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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.unb.br/handle/10482/39333
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Title: Geografia Escolar nas aldeias indígenas Potiguara de Jaraguá e Monte Mór de Rio Tinto-PB
Authors: Silva, Sidnei Felipe da
metadata.dc.contributor.email: prof.sidnei.eageo@gmail.com
Orientador(es):: Leite, Cristina Maria Costa
Assunto:: Geografia escolar
Índios - aspectos sociais
Educação escolar indígena
Índios Potiguara - Paraíba
Issue Date: 30-Jul-2020
Citation: SILVA, Sidnei Felipe da. Geografia Escolar nas aldeias indígenas Potiguara de Jaraguá e Monte Mór de Rio Tinto-PB. 2020. 196 f., il. Tese (Doutorado em Geografia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2020.
Abstract: Esta pesquisa analisa a importância da Geografia Escolar em escolas estaduais indígenas do povo Potiguara, situadas nas aldeias indígenas de Jaraguá e Monte Mór, localizadas no município de Rio Tinto, no litoral setentrional da Paraíba. A educação diferenciada Potiguara pode ser considerada como uma estratégia de resistência e (re) afirmação étnica e cultural desses povos. Por conseguinte, essa modalidade de ensino se coloca como um instrumento tanto político- pedagógico quanto social, pois requer mudanças em diretrizes, objetivos, currículos e programas, no sentido de torná-los mais adequados à realidade das comunidades indígenas, sendo construídos coletivamente. Constitui-se como objetivo da investigação analisar o ensino escolar de Geografia nas aldeias e seu possível potencial para o fortalecimento da Educação Escolar Indígena. Nessa perspectiva, esta investigação, de base qualitativa, foi realizada por meio de pesquisa bibliográfica, análise documental dos Projetos Políticos Pedagógicos das escolas indígenas de Rio Tinto, das Diretrizes Operacionais para a Educação do Governo do Estado da Paraíba e do Referencial Curricular Nacional para a Escola Indígena, entrevistas e aplicação de questionários semiestruturados com os professores da disciplina de Geografia, com os coordenadores pedagógicos, com a representante indígena da 14a Regional de Ensino da Secretaria de Estado de Educação, Ciência e Tecnologia do Governo da Paraíba e com uma das lideranças da comunidade indígena, a observação das aulas de Geografia no Ensino Fundamental II (Ciclos III e IV) da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a construção de um diário de campo. Os fundamentos teóricos que estruturaram esta investigação foram definidos por bloco de temáticas. Nesse sentido, para a questão relativa à Geografia Escolar, o aporte teórico foi: Callai (2005), Cavalcanti (1998), Castrogiovanni (2005), Leite (2012) e Pontuschka (2009). Sobre a ocupação do território pelo povo indígena foram consultados: Amorim (1970), Luciano (2019), Marques (2009), Moonen (2008), Palitot (2005), Panet (2002), Ribeiro (1996) e Vieira (2006). A reflexão sobre os conceitos de território e territorialidade em Haesbaert (2004), Mignollo (2007), Raffestin (1993), Porto-Gonçalves (2008) e Saquet (2007). Para a Educação Escolar Indígena Potiguara: Barcellos (2014), Falcão (2017), Grupioni (1995), Nascimento (2017), Palhano Silva (2018), Scandiuzzi (2009) e Silva (2017). Os resultados obtidos evidenciaram como a retomada do território indígena pelo povo Potiguara de Rio Tinto-PB se faz presente no contexto escolar por meio do Ensino de Geografia, além da construção e materialização de uma cartografia étnica que se apresenta nas aulas de Geografia como um importante instrumento didático para obter maior conhecimento acerca das terras indígenas Potiguara. Ademais, ficou evidente a importância da Geografia Escolar ser desenvolvida de maneira diferenciada, buscando contemplar a realidade das comunidades indígenas Potiguara por meio de conteúdos relacionados às questões socioambientais em seus territórios e para contribuir com processo de (re) afirmação étnica e cultural empreendido por esses sujeitos desde os primeiros anos deste século XXI. Em conclusão, o Ensino de Geografia, quando entendido enquanto uma construção realizada em conjunto com os sujeitos, mediante processos que prezem pela autonomia, empoderamento e valorização das especificidades da comunidade indígena Potiguara, tem papel fundamental no fortalecimento da Educação Escolar Indígena.
