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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.unb.br/handle/10482/13745
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Title: Adultos com depressão : prevalência no Brasil e em estudo de base populacional no Distrito Federal
Authors: Silva, Marcus Tolentino
Orientador(es):: Pereira, Maurício Gomes
Assunto:: Depressão mental
Issue Date: 29-Jul-2013
Citation: SILVA, Marcus Tolentino. Adultos com depressão: prevalência no Brasil e em estudo de base populacional no Distrito Federal. 2013. 77 f., il. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.
Abstract: Introdução: A depressão é um problema de saúde pública associado à incapacidade funcional e à elevada morbimortalidade. Apesar de comum, suas estimativas de frequência estão fragmentadas em diversos estudos, e o Distrito Federal carece de estimativas recentes. Objetivo: Realizaram-se duas pesquisas, uma para avaliar a prevalência de depressão em adultos (18 a 65 anos) em estudos realizados no Brasil e outra para estimar a prevalência e os fatores associados à depressão autorreferida em adultos residentes no Distrito Federal. Métodos: Na primeira pesquisa, conduziu-se uma revisão sistemática. Foram elegíveis estudos transversais de base populacional, sem restrição quanto ao idioma, data ou tipo de publicação. Até abril de 2013, pesquisou-se no MEDLINE, Embase, Scopus, LILACS, SciELO e Domínio Público. Após seleção pareada e independente, a qualidade metodológica dos estudos incluídos foi avaliada seguindo instrumento padronizado. Realizaram-se meta-análises a partir do modelo de efeito randômico de Mantel-Haenszel para obter a estimativa global, e metarregressões para investigar a heterogeneidade. Na segunda pesquisa, realizou-se um estudo transversal de base populacional, com amostragem probabilística, por conglomerados, em dois estágios. Partiu-se dos setores censitários urbanos e com mais de 200 moradores. Recrutaram-se adultos entre 18 a 65 anos. Considerou-se a depressão autorreferida como desfecho primário. A partir de uma análise hierarquizada em blocos e uma regressão de Poisson com variância robusta, calculou-se as razões de prevalência (RP) dos seguintes fatores associados: renda, escolaridade, ocupação, sexo, idade, estado conjugal, doenças crônicas autorreferidas, utilização de serviços de saúde e avaliação subjetiva do estado de saúde. Resultados: A primeira pesquisa selecionou 23 estudos (n = 455.058, 65,7% mulheres). A prevalência de depressão foi 13,7% (IC 95%: 12,5-14,9%; I² = 99,4%) na população geral; 18,8% (IC 95%, 16,9-20,0%; I² = 99,3%) em mulheres; e 6,8% (IC 95%: 5,9-7,7%; I² = 97,9%) em homens. Constatou-se tendência de aumento da prevalência com a idade de recrutamento no sexo feminino (p < 0,01) e de declínio no masculino (p = 0,02). A segunda pesquisa incluiu 1.593 adultos, dos quais 58,3% eram mulheres. A depressão foi autorreferida por 11,2% (IC 95%: 9,8-12,9%) dos entrevistados. A frequência em mulheres foi 14,6% (IC 95%: 12,0-17,6%) e em homens 7,7% (IC 95%: 5,6-10,2). A análise multivariada apontou os seguintes fatores estatisticamente significantes à depressão autorreferida: sexo feminino (RP = 1,8; IC 95%: 1,4-2,5), 50 a 65 anos (RP = 1,6; IC 95%: 1,1-2,2), hipertensão (RP = 1,6; IC 95%: 1,1-2,4), problemas cardíacos (RP = 2,0; IC 95%: 1,3-3,0), problemas respiratórios (RP = 2,9; IC 95%: 2,1-4,1), hospitalização nos últimos 12 meses (RP = 1,76; IC 95%: 1,2-2,5), limitações na realização de atividades habituais (RP = 2,0; IC 95%: 1,2-3,2) e dor/desconforto (RP = 1,6; IC 95%: 1,1-2,2). Conclusão: Apesar de a elevada heterogeneidade sugerir inconsistência dos resultados das meta-análises, os dados apontam elevado impacto da depressão na população adulta brasileira, afetando principalmente as mulheres com idade mais avançada. A depressão é uma doença frequente na população adulta do Distrito Federal. As mulheres e as pessoas entre 50 a 65 anos foram os mais susceptíveis. Os demais fatores identificados podem nortear ações de prevenção. __________________________________________________________________________ ABSTRACT
Introduction: Depression is a public health problem, associated to functional incapacity, morbidity and mortality. Despite being frequent, estimates of population prevalence are fragmented in several studies. Brasilia, the federal capital of Brazil, lacks recent estimates in the field. Objective: We performed two researches: the first assessed the prevalence of depression in adults (18 to 65 years old) in studies held in Brazil. The second estimated the prevalence of depression and associated factors in adults that live in Brasilia. Methods: In the first research we did a systematic review of cross-sectional, population-based studies. No restrictions of language, date, or publication type applied. We searched MEDLINE, Embase, Scopus, LILACS, SciELO, and Dominio Publico databases up to April 2013. After a duplicate selection of studies, their methodological quality was assessed following a previously standardized tool. We calculated meta-analyses using random effects model to obtain the overall estimate and metarregressions to investigate heterogeneity. In the second research, a cross- sectional, population-based study was held in Brasilia, following a probabilistic cluster sampling of two stages. Adults of 18 to 65 years old residents in census tracks higher than 200 inhabitants were eligible. The primary outcome was self-referred depression. Prevalence ratios (PR) were obtained through Poisson regression of robust variance following a hierarchical model to assess the association of the following factors: income, education, occupation, sex, age, marital status, self- reported chronic diseases, healthcare services utilization, and subjective health state assessment. Results: Twenty-three studies were included in the systematic review (n = 455,058; 65.7% women). The prevalence of depression was 13.7% (IC 95%: 12.5- 14.9%; I² = 99.4%) in the general population, 18.8% (IC 95%: 16.9-20.0%; I² = 99.3%) in women, and 6.8% (IC 95%: 5.9-7.7%; I² = 97.9%) in men. We observed a tendency of increase in the prevalence with higher recruitment ages in women (p < 0.01) and of decrease in men (p = 0.02). The cross-sectional study included 1,593 adults (women = 58.3%). Depression was self-reported by 11.2% (IC 95%: 9.8- 12.9%) of the participants. Prevalence in women was 14.6% (IC 95%: 12.0-17.6%) and in men it was 7.7% (IC 95%: 5.6-10.2). Multivariate analysis showed positive association of the following factors to self-reported depression: women (RP = 1.8; IC 95%: 1.4-2.5), age from 50 to 65 years old (RP = 1.6; IC 95%: 1.1-2.2), hypertension (RP = 1.6; IC 95%: 1.1-2.4), cardiac diseases (RP = 2.0; IC 95%: 1.3-3.0), respiratory illnesses (RP = 2.9; IC 95%: 2.1-4.1), hospital addition in the last 12 months (RP = 1.76; IC 95%: 1.2-2.5), limitation in usual activities (RP = 2.0; IC 95%: 1.2-3.2), and pain or discomfort (RP = 1.6; IC 95%: 1.1-2.2). Conclusion: In spite of the high heterogeneity that suggests inconsistency of the meta-analyses results, data shows a high impact of depression in Brazilian adults, mainly in older women. Depression is a frequent disease in adults that live in Brasilia, and women of older ages are more vulnerable. The other identified risk factors can be useful for planning prevention policies.
Description: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, 2013.
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições:Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
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