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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.unb.br/handle/10482/2368
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Title: As plantas medicinais no município de Ouro Verde de Goiás, GO, Brasil : uma abordagem etnobotânica
Other Titles: The medicinal plants in the municipality of Ouro Verde de Goiás, GO, Brazil : in the etnobothany approach
Authors: Silva, Cristiane Soares Pereira da
Orientador(es):: Proença, Carolyn Elinore Barnes
Assunto:: Etnobiologia
Plantas medicinais - cerrados
Ecologia humana
Issue Date: 2007
Citation: SILVA, Cristiane Soares Pereira da. As plantas medicinais no município de Ouro Verde de Goiás, GO, Brasil: uma abordagem etnobotânica. 2007. 153 f., il. Dissertação (Mestrado em Botânica)-Universidade de Brasília, Brasília, 2007.
Abstract: Este trabalho retrata a utilização de plantas medicinais entre curadores populares e integrantes de comunidades rurais e urbanas de um pequeno município do Centro goiano localizado a 70 km da capital do Estado, Goiânia. Foi solicitada uma autorização de acesso junto ao CGEN/IBAMA como forma de garantir a propriedade intelectual daqueles informantes que detém conhecimentos tradicionais. A escolha do município de Ouro Verde de Goiás foi feita intencionalmente, pois se objetivou investigar o sistema sócio-cultural que rege o uso dos recursos naturais de um dos sete municípios que compõem a Área de Proteção Ambiental do Ribeirão João Leite, Goiás. A escolha do local de estudo baseou-se em critérios demográficos e ecológicos, pois este apresenta uma população relativamente reduzida (cerca de 4.500 hab.) e onde há a predominância de formações florestais, ambientais que ainda não haviam sido especificamente abordados em estudos etnobotânicos para o Cerrado goiano. O trabalho de campo aconteceu entre janeiro e março de 2006 e o pesquisador fixou residência na região por três meses. Através da técnica da bola de neve, foram registrados seis curadores populares, todos do sexo feminino. Foram empregadas entrevistas estruturadas e semi-estruturadas complementadas com técnicas de observação participante, história de vida e grupos de discussão. Houve o registro de 130 espécies distribuídas em 51 famílias, com maior número de representantes em Asteraceae (20), Lamiaceae (10) e Fabaceae (9). As espécies nativas do Cerrado foram coletadas em áreas antrópicas e áreas de vegetação primária, como matas de galeria, bordas de mata e remanescentes de florestas estacionais. O conjunto de saberes tradicionais aliado à dinâmica sócio-cultural das informantes na comunidade faz com que sejam, simbolicamente, tratadas como agentes de saúde locais, na qual exercem um tratamento alternativo para o controle, a prevenção e até mesmo a cura das enfermidades. O saber tradicional das especialistas locais entrevistadas não pode ser extrapolado para os demais membros da comunidade e por isso, também houve a necessidade de averiguar o uso de plantas medicinais entre informantes da zona rural e urbana escolhidos através de uma amostragem aleatória simples. Nesta abordagem, foram empregadas entrevistas estruturadas e cada informante foi visitado uma única vez. A maioria dos entrevistados foi do sexo feminino (82%), pois as mulheres, quase sempre, estão envolvidas nas atividades domésticas e dedicam-se, diretamente, ao cuidado dos filhos e do marido. Foram registradas 98 espécies medicinais distribuídas em 45 famílias, das quais se destacaram as exóticas cultivadas. Dentre as espécies medicinais cultivadas nos quintais e que são utilizadas para outras finalidades na residência foi constatado que 40% são usadas exclusivamente para fins terapêuticos; 29% são utilizadas na alimentação; 21% na ornamentação; e 10% como condimento. Entre os recursos medicinais cultivados nos quintais da zona urbana e rural foi encontrado um índice de similaridade de 67%, evidenciando um número considerável de espécies comuns. Relacionando a freqüência de citação das doenças com o número de espécies citadas sugere-se que gripes, problemas digestivos e transtornos dos rins são as enfermidades mais incidentes na comunidade. Foi constatado que o uso de plantas medicinais, o número de espécies citadas e a presença quintal independem da idade, do grau de escolaridade, do gênero (Ma, Fe), do local de nascimento e da procedência rural/urbana, resultado também encontrado por outras pesquisas etnobotânicas realizadas em Goiás e outros estados brasileiros. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT
This work depicts the utilization of medicinal plants among folk healers and members of rural and urban communities in the center of the state of Goiás, situated at 70 km from the capital, Goiânia. An authorization to grant access was requested among the CGEN/IBAMA as a way to insure the intellectual property of those informants who have the local knowledge. The Ouro Verde de Goiás county was chosen intentionally since the investigations targeted the social-cultural system that governs the natural resources in one of the seven counties that belong to the João Leite Stream’s Environmental Protection Area in Goiás. The selection of the study location was based on demographic and ecological criteria as it has a reduced population (around 4500 inhabitants) and a predominant forest structure, environments that had not yet been dealt with by ethnobotanic studies on the Cerrado in the state of Goiás. The field work happened between January and March 2006 and the researcher lived in a residence in the region for three months. Through the snow ball technique, six folk healers, all females, were registered. Structured and semi-structured interviews were completed using methods of participant observation, life history and discussion groups. One hundred and thirty species distributed in 51 families were registered with the most specimens in the Asteraceae (20), Lamiaceae (10) and Fabaceae (9). The native species of Cerrado were collected in antropical and primary vegetation areas like gallery woods, boundaries of reminiscent woods originated from rain forest. The traditional knowledge ensemble allied to the informant’s social-cultural dynamics in the community induces them, symbolically, to be treated as local health agents that use an alternative treatment to control, prevent and even cure infirmities. The traditional knowledge of the interviewed folk healers can not be extrapolated to the other members in the community and because of that there was the necessity to verify the use of medicinal plants among informants in the rural and urban zone chosen by a simple random sample. In this approach, structures interviews were used and each informant was visited only once. The majority were female (82%) since women, almost always, are involved in domestic activities and dedicated, directly, to the care of the children and the husband. Were registered 98 species distributed among 45 families, the exotic cultivated being distinguished. Among the species that are cultivated in the backyards and also have other uses in the residence it was determined that 40% are used exclusively for therapeutical functions; 29% are used in nourishment; 21% in ornamentation; and 10% as condiment. Among the medicinal resources cultivated in the urban and rural zone backyards a similarity index of 67% was found attesting a considerable number of species in common. Associating the incidence of cited diseases with the number of cited species suggests that gripes, digestive problems and kidney illness are the most occurring infirmities in the community. It was determined that the use of medicinal plants, the number of cited species and the presence on the backyard are independent of age, educational level, gender, birth place and rural/urban precedence, results also found by other ethnobotanical studies made in Goiás and other Brazilian states.
Description: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Departamento de Botânica, 2007.
Appears in Collections:BOT - Mestrado em Botânica (Dissertações)

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