Abstract: This research analyzes the importance of School Geography in indigenous state schools of the Potiguara people, located in the indigenous villages of Jaraguá and Monte Mór, located in the municipality of Rio Tinto, on the northern coast of Paraíba. Differentiated education Potiguara can be considered as a strategy of resistance and ethnic and cultural (re) affirmation of these peoples. Consequently, this type of teaching is both a political-pedagogical and a social instrument, as it requires changes in guidelines, objectives, curricula and programs, in order to make them more appropriate to the reality of indigenous communities, being built collectively. The objective of the investigation is to analyze school teaching of Geography in the villages and its possible potential for strengthening Indigenous School Education. In this perspective, this qualitative research was carried out through bibliographic research, documentary analysis of the Pedagogical Political Projects of the indigenous schools of Rio Tinto, the Operational Guidelines for Education of the Government of the State of Paraíba and the National Curriculum Reference for the Indigenous School, interviews and application of semi-structured questionnaires with teachers of the discipline of Geography, with pedagogical coordinators, with the indigenous representative of the 14th Regional Teaching of the State Secretariat of Education, Science and Technology of the Government of Paraíba and with one of the leaders from the indigenous community, observation of Geography classes in Elementary School II (Cycles III and IV) of Youth and Adult Education (EJA) and the construction of a field diary. The theoretical foundations that structured this investigation were defined by thematic block. In this sense, for the issue related to School Geography, the theoretical contribution was: Callai (2005), Cavalcanti (1998), Castrogiovanni (2005), Leite (2012) and Pontuschka (2009). The following were consulted on the occupation of the territory by the indigenous people: Amorim (1970), Luciano (2019), Marques (2009), Moonen (2008), Palitot (2005), Panet (2002), Ribeiro (1996) and Vieira (2006). The reflection on the concepts of territory and territoriality in Haesbaert (2004), Mignollo (2007), Raffestin (1993), Porto-Gonçalves (2008) and Saquet (2007). For Indigenous School Education Potiguara: Barcellos (2014), Falcão (2017), Grupioni (1995), Nascimento (2017), Palhano Silva (2018), Scandiuzzi (2009) and Silva (2017). The results obtained showed how the resumption of indigenous territory by the Potiguara people of Rio Tinto-PB is present in the school context through the Teaching of Geography, in addition to the construction and materialization of an ethnic cartography that is presented in Geography classes as an important didactic instrument to obtain greater knowledge about the Potiguara indigenous lands. Furthermore, it became evident the importance of School Geography to be developed in a different way, seeking to contemplate the reality of the Potiguara indigenous communities through content related to socio-environmental issues in their territories and to contribute to the process of ethnic and cultural (re) affirmation undertaken by these subjects since the early years of this 21st century. In conclusion, the Teaching of Geography, when understood as a construction carried out together with the subjects, through processes that value autonomy, empowerment and appreciation of the specificities of the Potiguara indigenous community, has a fundamental role in strengthening Indigenous School Education.
Resumen: Esta investigación analiza la importancia de la Geografía escolar en las escuelas estatales indígenas del pueblo Potiguara, ubicadas en las aldeas indígenas de Jaraguá y Monte Mór, ubicadas en el municipio de Rio Tinto, en la costa norte de Paraíba. Educación diferenciada Potiguara puede considerarse como una estrategia de resistencia y (re) afirmación étnica y cultural de estos pueblos. En consecuencia, este tipo de enseñanza es tanto un instrumento político-pedagógico como social, ya que requiere cambios en las directrices, objetivos, planes de estudio y programas, para hacerlos más apropiados a la realidad de las comunidades indígenas, que se construyen colectivamente. El objetivo de la investigación es analizar la enseñanza escolar de Geografía en las aldeas y su posible potencial para fortalecer la Educación Escolar Indígena. En esta perspectiva, esta investigación cualitativa se realizó a través de la investigación bibliográfica, el análisis documental de los Proyectos Políticos Pedagógicos de las escuelas indígenas de Rio Tinto, las Directrices Operativas para la Educación del Gobierno del Estado de Paraíba y la Referencia Curricular Nacional para Escuela indígena, entrevistas y aplicación de cuestionarios semiestructurados con docentes de la disciplina de Geografía, con coordinadores pedagógicos, con el representante indígena de la XIV Secretaría Regional de Enseñanza, Ciencia y Tecnología del Estado del Gobierno de Paraíba y con uno de los líderes. de la comunidad indígena, observación de clases de Geografía en la Escuela Primaria II (Ciclos III y IV) de Educación de Jóvenes y Adultos (EJA) y la construcción de un diario de campo. Los fundamentos teóricos que estructuraron esta investigación fueron definidos por bloque temático. En este sentido, para el tema relacionado con la Geografía Escolar, la contribución teórica fue: Callai (2005), Cavalcanti (1998), Castrogiovanni (2005), Leite (2012) y Pontuschka (2009). Se consultó a los pueblos indígenas sobre la ocupación del territorio: Amorim (1970), Luciano (2019), Marques (2009), Moonen (2008), Palitot (2005), Panet (2002), Ribeiro (1996) y Vieira (2006) . La reflexión sobre los conceptos de territorio y territorialidad en Haesbaert (2004), Mignollo (2007), Raffestin (1993), Porto-Gonçalves (2008) y Saquet (2007). Para la educación escolar indígena Potiguara: Barcellos (2014), Falcão (2017), Grupioni (1995), Nascimento (2017), Palhano Silva (2018), Scandiuzzi (2009) y Silva (2017). Los resultados obtenidos mostraron cómo la reanudación del territorio indígena por parte del pueblo Potiguara de Rio Tinto-PB está presente en el contexto escolar a través de la Enseñanza de la Geografía, además de la construcción y materialización de una cartografía étnica que se presenta en las clases de Geografía como un importante Instrumento didáctico para obtener un mayor conocimiento sobre las tierras indígenas Potiguara. Además, se hizo evidente la importancia de que la Geografía Escolar se desarrolle de una manera diferente, buscando contemplar la realidad de las comunidades indígenas de Potiguara a través del contenido relacionado con los problemas socioambientales en sus territorios y contribuir al proceso de (re) afirmación étnica y cultural emprendida por estos temas desde los primeros años de este siglo XXI. En conclusión, la Enseñanza de la Geografía, cuando se entiende como una construcción realizada junto con los sujetos, a través de procesos que valoran la autonomía, el empoderamiento y la apreciación de las especificidades de la comunidad indígena Potiguara, tiene un papel fundamental en el fortalecimiento de la Educación Escolar Indígena.
Description: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Geografia, Programa de Pós-Graduação em Geografia, 2020.
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
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