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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.unb.br/handle/10482/36805
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Title: Investigação dos impactos do intervalo de recuperação na função neuromuscular de indivíduos sadios jovens submetidos ao exercício resistido agonista-antagonista pareado em séries
Authors: Cardoso, Euler Alves
Orientador(es):: Carregaro, Rodrigo Luiz
Assunto:: Exercício resistido
Sistema neuromuscular
Intervalo de recuperação
Issue Date: 5-Feb-2020
Citation: CARDOSO, Euler Alves. Investigação dos impactos do intervalo de recuperação na função neuromuscular de indivíduos sadios jovens submetidos ao exercício resistido agonista-antagonista pareado em séries. 2019. 104 f., il. Tese (Doutorado em Educação Física)—Universidade de Brasília, Brasília, 2019.
Abstract: Contextualização: O exercício resistido é considerado um dos meios mais utilizados para aprimorar a capacidade funcional do sistema neuromuscular. Esses efeitos têm influência na determinação de uma excelente capacidade funcional e na prevenção de lesões esportivas. Com a finalidade de buscar melhores resultados com o exercício resistido, diversas estratégias têm sido utilizadas, dentre elas, exercício agonista-antagonistas pareado em séries (AAP). Resumidamente, o exercício AAP consiste em realizar, alternadamente, exercícios dos músculos agonistas e antagonistas de uma articulação. Objetivo: Analisar os efeitos de três diferentes intervalos de recuperação (IR) entre as ações musculares agonistas e antagonistas do exercício resistido AAP, no desempenho neuromuscular dos músculos agonistas e antagonistas de indivíduos jovens sadios. Método: A amostra foi composta por 50 voluntários sadios do sexo masculino, com média de 23.2 (2.8) anos de idade, 1.76 (0.10) metros de altura. Os voluntários compareceram em 3 momentos distintos com um intervalo de no mínimo 72 horas entre cada momento, nos quais foram realizado o mesmo protocolo de exercício AAP (exercícios concêntricos alternados dos antagonistas/agonistas (4 séries de 10 repetições de flexão do joelho seguidas por 10 repetições de extensão do joelho na velocidade de 60ºs) utilizando intervalos: imediato (ausência de intervalo), 60 segundos e 120 segundos. Para a análise dos dados, utilizou-se o programa SPSS versão 25.0. Inicialmente, os pressupostos de normalidade foram confirmados por meio do teste de Shapiro-Wilk para as variáveis: trabalho total, pico de torque e eficiência neuromuscular dos músculos extensores do joelho, e trabalho total, pico de torque, eficiência neuromuscular, ativação muscular e fadiga muscular dos músculos flexores do joelho. Aplicou-se uma análise de variância (ANOVA) com medidas repetidas, com teste post hoc de Bonferroni, para verificar as diferenças entre os IR (para as variáveis trabalho total, pico de torque e eficiência neuromuscular dos músculos extensores do joelho e trabalho total, pico de torque eficiência neuromuscular, ativação e fadiga muscular dos músculos flexores do joelho) e uma análise dentro do mesmo IR para verificar as diferenças ao longo das 4 séries de exercício. A significância adotada foi de 5% (p<0,05), com intervalo de confiança de 95%. Para as variáveis, ativação e fadiga muscular dos músculos extensores o pressuposto de normalidade