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Title: Aleitamento materno no Brasil
Other Titles: Breastfeeding in Brazil
Authors: Sena, Maria Cristina Ferreira
Orientador(es):: Pereira, Maurício Gomes
Assunto:: Amamentação
Issue Date: 2007
Citation: SENA, Maria Cristina Ferreira. Aleitamento materno no Brasil. 2007. 115 f. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde)-Universidade de Brasília, Brasília, 2007.
Abstract: Introdução: A Alimentação da criança nos primeiros seis meses de vida deve estar restrita ao leite materno. Embora a proporção de mulheres impossibilitadas de amamentar seus filhos por razões biológicas não ultrapasse 10%, a freqüência de aleitamento materno é usualmente baixa. No Brasil, desde janeiro de 1981, conjunto de medidas, de ações específicas e de dispositivos legais orienta, organiza e regula as atividades dos prestadores dos serviços de saúde e de outros agentes econômicos em prol da amamentação. Como conseqüência, intensificaram-se os estudos para conhecer a prevalência e a tendência nos diferentes grupos populacionais em relação ao aleitamento materno e suas modalidades e também investigações sobre fatores não-biológicos relacionados com a amamentação. São várias as idades usadas para estimar a prevalência da amamentação. A ausência de uniformidade limita a possibilidade de comparações diretas de resultados de diferentes estudos e de análises de séries temporais. Conjunto de indicadores básicos de aleitamento materno e de aleitamento materno exclusivo foi consensuado, no Brasil, em 2002, por peritos da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa). No âmbito internacional, especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgaram um outro indicador de aleitamento materno exclusivo, em 2003. A OMS propõe a classificação das prevalências em quatro níveis: ruim (0% a 11%), sofrível (12% a 49%), bom (50% a 89%) e ótimo (90% ou mais). Objetivos. Quatro objetivos foram definidos: 1. adequar as informações sobre o aleitamento materno no Brasil aos indicadores estabelecidos pela Ripsa; 2. adequar igualmente as informações sobre o aleitamento materno exclusivo no Brasil ao Aleitamento materno no Brasil vii indicador proposto pela OMS; 3. verificar a tendência dessa prática alimentar no País no último quarto do século XX; e 4. analisar a associação entre o trabalho materno fora do lar e o aleitamento materno exclusivo. Métodos. Quatro estudos foram realizados para responder os objetivos estabelecidos. Todos têm por base novas análises do banco de dados do primeiro inquérito nacional específico de aleitamento materno realizado no dia da Campanha Nacional de Vacinação Infantil, em 16 de outubro de 1999, na área urbana das capitais brasileiras e do Distrito Federal, coordenado pela autora desta tese. A apresentação das informações segue o padrão habitual de artigos científicos com título, resumo, abstract, introdução, método, resultados, discussão e referências. Foram obtidas as prevalências de aleitamento materno e de aleitamento materno exclusivo nas idades de 30, 120 e 180 dias, preconizadas na Ripsa, e de aleitamento materno exclusivo no intervalo etário de 0 a 179 dias sugerido pelos especialistas da OMS. A tendência do aleitamento materno foi pesquisada por comparação de três inquéritos populacionais realizados em 1974-1975, 1989 e 1999. Os resultados das duas primeiras pesquisas, 1974-1975 e 1989, foram retirados de trabalho que analisou a evolução do aleitamento no período correspondente. A medida de risco empregada para o estudo da associação entre trabalho materno (sim ou não) e aleitamento materno exclusivo (sim ou não) foi a razão de chances (em inglês, odds ratio, OR). Os ORs foram calculados para cada região do país, segundo os anos de estudo da mãe (0, 1 a 8, 9 a 11 e 12 ou mais). As prevalências foram estimadas por regressão simples, modelos logito e probito, e os ORs por regressão logística multivariada. Todas as estatísticas foram calculadas por ponto e por intervalo (intervalo de confiança de 95%), com o uso do programa estatístico SAS, versão 8.2. Aleitamento materno no Brasil viii Resultados. As prevalências de aleitamento materno para o Brasil foram aos 30, 120 e 180 dias, respectivamente, 87,3% (86,8 - 87,7), 77,5% (77,1 - 78,0) e 68,6% (68,2 - 69,1) e, de aleitamento materno exclusivo, nas mesmas idades, 47,5% (46,4 - 48,5), 17,7% (17,2 - 18,3) e 7,7% (7,2 - 8,2). Nas capitais, a freqüência do aleitamento materno exclusivo aos 30 dias oscilou entre 73,4% (Fortaleza) e 25,2% (Cuiabá). Aos 180 dias de vida, as taxas alternaram de 16,9% em Belém a 2,8% em Cuiabá. No primeiro semestre de vida, houve redução moderada da prevalência do aleitamento materno e queda acentuada da prevalência de aleitamento exclusivo. Foram observadas diferenças importantes na freqüência do aleitamento materno exclusivo entre as capitais pesquisadas. Na faixa etária estabelecida pela OMS, de 0 a 179 dias, a prevalência estimada para o país foi 26,6%. Para as capitais investigadas, as taxas variaram de 12,5% a 43,7%. Esses números classificam o Brasil como de prevalência sofrível em aleitamento materno exclusivo. A tendência de aumento do aleitamento materno verificada no País nas décadas de 70 a 80 persistiu nos anos de 1990. O aumento da freqüência da amamentação correspondeu a 40% no grupo de crianças com um mês de vida, a 150%, no quarto mês, a 200%, no sexto mês, e a 240% aos 12 meses. No estudo da associação de variáveis, todos os ORs foram maiores que a unidade. Há tendência de aumento do OR com o aumento da escolaridade materna, embora com significância estatística apenas para as regiões Nordeste e Sudeste. Nessas regiões, mães que não trabalham foram e com maior escolaridade têm mais chance de realizar o aleitamento materno exclusivo, comparadas àquelas que trabalham fora e têm 0 anos de estudo. Conclusão. Pelos indicadores da Ripsa e da OMS, a prevalência do aleitamento materno exclusivo no Brasil é baixa, embora a tendência do aleitamento materno seja crescente nas últimas décadas. A desigualdade na chance de aleitamento materno Aleitamento materno no Brasil ix exclusivo entre mães que trabalham fora e com menor escolaridade comparadas as que não trabalham fora e têm maior escolaridade deve ser levada em conta nas ações em prol dessa prática alimentar. _________________________________________________________________________________________ ABSTRACT
