| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Makiuchi, Maria de Fátima Rodrigues | - |
| dc.contributor.author | Feitosa, Fernanda Fenelon | - |
| dc.date.accessioned | 2026-01-06T15:15:36Z | - |
| dc.date.available | 2026-01-06T15:15:36Z | - |
| dc.date.issued | 2026-01-06 | - |
| dc.date.submitted | 2025-07-29 | - |
| dc.identifier.citation | FEITOSA, Fernanda Fenelon. A Colmeia como território de afeto e resistência: vivências sáficas e performatividades de gênero na Penitenciária Feminina de Brasília. 2025. 145 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/53622 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Centro de Estudos Avançados e Multidisciplinares, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | A pesquisa compreendeu o exercício da sexualidade em um território de cumprimento de
pena, na Colmeia - Penitenciária Feminina de Brasília a fim de dar voz às mulheres que se
relacionam afetiva e sexualmente com mulheres em situação de cárcere, observando suas
performatividades de gênero, estratégias para assumirem um relacionamento com outra
mulher, a construção e afirmação de suas identidades em um contexto de instituição total, suas
narrativas e suas formas de se relacionar. Deste modo, buscou-se interpretar como são
moldadas as relações sáficas no contexto de aprisionamento, além de compreender como
internas e a instituição prisional reproduzem padrões aliados à heteronormatividade, que
inegavelmente estabelece obrigações e privilégios. A pesquisa traz as narrativas dessas
mulheres em cumprimento de pena, onde foi possível compreender suas percepções
subjetivas, anseios e desejos. Por intermédio das histórias relatadas, observou-se como a
heteronormatividade atravessou as grades da prisão e atinge mulheres sáficas que, mesmo em
isolamento, são atingidas pela violência e pressão da performatividade de gênero, oriundas de
um sistema inegavelmente cisheteropatriarcal, que reforça estigmas e fomenta a padronização
das performatividades e pune relacionamentos entre mulheres. Para elaborar o trabalho,
utilizou-se como aporte metodológico a etnopesquisa, observada a imprescindibilidade de se
observar e compreender os fenômenos com a profundidade necessária, trazendo para o centro
as percepções das internas, sujeitas da pesquisa. Por intermédio de recorrentes incursões
etnográficas na unidade prisional, aliada às inscrições desenvolvidas no diário de campo e
entrevistas semiestruturadas, foi possível dialogar com dez mulheres, em diferentes regimes,
um reeducando transexual, além de examinar as normas internas da penitenciária. O aporte
teórico que embasou a pesquisa comunica-se com estudos feministas clássicos como Simone
de Beauvoir, e contemporâneos interseccionais e decoloniais como Sueli Carneiro, Lélia
González, Angela Davis, trazendo destaque também à teoria queer, utilizando Judith Butler,
Monique Wittig, sobretudo ao abordar as performatividades. Não obstante, recorreu-se a
referenciais teóricos clássicos que se relacionam a presídios, como Michel Foucault e Erving
Goffman, para desenvolver a pesquisa e melhor observar a intersecção de vulnerabilidades
existentes naquele território e que refletem na produção das subjetividades daquelas mulheres
em restrição de liberdade. Os frutos da pesquisa denunciam que, apesar de a penitenciária ser
um ambiente de constante vigilância sobre os corpos – e consequentemente sobre as
performatividades ali encontradas – as relações entre mulheres surgem como cuidado
recíproco, como forma de se autoafirmar como mulheres lésbicas e bissexuais e, sobretudo,
como forma de resistência a um sistema que pune relações sáficas. Foram identificados
diversos mecanismos não formais de controle e disciplinamento dos corpos dissidentes, que
corroboram para a perpetuação de performatividades heteronormativas, como proibição de
demonstrações de afeto, exigência de vestes, proibição de certos cortes de cabelo, segregação
de casais, constante aplicação de castigos, como o isolamento por exemplo, em virtude de
abraços. Apesar dessas violações e do ambiente hostil para manifestação de afetos, também
foi possível observar a resistência e a solidariedade entre essas mulheres. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | A Colmeia como território de afeto e resistência : vivências sáficas e performatividades de gênero na Penitenciária Feminina de Brasília | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF) | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Performatividade de gênero | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Heteronormatividade | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Mulheres lésbicas | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | The research understood the exercise of sexuality within a penal territory, at Colmeia -
Brasília Women's Penitentiary, aiming to give voice to women who engage in affective and
sexual relationships with other women in incarceration. It observed their gender
performativities, strategies for forming relationships with other women, the construction and
affirmation of their identities in a total institutional context, their narratives, and their ways of
relating. Thus, it sought to interpret how sapphic relationships are shaped in the context of
imprisonment, in addition to understanding how both inmates and the prison institution
reproduce patterns aligned with heteronormativity, which undeniably establishes obligations
and privileges. The research presents the narratives of these women in confinement, where it
was possible to understand their subjective perceptions, longings, and desires. Through the
recounted stories, it was observed how heteronormativity crossed prison bars and affects
sapphic women who, even in isolation, are impacted by violence and the pressure of gender
performativity, originating from an undeniably cisheteropatriarchal system that reinforces
stigmas and fosters the standardization of performativities and punishes affective and sexual
relationships between women. To prepare the work, ethnoresearch was used as a
methodological approach, noting the indispensability of observing and understanding
phenomena with the necessary depth, bringing the perceptions of the inmates themselves, the
research subjects. Through recurrent ethnographic incursions into the prison unit, combined
with entries developed in the field diary and semi-structured interviews, it was possible to
dialogue with ten women, in different regimes, one transgender re-educating inmate, in
addition to examining the penitentiary's internal norms. The theoretical framework
underpinning the research connects with classic feminist studies like Simone de Beauvoir, and
contemporary intersectional and decolonial ones like Sueli Carneiro, Lélia González, Angela
Davis, also highlighting queer theory, using Judith Butler, Monique Wittig, especially when
addressing performativities. Nevertheless, classic theoretical references related to prisons,
such as Michel Foucault and Erving Goffman, were also used to develop the research and
better observe the intersection of vulnerabilities existing in that territory that reflect in the
production of the subjectivities of those women in restricted freedom.The research findings
denounce that, despite the penitentiary being an environment of constant surveillance over
bodies—and consequently over the performativities found there—relationships between
women emerge as reciprocal care, as a way of self-affirming as lesbian and bisexual women,
and, above all, as a form of resistance to a system that routinely punishes sapphic
relationships. Various informal mechanisms of control and disciplining of dissident bodies
were identified, which corroborate the perpetuation of heteronormative performativities, such
as the prohibition of demonstrations of affection, requirements for certain clothing,
prohibition of certain haircuts, segregation of couples, constant application of punishments,
such as isolation for example, due to hugs. Despite these violations and the hostile
environment for the manifestation of affections, it was also possible to observe the resistance
and solidarity among these women. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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