http://repositorio.unb.br/handle/10482/53576| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| Título: | Caracterização e evolução metalogenética das mineralizações auríferas nos prospectos Rosa de Maio, Bandeirantes e Maués, província mineral do Tapajós, Sudeste do estado do Amazonas |
| Autor(es): | Alves, Pedro Victor Freire de Souza |
| Orientador(es): | Botelho, Nilson Francisquini |
| Assunto: | Cráton amazônico Província mineral tapajós Petrogênese de granitos Orosiriano Depósito aurífero hospedado em granito |
| Data de publicação: | 30-dez-2025 |
| Data de defesa: | 18-jul-2025 |
| Referência: | ALVES, Pedro Victor Freire de Souza. Caracterização e evolução metalogenética das mineralizações auríferas nos prospectos rosa de maio, bandeirantes e maués, província mineral do tapajós, sudeste do estado do amazonas. 2025. 143 f. Tese (Doutorado em Geologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | A Província Mineral do Tapajós (PMT) hospeda diversos depósitos de Au(- Cu-Mo) na porção centro-sul do Cráton Amazônico (norte do Brasil), alguns dos quais são reconhecidos como parte de sistemas do tipo pórfiro-epitermal, associados tanto ao magmatismo de arco da sequência magmática mais antiga (older magmatic sequence, 2,0-1,95 Ga) quanto ao magmatismo pós-colisional a anorogênico da sequência magmática mais jovem (younger magmatic sequence, 1,90-1,86 Ga), que inclui a Suíte Parauari (PAR, 1,89-1,87 Ga). Os depósitos auríferos Rosa de Maio, Bandeirantes e Maués, que são associados à PAR, possuem evolução magmático-hidrotermal e fertilidade em ouro ainda pouco estudadas. Neste estudo, investigamos esse magmatismo fértil e apresentamos novos dados de litogeoquímica, química mineral, espectroscopia Mössbauer em biotita, geocronologia U-Pb em zircão e monazita, geocronologia Ar-Ar em muscovita, além de dados isotópicos de Sm-Nd e enxofre de minérios e rochas hospedeiras. Cristalização fracionada teve papel fundamental na evolução magmática das rochas hospedeiras, que se diferenciaram de magmas parentais tonalíticos/granodioríticos para magmas monzo-/sienograníticos com biotita e sienograníticos/álcali-feldspato graníticos com muscovita. As razões Fe³⁺/Fe²⁺ estimadas por espectroscopia Mössbauer em biotita magmática indicam condições de fugacidade de oxigênio acima do buffer NNO. A intrusão dos plútons Bandeirantes e Rosa de Maio se deu por volta de 1907 Ma e 1890 Ma, respectivamente, em um contexto tardi- a pós-colisional, após um período de magmatismo de arco controlado por subducção. Dados isotópicos de neodímio revelam que as fontes do Granito Rosa de Maio (GRM) envolvem contribuições tanto de material juvenil quanto de rochas crustais do embasamento. Saturação magmática em sulfetos, um possível fator controlando as baixas razões Cu/Au, pode ter sido um fator de primeira ordem sobre a fertilidade aurífera do GRM. A evolução hidrotermal do depósito Rosa de Maio é representada pela seguinte sequência de estágios de alteração hidrotermal: sódica, potássica, propilítica, sericítica e silicificação. A mineralização aurífera está associada à alteração sericítica fissural a pervasiva e às zonas de silicificação essencialmente fissurais, ocorrendo em veios de quartzo-sericita ricos em sulfeto e quartzo-sulfeto, bem como disseminada nas zonas alteradas. Nas paragêneses sericíticas e de silicificação, o ouro está espacialmente associado a sulfetos, predominantemente pirita. Dados geoquímicos de rocha total revelam correlação positiva entre Au e Fe, Cu, Bi, As e Pb. Muscovita proveniente de um veio de quartzo relacionado ao estágio de silicificação forneceu uma idade de plateau 40Ar/39Ar de 1808,3 ± 7,1 Ma, interpretada como idade de resfriamento do sistema magmático-hidrotermal ou como resultado de um reequilíbrio isotópico causado por um evento térmico mais jovem. Análises isotópicas de enxofre em pirita de alteração sericítica e silicificação apresentaram valores de δ34S entre +0,5 e +1,3‰, interpretados como indicativos de uma fonte de enxofre predominantemente magmática. O ouro no sistema hidrotermal foi transportado provavelmente na forma de complexos sulfetados, e a sulfetação de minerais portadores de Fe nas rochas hospedeiras causou a coprecipitação de ouro e sulfetos (principalmente pirita). Embora o depósito Rosa de Maio compartilhe algumas características com sistemas do tipo intrusion-related, interpretamos que ele está mais associado a depósitos do estilo pórfiro ricos em ouro. |
