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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.unb.br/handle/10482/40472
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Title: Por uma fenomenologia do sofrimento psíquico grave : as contribuições da antropologia fenomenológica de Edith Stein
Authors: Moraes, Mak Alisson Borges de
Orientador(es):: Costa, Ileno Izídio da
Coorientador(es):: Goto, Tommy Akira
Assunto:: Sofrimento psíquico
Crise psíquica
Antropologia fenomenológica
Psicologia fenomenológica
Stein, Edith, 1891-1942 - crítica e interpretação
Issue Date: 8-Apr-2021
Citation: MORAES, Mak Alisson Borges de. Por uma fenomenologia do sofrimento psíquico grave: as contribuições da antropologia fenomenológica de Edith Stein. 2020. 249 f. Tese (Doutorado em Psicologia Clínica e Cultura)—Universidade de Brasília, Brasília, 2020.
Abstract: O sofrimento psíquico é um fenômeno essencialmente humano e que apresenta um caráter complexo, multifacetado e plural. A despeito do sofrimento ser algo desagradável e do qual o homem procura se afastar, ele se impõe de modo inevitável, visto que faz parte da constituição do humano, o qual se estabelece como um ser-sofrente. Tendo em vista que a clínica designa o olhar ou o cuidado ao sofrimento, entende-se que essa tem como eixo norteador o sersofrente. Logo, uma clínica psicológica bem fundamentada requer uma rigorosa compreensão do fenômeno do sofrimento. Entretanto, o sofrer tem sido concebido no âmbito das ciências psi a partir de uma ótica cientificista-positivista, o que denota uma acepção reducionista a respeito dessa questão. É diante desse contexto que por meio do construto do “sofrimento psíquico grave” busca-se compreender a crise psíquica não desde um viés sintomatológico-nosográfico, mas a partir da experiência vivida do sujeito. Nessa perspectiva, a presente pesquisa tem como objetivo esboçar uma Fenomenologia do “sofrimento psíquico grave” tendo como base a antropologia fenomenológica delineada por Edith Stein (1891-1942). Compreende-se que uma investigação a respeito do sofrimento implica em uma profunda análise de ser humano, ou em outros termos, requer uma antropologia filosófica. É nesse sentido que se insere as contribuições de Stein, visto que a filósofa esboçou uma antropologia fenomenológica, desvelando a estrutura essencial que compõe a pessoa humana. Utilizou-se nessa pesquisa tanto uma metodologia teórica quanto empírica. Foram analisadas algumas obras da fenomenológa, assim como de seus comentadores, com o intuito de compreender a questão do “sofrimento psíquico grave” a partir de uma perspectiva antropológico-fenomenológica. Ademais, em relação ao aspecto empírico, procurou-se articular as conclusões teóricas com a análise de um caso atendido pelo pesquisador no GIPSI (Grupo de Intervenção Precoce nas Primeiras Crises do Tipo Psicótica), grupo voltado para a discussão, pesquisa e intervenção clínica no âmbito da crise psíquica grave. Nesse sentido, realizou-se primeiramente breves considerações sobre os principais elementos da Fenomenologia de Husserl, destacando suas articulações com a Psicologia, mais especificamente a fenomenológica e a antropologia filosófica. Em seguida, teve-se como objetivo apresentar a descrição antropológicofenomenológica empreendida por Stein, que destacou a constituição do eu-humano a partir de seus estratos corpóreo, psíquico e espiritual. Ante essas considerações, foi possível concluir que o sofrimento pode se manifestar tanto no corpo, quanto na psique e no espírito, sendo possível falar de um sofrer corpóreo, psíquico e espiritual. tal distinção se faz necessária em decorrência das imprecisões e incompreensões acerca da noção de sofrimento. Na ausência dessa discriminação antropológica, frequentemente reduz-se o sofrer às suas camadas mais superficiais, isto é, aos seus aspectos orgânicos e psíquicos. Negligencia-se portanto a sua faceta especificamente humana, o sofrimento espiritual. Em face disso, depreende-se que o “sofrimento psíquico grave”, que fundamenta a crise psíquica grave, exibe uma origem psíquica. Contudo, dado a conexão entre as diferentes dimensões e os distintos tipos de sofrimento, entende-se que a crise psíquica pode surgir também como fruto da uma reverberação de um sofrer que teve como fonte outra camada antropológica. Em síntese, a partir desse alicerce antropológico-fenomenológico, o psicólogo poderá ter condições de precisar as peculiaridades do sofrimento que se manifesta na crise psíquica grave, discriminando a sua fonte: corpórea, psíquica ou espiritual. Tal discernimento se faz fundamental, pois além de possibilitar um entendimento mais rigoroso acerca desse fenômeno, pode subsidiar a edificação de um modelo interventivo mais adequado, compatível com as qualidades do vivido em questão, evitando assim posturas reducionistas.