não foi atendido. Assim, utilizou-se o teste de Friedman com post hoc com comparações múltiplas pelo teste de Mann Whitney para comparar os diferentes IR. Nas comparações múltiplas, a significância de 5% foi corrigida para o total de comparações (12 comparações - 3 IR x 4 séries), sendo adotada uma significância corrigida de 0.4% (p<0,004). O intervalo de confiança de 95% foi calculado utilizando os valores da média por ranque, desvio padrão e tamanho da amostra. Resultados: Para os músculos extensores do joelho não verificamos diferenças significantes entre os IR para o trabalho total, pico de torque e eficiência neuromuscular (p>0,05). Verificamos diferenças significantes na ativação muscular entre os IR 60s versus 120s na série 2 (p<0,05). A fadiga muscular foi significativamente menor no intervalo IM versus intervalo de 60s, nas séries 3 e 4 (p<0,05) e entre os intervalos de 60s e 120s a diferença ocorreu na série 4 (p<0,05). Os resultados dentre os IR demonstraram uma diminuição progressiva do trabalho total ao longo das séries nos intervalos IM (p<0,05) e 60s (p<0,05). O pico de torque apresentou diferenças significantes nos intervalos IM (série 1 a 3) e 60s (série 2 e 4) (p<0,05). A eficiência neuromuscular apresentou diferenças significantes apenas no intervalo IM (série 1 a 4) (p<0,05). Não verificamos diferenças significantes na ativação muscular e na fadiga muscular ao longo das séries, nos IR investigados (p>0,05). Para os músculos flexores do joelho não verificamos diferenças significantes entre os IR para o trabalho total, pico de torque, eficiência neuromuscular e ativação muscular (p>0,05). Na fadiga muscular, houve diferenças entre o intervalo IM versus os intervalos de 60s e 120s, as diferenças ocorreram nas séries 2, 3 e 4 (p<0,05) e na comparação dos intervalos 60s, e 120s as diferenças foram nas séries 2 e 3 (p<0,05). Os resultados entre as séries usando o mesmo IR demostrou diferenças significantes no trabalho total no intervalo IM (séries 1 a 4, (p<0,05), 60s (séries 2 a 3 p<0,05), e 120s (série 1 versus a série 3 e 4 p<0,05). O pico de torque apresentou diferenças significantes no intervalo IM (série 1 a 3, p<0,05). A eficiência neuromuscular apresentou diferenças significantes no intervalo IM (séries 1 versus 3 e 4, p<0,05) e 60s, série 1 e 4 (p<0,05). A ativação muscular apresentou diferenças significantes (p<0,05) entre as 4 séries no intervalo IM. O índice de fadiga apresentou diferenças significantes (p<0,05) ao longo das 4 séries nos intervalos IM, 60s e 120s. Conclusão: Os músculos extensores e flexores do joelho respondem de forma similar, sob a influência dos intervalos de recuperação, durante a execução do exercício agonista-antagonista pareado em séries em homens jovens sadios. Entretanto, os músculos extensores são mais suscetíveis à fadiga muscular em comparação aos músculos flexores. Ressalta-se que nenhum dos intervalos foi suficiente para a manutenção do trabalho total (volume do exercício) ao longo das séries. Portanto, se o treinamento é prescrito com a finalidade de manter o volume do treino, nossos achados recomendam a adoção de um intervalo mais longos (120s). De modo contrário, se o intuito do treinamento é proporcionar e maiores níveis de fadiga durante a sessão e hipertrofia muscular um intervalo curto (IM ou 60s) pode ser recomendado.