Introduction: Until the age of six months, the feeding of an infant should be restricted to maternal breast milk. Although the proportion of women unable to breast feed their babies for biological reasons is no greater than 10%, the frequency of breastfeeding is usually rather low. In Brazil, since 1981 a combination of measures, specific actions and legal mechanisms have guided, organized and regulated the activities of health service providers and of other economic agents to promote breastfeeding. As a consequence, studies into the prevalence and trends amongst different population groups in relation to breastfeeding and its different forms have intensified, as have investigations into non-biological factors related to breastfeeding. Various ages are used to estimate breastfeeding prevalence. The lack of uniformity limits the possibility of making direct comparisons between the results of different studies and of time series analyses. A set of basic indicators for breastfeeding and exclusive breastfeeding was established in Brazil in 2002, by experts from the Interagency Network for Health Information (Ripsa). On the international front, specialists from the World Health Organization (WHO) announced another indicator of exclusive breastfeeding in 2003. The WHO proposes the classification of prevalence into four levels: poor (0% to 11%), fair (12% to 49%), good (50% to 89%) and very good (90% or more) Objectives. Four objectives were defined: 1. adapt the information about breastfeeding in Brazil to the indicators established by Ripsa; 2. equally adapt the information about exclusive breastfeeding in Brazil to the WHO-proposed indicator; 3. verify the trend of breastfeeding practice in Brazil in the final quarter of the 20th Aleitamento materno no Brasil xi century; and 4. analyze the association between mothers working out of the home and exclusive breastfeeding. Methods. Four studies were carried out to achieve the established objectives. All of them were based on new analyses of the database from the first specific national survey into breastfeeding executed on National Infant Vaccination Day; the 16th of October 1999, in the urban regions of the Brazilian state capitals and the Federal District (Brasília), coordinated by the author of this thesis. The information is presented in the standard fashion of scientific articles with the title, summary, abstract, introduction, method, results, discussion and references. The prevalence of breastfeeding and exclusive breastfeeding were obtained for the ages of 30, 120 and 180 days, as set forth by Ripsa, and for exclusive breastfeeding for the age range of 0 to 180 days, as suggested by WHO specialists. Breastfeeding trends were researched by comparison against three population surveys carried out in 1974-1975, 1989 and 1999. The results of the first two surveys, 1974-1975 and 1989, were taken from a study that analyzed the evolution of breastfeeding during the corresponding period. The measurement of risk used for the study of the association between working mothers (yes or no) and exclusive breastfeeding (yes or no) was the odds ratio (OR). The ORs were calculated for each region of the country according to the number of years for which the mother attended school (0, 1 to 8, 9 to 11 and 12 or more). The prevalence levels were estimated by simple regression, logit and probit models, and the ORs by multivariate logistic regression. All the statistics were calculated as point and interval estimates (95% confidence interval), with the use of the statistics program SAS, version 8.2. Results. Breastfeeding prevalence in Brazil for 30, 120 and 180 days old respectively was: 87.3% (86.8 – 87.7), 77.5% (77.1 – 78.0) and 68.6% (68.2 – 69.1); Aleitamento materno no Brasil xii and, for exclusive breastfeeding at the same ages: 47.5% (46.4 – 48.5), 17.7% (17.2 – 18.3) and 7.7% (7.2 – 8.2). In the Brazilian state capitals, the frequency of exclusive breastfeeding at 30 days ranged from 73.4% (Fortaleza) to 25.2% (Cuiabá). At 180 days old, the levels range from 16.9% in Belém to 2.8% in Cuiabá. In the first six months of the infant’s life, there was a moderate reduction in breastfeeding prevalence and an acute drop in exclusive breastfeeding. Significant differences in exclusive breastfeeding frequency were observed between the capital cities surveyed. In the age group established by the WHO, from 0 to 179 days, the estimated prevalence for the country was 26.6%. For the cities studied, the rates varied from 12.5% to 43.7%. These numbers classify the prevalence of exclusive breastfeeding in Brazil as fair. The trend of increased breastfeeding verified in Brazil in the 1970s and 80s continued in the 1990s. The increase in breastfeeding frequency corresponded to 40% in the group of one month-old infants, to 150% at four months, 200% at six months, and to 240% at twelve months. In the study of variable association, all the ORs were greater than one. There is a trend showing an increased OR with more years of schooling completed by the mother, although only in the northeast and southeast regions were these increases statistically significant. In these regions, non-working mothers and those with better schooling have more chance of performing exclusive breastfeeding compared to working mothers and those with 0 years of study. Conclusion. According to the Ripsa and WHO indicators, exclusive breastfeeding prevalence in Brazil is low, although there has been a growing trend for breastfeeding over the last decades. The inequality between the chance of exclusive breastfeeding by working mothers and those with less schooling compared to those who do not work out Aleitamento materno no Brasil xiii of the home and have more years of schooling should be taken into account in action to promote this feeding practice.
Description: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, 2007.
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