| Abstract: | The Tapajós Mineral Province (TMP) hosts multiple Au(-Cu-Mo) deposits in the southern-central Amazonian Craton (northern Brazil), some recognized as part of porphyry-epithermal systems, associated with either the arc magmatism of the older magmatic sequence (2.0-1.95 Ga) or the post-collisional to early- anorogenic magmatism of the younger magmatic sequence (1.90-1.86 Ga), which includes the Parauari Suite (PAR, 1.89-1.87 Ga). The Rosa de Maio, Bandeirantes, and Maués are gold deposits associated with the PAR, whose magmatic-hydrothermal evolution and Au fertility remain poorly constrained. In this study, we investigate this fertile magmatism and present new lithogeochemistry, mineral chemistry, Mössbauer spectroscopy on biotite, zircon and monazite U-Pb dating, muscovite Ar-Ar dating, as well as Sm-Nd and sulfur isotope data of both the ore and host rocks. Fractional crystallization played a major role in the magmatic evolution of host rocks, differentiating from tonalitic/granodioritic parental magmas to biotite monzo-/syenogranitic and muscovite syeno-/alkali feldspar granitic magmas. Ferric/ferrous iron ratios estimated by Mössbauer spectroscopy on magmatic biotite indicate oxygen fugacity conditions above the NNO buffer. The Bandeirantes intrusion and the Rosa de Maio Granite (RMG) were emplaced at ca. 1907 Ma and 1890 Ma, respectively, in a late- to post-collisional setting, following a period of subduction- controlled arc magmatism. Neodymium isotope data reveal that the sources of the RMG involve contributions from both juvenile material and crustal rocks from the basement. Magmatic sulfide saturation, a potential factor controlling low Cu/Au ratios, may have been a first-order control on the Au fertility of the RMG. Two distinct hydrothermal systems are recognized in the Rosa de Maio deposit: a deeper system and a shallower, near-surface system. The hydrothermal evolution of the deeper system is characterized by a sequence of four alteration types: sodic, potassic, propylitic, and sericitic alteration. Hydrothermal activity initiated with the exsolution of high-temperature, alkaline aqueous fluids during the late stages of magmatic evolution in the apical zones of the RMG. These fluids promoted pervasive Na metasomatism, followed by K metasomatism of the host biotite granite. Propylitic alteration subsequently overprinted previously formed hydrothermal assemblages in proximal zones of the intrusion center, marking the onset of sulfide precipitation (pyrrhotite ± chalcopyrite) from cooler hydrothermal fluids (~370-170 °C). This stage was followed by fissural to pervasive sericitic alteration, characterized by pyrite, quartz, and sericite formed from similarly low-temperature fluids (~325-160 °C). Sericitic alteration zones are marked by abundant sulfide precipitation, including pyrite, chalcopyrite, and galena, as well as minor native bismuth. The shallower hydrothermal system, genetically linked to the deeper one, is characterized by sericitic alteration and silicification, associated with the development of a stockwork system composed of quartz and pyrite-quartz veins in the upper, distal portions of the intrusion center. Gold mineralization shows a strong spatial association with sulfides, predominantly pyrite, and is characterized by low Cu/Au ratios. It occurs in both systems within sericitic alteration zones and sulfide-rich quartz veins, present both as vein infill and disseminated in altered wallrock. Muscovite from a quartz vein in the shallower system yielded a 40Ar/39Ar plateau age of 1808.3 ± 7.1 Ma, interpreted either as the result of isotopic resetting during a younger thermal event or as evidence of a younger mineralizing magmatism not yet identified in the area. Sulfur isotope analyses of pyrite from both systems yielded δ34S values between +0.5 and +1.3‰, consistent with a dominantly magmatic sulfur source. Overall, the deeper system of the Rosa de Maio deposit shares several similarities with Au-rich porphyry-style deposits, whereas the shallower system likely represents a superimposed epithermal mineralization, now largely eroded. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Geologia |
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