| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Costa, Alexandre Araújo | pt_BR |
| dc.contributor.author | Vieira, Rodrigo Sorrenti Hauer | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-01-27T21:16:05Z | - |
| dc.date.available | 2026-01-27T21:16:05Z | - |
| dc.date.issued | 2026-01-27 | - |
| dc.date.submitted | 2025-11-24 | - |
| dc.identifier.citation | VIEIRA, Rodrigo Sorrenti Hauer. O Supremo Tribunal Federal e a institucionalização dos acordos no controle concentrado de constitucionalidade: análise empírica e crítica da justiça consensual no STF. 2025. 190 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Direito, Regulação e Políticas Públicas) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/53768 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado profissional) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Programa de Mestrado Profissional em Direito, Regulação e Políticas Públicas, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | O Supremo Tribunal Federal (STF) intensificou o uso dos Meios Adequados de
Solução de Conflitos (MASC) após a criação do Centro de Mediação e Conciliação
(CMC) e do Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (NUSOL). Contudo, a
adoção de métodos consensuais, especialmente em sede de controle concentrado
de constitucionalidade, tem suscitado controvérsias doutrinárias quanto à sua
legitimidade e compatibilidade com o modelo clássico de jurisdição constitucional.
O presente trabalho analisa como o STF tem efetivamente aplicado a
consensualidade no controle concentrado, investigando em que medida essa
prática representa uma inovação em relação ao modelo tradicional de julgamento
e quais são seus impactos institucionais. A pesquisa adota metodologia empírica,
qualitativa e exploratória, com base na análise dos dados públicos do “Painel de
Acordos Cíveis” do NUSOL/STF e dos processos submetidos à negociação.
Os resultados indicam que o STF não transige diretamente sobre a
constitucionalidade das normas, restringindo os acordos a aspectos como
execução, prazos e obrigações de fazer. Ao deslocar o centro decisório para a
esfera das tratativas, o Tribunal passa a atuar como agente coordenador de
condutas institucionais. A análise empírica mostra que os partidos políticos são os
principais proponentes das ações negociadas e que o uso do procedimento
consensual permanece residual, seletivo e concentrado em poucos gabinetes.
Verificou-se, ainda, predominância de decisões monocráticas dos relatores e
ausência de uniformidade na definição dos “interessados” a participar das
tratativas, evidenciando fragilidade normativa.
Conclui-se que há expansão gradual da consensualidade na Corte, que passa a
exercer papel de coordenação institucional, além de sua função jurisdicional
clássica. Essa transformação revela tensões entre o discurso das vantagens da
justiça consensual e uma prática ainda incipiente, marcada por abordagens
assimétricas e fragilidade regulatória. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | O Supremo Tribunal Federal e a institucionalização dos acordos no controle concentrado de constitucionalidade : análise empírica e crítica da justiça consensual no stf | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Supremo Tribunal Federal | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Controle concentrado de constitucionalidade | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (NUSOL) | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Justiça consensual | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | The Brazilian Federal Supreme Court (STF) has intensified the use of Alternative
Dispute Resolution (ADR) mechanisms since the creation of the Mediation and
Conciliation Center (CMC) and the Center for Consensual Conflict Resolution
(NUSOL). However, the adoption of consensual methods, particularly within the
scope of the centralized system of judicial review, has generated doctrinal
controversies regarding their legitimacy and compatibility with the classical model
of constitutional adjudication.
This study examines to understand how the Brazilian Supreme Court has
implemented consensual practices in the centralized judicial review system,
examining to what extent such initiatives represent an innovation in relation to the
traditional model of constitutional decision-making and what institutional impacts
they entail. The research adopts an empirical, qualitative, and exploratory
approach, based on the analysis of public data from the “Civil Settlements Panel”
of NUSOL/STF and of the cases submitted to negotiation.
The results indicate that the Court does not directly negotiate the constitutionality
of legal norms, limiting settlements to issues such as implementation, deadlines,
and specific obligations. By shifting the decision-making center toward the
negotiation sphere, the Court assumes the role of a coordinating agent of
institutional conduct. The empirical analysis shows that political parties are the
main proponents of negotiated actions and that the use of consensual procedures
remains residual, selective, and concentrated in a few chambers. Furthermore,
there is a predominance of single-justice (monocratic) decisions and a lack of
uniformity in defining the “interested parties” to participate in negotiations,
revealing normative fragility. It is concluded that consensuality has been gradually
expanding within the Court, which now exercises a coordinating function in
addition to its traditional judicial role. This transformation exposes tensions
between the discourse on the advantages of consensual justice and a still incipient
practice, marked by asymmetrical approaches and regulatory weakness. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade de Direito (FD) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Direito, Regulação e Políticas Públicas, Mestrado Profissional | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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