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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.unb.br/handle/10482/3968
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Title: Forma mucosa da Leishmaniose Tegumentar Americana : estudo histopatológico e imuno-histoquímico de casos do Hospital Universitário de Brasília
Authors: Peixoto, Marco Aurélio da Silva
Orientador(es):: Magalhães, Albino Verçosa de
Assunto:: Leishmaniose
Imuno-histoquímica
Macrófagos
Issue Date: 5-Feb-2009
Citation: PEIXOTO, Marco Aurélio da Silva. Forma mucosa da Leishmaniose Tegumentar Americana: estudo histopatológico e imuno-histoquímico de casos do Hospital Universitário de Brasília. 2009. 102 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)-Universidade de Brasília, Brasília, 2009.
Abstract: A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença parasitária endêmica, principalmente na região Centro-Oeste. A Leishmania é um parasita que através de seus antígenos secretados e não secretados desencadeiam, respectivamente, uma resposta imune predominantemente celular (inata e adquirida) e em menor proporção humoral. Na resposta inata participam o sistema complemento, polimorfonucleares, macrófagos e células natural killer numa resposta inicial. Desta resposta inicial, há produção de citocinas (IL-12 e INF-γ e TNF-α) que ativam linfócitos T CD4+ e T CD8+ para resposta imune celular adquirida. A IL-12 diferencia os linfócitos T CD4 numa resposta Th1, com produção de INF-γ, ativação de macrófagos e resolução da doença. Enquanto, a IL-4 tem efeito reverso direcionando para uma resposta Th2 com diminuição da ativação de macrófagos, prevenindo o dano tecidual e permitindo a persistência do parasita. Foram descritos casos de pacientes com a forma mucosa da LTA do Hospital Universitário de Brasília, analisando dados epidemiológicos, clínico-laboratoriais e correlacionando com os aspectos histopatológicos e imuno-histoquímico (CD45ro, CD4, CD8, CD20, CD15, CD68 e Bcl-2). Perfil mais freqüente dos pacientes: sexo masculino, com média de idade de 50 anos, da região Centro-Oeste, com queixa de obstrução nasal e lesão de mucosa nasal infiltrada com ulceração e perfuração de septo ao exame otorrinolaringológico. A maioria com exames laboratoriais (IFA, inoculação em hamster, cultura, esfregaço e intradermorreação de Montenegro) compatíveis com a doença, sendo que em 44,44% dos casos foi possível a identificação da Leishmania por algum método auxiliar. Na histopatologia, de maneira geral, encontrou-se um infiltrado inflamatório linfohistioplasmocitário, às vezes acompanhado de uma reação granulomatosa com ou sem necrose. As classes histopatológicas encontradas foram: REC (reação exsudativa celular), REN (reação exsudativa necrótica), RENG (reação exsudativa necrótico-granulomatosa) e REG (reação exsudativa granulomatosa), sendo a primeira a mais freqüente (66,67%). Essas classes são estatisticamente significantes (p<0,05) diferentes quando comparadas entre si em relação à quantidade de células positivas na imuno-histoquímica, exceto entre as classes REG e REN (p>0,05). Esse estudo atestou a aplicabilidade e a praticidade do programa UnBVision na análise quantitativa das células nas reações imuno-histoquímicas. Na imuno-histoquímica, os linfócitos T predominaram em relação aos linfócitos B, comprovando que a doença tem reação imune mais celular do que humoral, sendo que dentre os linfócitos T, prevaleceu os linfócitos T CD4+ em relação aos linfócitos T CD8+, exceto em único exemplo de caso REG. Houve expressão considerável de Bcl- 2 no infiltrado inflamatório. Grupos com contato prévio com o antimonial pentavalente e com presença de granulomas ou de Leishmania ao método histopatológico não tiveram significância estatística (p>0,05) para explicar a diferença de número de células positivas para todos os marcadores aplicados no estudo. Em estudos complementares, o uso da imuno-histoquímica para identificar as citocinas e marcadores pró e antiapoptóticos podem contribuir para melhores esclarecimentos da imunopatologia da doença. __________________________________________________________________________________________ ABSTRACT
The American Integumentary Leishmaniasis (AIL) is a parasitic endemic disease, mainly in the Center-West region. Leishmania is a parasite that through its secreted and not secreted antigens trigger, respectively, a predominantly cellular immune response (innate and acquired) and to a lesser extent humoral. In the innate response, complement system, neutrophils, macrophages and natural killer cells work in an initial response. In this initial response, there is production of cytokines (IL-12, INF-γ and TNF-α) that activate T CD4+ and T CD8+ cells for acquired cellular immune response. The IL-12 action differentiates CD4 T cell to Th1 response and production of INF-γ, activation of macrophages and resolution of the disease. While the IL-4 has reverse effect directing to Th2 response with decreased activation of macrophages, this reaction prevents tissue damage and allows the persistence of the parasite. In this study, we have described patients with the mucosal form of AIL, they were treated in the University Hospital of Brasilia, analyzing epidemiological, clinical and laboratory data and correlating with the histopathologic features and the following immunohistochemical antibodies: CD45RO, CD4, CD8, CD20, CD15, CD68 and Bcl-2. Most common profile of patients: male, mean age 50 years, from Center-West region, with complaint of nasal obstruction and injury of nasal mucosa infiltrated with septum ulceration and perforation detected in the otorhinolaryngologic examination. Most of them with laboratory tests (indirect immunofluorescence, inoculation in hamster, smear, culture and Montenegro Skin Test) compatible with the disease, and in 44.44% of the cases it was possible the identification of Leishmania by some auxiliary method. In histopathology, in general, there was an inflammatory infiltrate lynphohistioplasmocitary sometimes accompanied by a granulomatous reaction with or without necrosis. The histopathological grades found were: ECR (exudative cellular reaction), ENR (exudative necrotic reaction), NEGR (necrotic-exudative granulomatous reaction) and EGR (exudative granulomatous reaction), the first one was the most frequent (66.67%) These classes are statistically significant (p <0.05) different when compared to each other with the amount of positive cells in immunohistochemistry, except between ENR and EGR classes (p> 0.05). This study attested the applicability and practicality of the program UnBVision in quantitative analysis of cells in immunohistochemical reactions. In immunohistochemistry, the T cells were predominant on B cells, confirming that the disease as more cellular immune response than humoral, and in T cells, prevailed the CD4+ T on CD8+ T cells, except in only one instance case EGR. There was considerable expression of Bcl-2 in inflammatory infiltrate. In groups with previous contact with pentavalent antimony and presence of granulomas or Leishmania the histopathologic method were not statistically significant (p> 0.05) to explain the difference in the number of positive cells for all markers used in the study. In further studies, the use of immunohistochemistry to identify the cytokines and markers pro and antiapoptosis can contribute to better explanations of the immunopathology of disease.
Description: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, 2009.
Appears in Collections:FS - Mestrado em Ciências da Saúde (Dissertações)
UnB - Brasília 50 anos

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