratory character. The empirical-analytical corpus consisted of curricular documents — Projeto Pedagógico de Curso (Pedagogical Course Projects), course matrices, and syllabi — whose data were subjected to categorical content analysis. Among the courses that presented curricular reform in their projects, the documentary analysis identified that, out of a total of 594 programs, 323 offer courses with content related to Adventure Body Practices. The results show that 54.3% of the programs, after the curricular reform, began to include this content in their curricula. When stratifying the data, 76.6% of public institutions and 55.2% of private institutions incorporated it into their curricula. In the case of distance learning programs (EaD), the presence of Adventure Body Practices is even more limited: only 20% of public and 33.6% of private programs include the content, revealing its low inclusion in this mode of teaching. Regarding the general characteristics of the courses, there is a predominance of the content in licentiate programs, especially in public institutions, where it is mostly mandatory and has a workload ranging from 20 to 60 hours. As for terminology, the most frequently used expression was Práticas Corporais de Aventura (Adventure Body Practices), although other terms identified in the scientific literature also appear, such as Esportes de Aventura (Adventure Sports), Atividades Físicas de Aventura (Adventure Physical Activities), Práticas Corporais na Natureza (Body Practices in Nature), and Esportes Radicais e Alternativos (Extreme an Alternative Sports). From the 263 syllabi analyzed, three main categories were identified a posteriori. Among them, 255 syllabi (96.96%) fit into the Conceptual/Historical category, 257 (97.72%) into the Procedural/Instrumental category, and 171 (65.02%) into the Transversal/Transdisciplinary category. These data indicate that the syllabi structure is heavily centered on the first two categories, showing a predominance of conceptual and procedural dimensions of the content. Concerning bibliographic references, books were predominant as the main type of material used, representing 78.6% of the total identified. This result highlights the centrality of this typology as the main support for the courses, reflecting both the academic tradition that values books as foundational sources of scientific knowledge and their wide availability in institutional libraries. Moreover, the references are concentrated among wellknown authors in the field of Adventure Body Practices, with publications mainly between 2000 and 2020, indicating a shared theoretical basis across the analyzed programs. The trajectory of this thesis demonstrates that Adventure Body Practices are not merely emerging content but represent a new frontier in Brazilian Physical Education. Their growing presence in university curricula evidences the recognition of their social, cultural, and educational relevance. However, their consolidation still requires effort: it is necessary to expand their mandatory inclusion, diversify bibliographic references, overcome curricular gaps, and invest in both initial and continuing teacher education.
Unidade Acadêmica: Faculdade de Educação Física (FEF)
Informações adicionais: Tese (Doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Educação Física, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, 2025.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Educação Física
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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