Abstract: Contextualization: Resistance exercise is considered one of the most used means to improve the functional capacity of the neuromuscular system. These effects influence the determination of the excellent functional capacity and the prevention of sports injuries. In order to obtain better results with resistance exercise, several strategies have been used, among them, seriesagonist- paired exercise (AAP). Briefly, the AAP exercise consists of performing, alternately, exercises of the agonist and antagonist muscles of a joint. Objective: To analyze the effects of three different recovery intervals (IR) between agonist and antagonist actions of AAP resistance exercise on the neuromuscular performance of the agonist and antagonist muscles of healthy young individuals. Method: The sample consisted of 50 healthy male volunteers, with a mean of 23.2 (2.8) years of age, 1.76 (0.10) meters in height. The volunteers presented at 3 different moments with a minimum interval of 72 hours between each moment, in which the same AAP exercise protocol (alternating concentric exercises of the antagonists/agonists (4 sets of 10 repetitions of knee flexion followed by 10 repetitions of knee extension at 60ºs) using intervals: immediate, 60 and 120 seconds. For the analysis of the data, the program SPSS version 25.0 was used. Initially, normality assumptions were confirmed using the Shapiro-Wilk test for the variables total work, peak torque, and neuromuscular efficiency of the knee extensor muscles, and total work, peak torque, neuromuscular efficiency, muscle activation and muscle fatigue of the knee flexor muscles. An analysis of variance (ANOVA) with repeated measures, with post hoc Bonferroni test, was used to verify the differences between the IR (for the variables total work, peak torque and neuromuscular efficiency of knee extensor muscles and total work, peak torque neuromuscular efficiency, muscle activation and muscle fatigue of the knee flexor muscles) and an analysis of the same IR to verify the differences between the exercise series in each IR analyzed. The significance was 5% (p<0,05), with a 95% confidence interval. For the variable’s activation and fatigue of the extensor muscles, the normality assumption was not met. Thus, the Friedman test with post hoc with multiple comparisons was used by the Mann Whitney test to compare the different IRs. In the multiple comparisons, the significance of 5% was corrected for the total comparisons (12 comparisons - 3 IR x 4 sets), with a corrected significance of 0.4% (p<0,004) adopted. The 95% confidence interval was calculated using the mean values by ranch, standard deviation and sample size. Results: For the knee extensor muscles we did not find significant differences between the IRs for total work, peak torque and neuromuscular efficiency (p>0,05). We found significant differences in muscle activation between the IR 60s versus 120s in the set 2 (p=0,004). Muscle fatigue was significantly lower in the IM interval compared to the 60s interval in the 3 and 4 set (p=0,004) and between the 60s and 120s intervals the difference occurred in the 4 set (p=0,004). The results among the IR showed a progressive decrease of the total work over the series in the IM intervals (p=0,04) and 60s (p=0,00). Peak torque showed significant differences in the IM intervals (sets 1 to 3) and 60s (set 2 and 4) (p<0,05). The neuromuscular efficiency showed significant differences only in the IM interval (set 1 to 4) (p<0,01). We did not find significant differences in muscle activation and muscle fatigue throughout the series, in the IR investigated (p>0,05). For the knee flexor muscles, we did not find significant differences between the IRs for total work, peak torque, neuromuscular efficiency and muscle activation (p>0,05). In muscle fatigue, there were differences between the IM interval when compared to the 60s and 120s intervals, the differences occurred in the 2, 3 and 4 set (p=0,01) and in the comparison of the 60s intervals, and 120s the differences were in the 2 set and 3. (p=0,02). The results between the set using the same IR showed significant differences of the total work in the IM interval (set 1 to 4, p=0,02), in the range of 60s (set 2 to 3 p=0,03), and 120s (set 1 versus set 3 and 4 p=0,01). Peak torque showed significant differences in the IM interval (set 1 to 3, p<0,05). The neuromuscular efficiency showed significant differences in the IM interval (set 1 versus 3 and 4, p<0,05) and 60s, set 1 and 4 (P<0,05). The muscle activation showed significant differences (P<0,05) among the 4 set in the IM interval. Fatigue index presented significant differences (p<0,05) over the 4 set in the IM, 60s and 120s intervals. Conclusion: The knee extensor and flexor muscles respond similarly, under the influence of recovery intervals, during the performance of paired agonist-antagonist exercise in series. It should be noted that none of the intervals was enough to maintain the total work (exercise volume) throughout the set in healthy young men. Therefore, if training is prescribed for the purpose of maintaining training volume, our findings recommend adopting a longer interval (120s). Conversely, if training is intended for muscle hypertrophy and increased levels of fatigue during the session, a short interval (IM or 60s) may be recommended.
Description: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Educação Física, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, 2019.
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Agência financiadora: Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP/DF).
Appears in Collections:FEF - Doutorado em Educação Física (Teses)

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