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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.unb.br/handle/10482/40294
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Title: Difusão de práticas de gestão no Poder Executivo Federal brasileiro : estudo empírico do comportamento de adoção de 200 órgãos ao longo de 10 anos
Authors: Alves, Gustavo de Freitas
Orientador(es):: Santos Júnior, Carlos Denner dos
Assunto:: Difusão de inovação
Eficiência (Serviço público)
Inovações gerenciais
Práticas de gestão
Administração pública
Issue Date: 23-Mar-2021
Citation: ALVES, Gustavo de Freitas. Difusão de práticas de gestão no Poder Executivo Federal brasileiro: estudo empírico do comportamento de adoção de 200 órgãos ao longo de 10 anos. 2020. 154 f., il. Tese (Doutorado em Administração)—Universidade de Brasília, Brasília, 2020.
Abstract: Em busca do aumento da eficácia da administração pública, órgãos hierarquicamente superiores frequentemente desenvolvem instruções normativas para induzir a difusão de inovações, estimulando a adoção de práticas gerenciais em órgãos públicos supervisionados. Apesar disso, não se sabe ao certo a eficácia dessas instruções normativas no que tange ao seu efeito indutor e duradouro na difusão dessas práticas, especialmente no caso brasileiro. Também não se conhece as características dos órgãos que possam induzi-los a uma maior ou menor propensão à adoção dessas inovações gerenciais, conhecimento que pode auxiliar o gestor público na elaboração e avaliação de seus mecanismos normativos de governança e auditoria. Com o intuito de produzir conhecimento relativo à eficácia das instruções normativas na administração pública, e entender como se dá a difusão de inovações gerenciais, foram avaliadas as curvas de adoção de práticas de Gestão de Riscos, de Integridade e Ética, e de Segurança da Informação ao longo de uma década (2009 a 2019), incluindo o comportamento de mais de 200 órgãos federais brasileiros. A obtenção desses dados foi possível por solicitações embasadas na Lei de Acesso à Informação que ocorreram de março a novembro de 2019, às quais 214 órgãos responderam. Essas respostas foram posteriormente unificadas com informações das bases de dados abertos do SIAPE, do Painel Estatístico de Pessoal, e do Levantamento de Governança do Tribunal de Contas da União. Essa base de dados unificada possibilitou a análise de um modelo teórico-hipotético desenvolvido com base em uma revisão de literatura centrada na difusão de inovações e práticas gerenciais, especialmente nos indutores de adoção. Identificou- se que indutores ambientais, como a presença das instruções normativas, são eficazes na propagação de inovações. Ao se comparar as 3 curvas de adoção, pôde-se perceber que as duas práticas induzidas por normas foram adotadas até a saturação, aproximadamente, na metade do tempo em relação àquela sem norma, em conformidade com a modelagem teórica. Porém, ao se aprofundar com as análises para considerar os perfis dos órgãos, observou-se que os efeitos das normas na administração pública são complexos, variando no curto e no longo prazo, e de acordo com a presença dos indutores de adoção nos órgãos, ou seja, de suas características internas. Dessa forma, para entender o comportamento de adoção dos órgãos envolvidos, realizou-se uma regressão multinomial logística para analisar estatisticamente as relações entre os perfis dos (não) adotantes e a propensão de adoção destes, associando-os com os indutores de adoção destacados da literatura. Verificou-se que a propensão de adoção dos órgãos está positivamente associada aos indutores organizacionais (tamanho e desempenho) e individuais (remuneração), conforme as hipóteses desenvolvidas. Entretanto, percebeu-se que a larga experiência e a alta escolaridade estão negativamente relacionadas com a propensão de adoção do órgão, sinalizando uma interação de efeitos simultâneos, positivos e negativos, dentro de um mesmo indutor de adoção (individual). Esses resultados em conjunto permitem uma nova interpretação da propagação da adoção de inovações e práticas gerenciais, onde o contexto/ambiente da tecnologia, administração pública e Brasil, ganham protagonismo. Nessa linha, conclui-se que a eficácia das instruções normativas na propagação da adoção de práticas e inovações avaliadas é notável, porém, seu mero desenvolvimento pelo órgão superior não pode ser considerado suficiente, pois o índice de adoção geral, o ponto onde ocorre a saturação da difusão da inovação, pode ser entendido como bom, mas não excelente. Nenhuma prática avaliada atinge nível de saturação superior a 75%. Adicionalmente, o fato do nível de saturação das três práticas ser similar permite concluir que a presença de indutor normativo pode não ser necessária em determinados casos. As implicações teóricas e práticas dessas conclusões são discutidas nas seções finais desta tese, que contribui ao tornar o conhecimento genérico da literatura internacional de adoção de inovações mais específico para o contexto do Brasil e da administração pública, podendo auxiliar gestores públicos e pesquisadores em suas atividades.