Abstract: Psychic suffering is an essentially human phenomenon and has a complex, multifaceted and plural character. Despite being something unpleasant and from which man tries to get away, suffering inevitably imposes itself. Suffering is part of the constitution of the human, who establishes himself as a suffering-being. Bearing in mind that the clinic looks at and cares for suffering, it is understood that it has the suffering-being as its guideline. Therefore, a wellfounded psychological clinic requires a rigorous understanding of the phenomenon of suffering. However, suffering has been conceived within the scope of the psi sciences from a scientificpositivist perspective, which denotes a reductionist view on this issue. It is in this context that, through the construct of severe psychic suffering, one seeks to understand the psychic crisis not from a symptomatological-nosographic perspective, but from the subject's lived experience. In this perspective, this research aims to outline a Phenomenology of severe psychological suffering based on the phenomenological anthropology outlined by Edith Stein (1891-1942). It is understood that an investigation about suffering implies a deep analysis of human beings, or in other terms, it requires a philosophical anthropology. It is in this sense that Stein's contributions are inserted, since the philosopher outlined a phenomenological anthropology, revealing the essential structure that makes up the human person. In this research, both a qualitative bibliographic and an empirical methodology were used. Some works of the phenomenologist, as well as of her commentators, were analyzed in order to understand the issue of severe psychological suffering from an anthropological-phenomenological perspective. Furthermore, in relation to the empirical aspect, we sought to articulate the theoretical conclusions with the analysis of a case attended by the researcher at the GIPSI (Group of Early Intervention in the First Psychotic Crises), a group focused on the discussion, research and clinical intervention in the scope of the serious psychic crisis. In this sense, brief considerations were first made about the main elements of Husserl's Phenomenology, highlighting its links with Psychology, more specifically phenomenological and philosophical anthropology. Then, the objective was to present the anthropological-phenomenological description undertaken by Stein, who highlighted the constitution of the human person from their bodily, psychic and spiritual strata. In view of these considerations, it was possible to conclude that suffering can manifest itself both in the body as in the psyche and in the spirit, being possible to speak of a corporeal suffering, a psychic and a spiritual one. Such a distinction is necessary due to inaccuracies and misunderstandings about the notion of suffering. In the absence of this anthropological discrimination, suffering is often reduced to its most superficial layers, that is, to its organic and psychic aspects. Its specifically human aspect, spiritual suffering, is neglected. In light of this, one can understand that severe psychological suffering, which underlies the severe psychic crisis, exhibits a psychic origin. However, given the connection between the different dimensions and the different types of suffering, it is understood that the psychic crisis can also arise as a result of the reverberation of a suffering that had another anthropological layer as its source. In summary, based on this anthropological-phenomenological foundation, the psychologist may be able to specify the peculiarities of the suffering that manifests itself in a serious psychic crisis, discriminating its source: corporeal, psychic or spiritual. Such discernment is essential, because in addition to enabling a more rigorous understanding of this phenomenon, it can support the building of a more appropriate intervention model, compatible with the features of the experience in question
Description: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Cultura, 2020.
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Appears in Collections:PCL - Doutorado em Psicologia Clínica e Cultura (Teses)

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