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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.unb.br/handle/10482/22227
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Title: Subjetivação, música e temporalidades
Authors: Luiz Neto, Vítor
Orientador(es):: Viana, Terezinha de Camargo
Coorientador(es):: Carvalho, Márcia Teresa Portela de
Assunto:: Subjetividade
Psicanálise e arte
Vulnerabilidade
Tempo - aspectos psicológicos
Issue Date: 18-Jan-2017
Citation: LUIZ NETO, Vítor. Subjetivação, música e temporalidades. 2015. 140 f., il. Dissertação (Mestrado em Psicologia Clínica e Cultura)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.
Abstract: Esta dissertação trabalha o entrelaçamento entre tempo e processos de subjetivação. O principal objetivo deste trabalho é entender e problematizar como se dá histórica, social e culturalmente as percepções temporais no sujeito, reconhecendo a vulnerabilidade humana frente ao real do tempo. Para isso, utilizou-se da Psicanálise, das Ciências Sociais, da História e da Arte, em específico as músicas da cantora baiana Pitty, para reconhecer possíveis inscrições destas percepções. Neste sentido, o tempo é entendido enquanto um símbolo social que não diz apenas de uma construção humana e nem exclusivamente de um dado do transcorrer natural. O tempo é, por isso, um processo de subjetivação, a própria subjetividade, a partir do desenvolvimento de determinados processos históricos e sociais. Num primeiro momento são resgatadas percepções acerca do assunto do tempo em alguns contextos históricos, perpassando pelas idades Antiga e Média até reconhecer o caráter disciplinatório e onipresente que o tempo adquire na vida humana a partir da Modernidade e, consequentemente, nas sociedades ocidentais mais atuais. Percebe-se a transição de um tempo externo, da natureza ou divino, para um tempo interno, a partir da emergência de um sujeito histórico dotado de interioridade. Este movimento se deu através de transformações socioeconômicas que propiciaram a configuração da existência humana como tempo. A partir disto, em uma segunda parte, buscamos entender a diferenciação do caráter social e cultural do tempo ao longo do processo civilizatório, o que permite trabalhar mais detalhadamente a constituição temporal do psiquismo e a relação entre tempo e pulsionalidade, que obedecem a formas culturais de satisfação. Neste momento, o tempo não só exige satisfação mas passa a ser confundido enquanto próprio objeto de satisfação, uma vez que as determinações sociais e culturais modelam as percepções subjetivas e as formas de existências pautadas em um tempo que deve ser buscado e que ainda não está, através da ação. O tempo entrelaçado ao desejo gera e é sintoma, já que leva o sujeito a encarar de frente não só o seu aspecto simbólico, mas também o seu real, aquilo que não se pode representar sobre o tempo, sobretudo, o encontro com o fim, reconhecendo a vulnerabilidade humana frente ao real do tempo. Estas discussões permitem, no terceiro momento deste trabalho, a aventura através da Arte como forma de dar um significado às experiências subjetivas acerca do tempo enquanto desejo e sintoma. Sendo assim, através das músicas de Pitty, reconhecemos um sujeito que sofre por um tempo que exige aproveitamento e que se entrelaça com o desejo humano, além de deixarem explícitas formas vigentes do tempo, que se alternam entre aceleração e desaceleração, pautadas pela noção do eterno presente que vangloria o agora como único momento de se fazer a vida. Reconhecemos também, através das expressões da cantora, uma necessidade de suspender o tempo para se aproveitar o momento de forma significativa e o encontro com o outro e consigo mesmo, fundamentais para se criar uma resistência às formas de vida pautadas nas políticas do tempo atuais.
Abstract: This dissertation works the interlacement among time and processes of subjectivity. This work’s main objective is understand and problematize how is historical, social and culturally the subject’s temporal perceptions. It was used Psychoanalysis, Social Sciences, History and Art, in particular the songs of the Brazilian singer Pitty, to recognize possible inscriptions of these perceptions. In this sense, time is understood as a social symbol that is not just a human construction and not only a data of the natural course. Time is, therefore, a process of subjectivity, the subjectivity itself, from the certain historical and social processes’ development. At first, are redeemed some perceptions about the time issue in some historical contexts, passing by the Ancient and Middle ages to recognize the disciplinarian and omnipresent character that time acquires in human life from the modernity and, consequently, in current Western societies. We see the transition from an external time, natural or divine, to an internal time, from the historical subject’s emergence, provided with interiority. This move was made through socio-economic transformations that have led the human existence’s shape as time. From this, in a second part, we sought to understand the social and cultural character’s differentiation of time over the civilizing process, which allows working in details the psyche’s temporal constitution and the relation among time and instincts, which obey satisfaction’s cultural forms. This way, the time requires not only joy but becomes an own satisfaction object, once the social and cultural determinations shape the subjective perceptions and existence’s forms, guided at a time who is not reached yet and should be sought through action. Time interlaced as desire and satisfaction makes and is symptom, as it takes the subject to face not only its symbolic aspect, but also its real, what cannot be represented about the time, above all, the encounter with the death, recognizing human's vulnerability toward real’s time. These discussions allow, at the third part of this work, the adventure through Art as a way to give meaning to subjective experiences about time as desire and symptom. Thus, through Pitty songs, we recognize a subject who suffers for a time that requires utilization and that interlaces with human desire, as well as explains current time forms, alternating between acceleration and deceleration, guided by the eternal present’s notion, which boasts the “right now” as the only time to make a living. We also recognize, through the singer’s expressions, a need to suspend the time to seize the moment significantly and the encounter with others and with oneself, something fundamental to create a resistance to forms of life guided by the current time policies.
Description: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Departamento de Psicologia Clínica, Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura, 2015.
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
DOI: http://dx.doi.org/10.26512/2015.09.D.22227
Appears in Collections:PCL - Mestrado em Psicologia Clínica e Cultura (Dissertações)

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