Abstract: Em busca do aumento da eficácia da administração pública, órgãos hierarquicamente superiores frequentemente desenvolvem instruções normativas para induzir a difusão de inovações, estimulando a adoção de práticas gerenciais em órgãos públicos supervisionados. Apesar disso, não se sabe ao certo a eficácia dessas instruções normativas no que tange ao seu efeito indutor e duradouro na difusão dessas práticas, especialmente no caso brasileiro. Também não se conhece as características dos órgãos que possam induzi-los a uma maior ou menor propensão à adoção dessas inovações gerenciais, conhecimento que pode auxiliar o gestor público na elaboração e avaliação de seus mecanismos normativos de governança e auditoria. Com o intuito de produzir conhecimento relativo à eficácia das instruções normativas na administração pública, e entender como se dá a difusão de inovações gerenciais, foram avaliadas as curvas de adoção de práticas de Gestão de Riscos, de Integridade e Ética, e de Segurança da Informação ao longo de uma década (2009 a 2019), incluindo o comportamento de mais de 200 órgãos federais brasileiros. A obtenção desses dados foi possível por solicitações embasadas na Lei de Acesso à Informação que ocorreram de março a novembro de 2019, às quais 214 órgãos responderam. Essas respostas foram posteriormente unificadas com informações das bases de dados abertos do SIAPE, do Painel Estatístico de Pessoal, e do Levantamento de Governança do Tribunal de Contas da União. Essa base de dados unificada possibilitou a análise de um modelo teórico-hipotético desenvolvido com base em uma revisão de literatura centrada na difusão de inovações e práticas gerenciais, especialmente nos indutores de adoção. Identificou- se que indutores ambientais, como a presença das instruções normativas, são eficazes na propagação de inovações. Ao se comparar as 3 curvas de adoção, pôde-se perceber que as duas práticas induzidas por normas foram adotadas até a saturação, aproximadamente, na metade do tempo em relação àquela sem norma, em conformidade com a modelagem teórica. Porém, ao se aprofundar com as análises para considerar os perfis dos órgãos, observou-se que os efeitos das normas na administração pública são complexos, variando no curto e no longo prazo, e de acordo com a presença dos indutores de adoção nos órgãos, ou seja, de suas características internas. Dessa forma, para entender o comportamento de adoção dos órgãos envolvidos, realizou-se uma regressão multinomial logística para analisar estatisticamente as relações entre os perfis dos (não) adotantes e a propensão de adoção destes, associando-os com os indutores de adoção destacados da literatura. Verificou-se que a propensão de adoção dos órgãos está positivamente associada aos indutores organizacionais (tamanho e desempenho) e individuais (remuneração), conforme as hipóteses desenvolvidas. Entretanto, percebeu-se que a larga experiência e a alta escolaridade estão negativamente relacionadas com a propensão de adoção do órgão, sinalizando uma interação de efeitos simultâneos, positivos e negativos, dentro de um mesmo indutor de adoção (individual). Esses resultados em conjunto permitem uma nova interpretação da propagação da adoção de inovações e práticas gerenciais, onde o contexto/ambiente da tecnologia, administração pública e Brasil, ganham protagonismo. Nessa linha, conclui-se que a eficácia das instruções normativas na propagação da adoção de práticas e inovações avaliadas é notável, porém, seu mero desenvolvimento pelo órgão superior não pode ser considerado suficiente, pois o índice de adoção geral, o ponto onde ocorre a saturação da difusão da inovação, pode ser entendido como bom, mas não excelente. Nenhuma prática avaliada atinge nível de saturação superior a 75%. Adicionalmente, o fato do nível de saturação das três práticas ser similar permite concluir que a presença de indutor normativo pode não ser necessária em determinados casos. As implicações teóricas e práticas dessas conclusões são discutidas nas seções finais desta tese, que contribui ao tornar o conhecimento genérico da literatura internacional de adoção de inovações mais específico para o contexto do Brasil e da administração pública, podendo auxiliar gestores públicos e pesquisadores em suas atividades.
Description: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade e Gestão Pública, Programa de Pós-Graduação em Administração, 2020.
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
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