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    <title>DSpace Coleção:</title>
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    <dc:date>2026-07-13T21:45:47Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://repositorio.unb.br/handle/10482/55366">
    <title>Ensino por investigação na formação inicial de professores de Biologia : contribuições da inteligência artificial no planejamento de aulas investigativas</title>
    <link>http://repositorio.unb.br/handle/10482/55366</link>
    <description>Título: Ensino por investigação na formação inicial de professores de Biologia : contribuições da inteligência artificial no planejamento de aulas investigativas
Autor(es): Pereira, Letícia Ester Nunes e Silva
Resumo: A literatura científica tem destacado as potencialidades do Ensino de Ciências por Investigação (EnCI), bem como o crescente processo de integração das inteligências artificiais nos contextos educacionais. Inserido nesse cenário, este trabalho teve como objetivo analisar o uso da Inteligência Artificial Generativa (IAGen) por licenciandos em Ciências Biológicas no planejamento de aulas investigativas. Participaram da pesquisa estudantes de uma turma de graduação que atuaram como estagiários em escolas da rede pública, no nível médio. A produção dos dados ocorreu por meio de observação direta extensiva associada à análise de documentos elaborados pelos participantes, tais como relatos reflexivos sobre os aspectos positivos e negativos do uso da IA na construção dos planos de aula, comparações entre os planejamentos elaborados por eles e pela IA, além de planejamentos de aulas que integraram situações-problema comumente encontradas em salas de aula e prompts relacionados ao ensino por investigação. Ainda foram realizadas rodas de conversa que abordaram tanto as concepções dos licenciandos sobre o ensino por investigação quanto as experiências vivenciadas com o uso da IAGen ao longo do estágio. A análise dos dados foi conduzida por meio da técnica de Análise de Conteúdo (Bardin, 2011), em articulação com o referencial teórico sobre ensino por investigação e inteligência artificial, mobilizado conforme a especificidade das atividades desenvolvidas na disciplina. Os resultados indicaram que o uso da IAGen contribuiu, de forma geral, para o aprimoramento de aspectos estruturais e pedagógicos nos planejamentos de aula, como a formulação de objetivos de aprendizagem, a diversificação de estratégias didáticas, a escolha de recursos e a proposição de atividades avaliativas. Por outro lado, também foram identificadas limitações, especialmente relacionadas à necessidade de revisão crítica por parte dos licenciandos quanto às sugestões geradas pela IA, revelando a importância da atuação docente na mediação e adaptação dos conteúdos propostos. Ao analisar a presença de elementos do ensino por investigação nos planejamentos, observou-se que etapas gerais do planejamento docente, como a introdução ao tema e a definição de procedimentos, foram frequentemente incluídas nas propostas geradas pela IAGen, indicando uma tendência da ferramenta em reproduzir práticas pedagógicas mais convencionais. Em contrapartida, etapas mais específicas do processo investigativo como a formulação de problemas e, especialmente, a elaboração de hipóteses apareceram com menor frequência ou, em alguns casos, não foram contempladas. Essa constatação sugere uma limitação da IA em abordar de forma completa as etapas do ensino por investigação. No que se refere às concepções dos estudantes sobre o EnCI, foi possível perceber que os licenciandos destacaram a importância do estímulo à autonomia dos alunos, da resolução de problemas, da formulação de hipóteses, dentre outras etapas. Essas perspectivas indicam que parte dos estudantes demonstrou apropriação conceitual dos princípios do EnCI. No entanto, também se observaram compreensões pontuais e, em alguns casos, pouco consolidadas, revelando que o entendimento sobre a abordagem investigativa ainda está em processo de formação para alguns alunos. Dessa forma, as percepções dos licenciandos sobre o ensino por investigação, aliadas à experiência prática com o uso da IAGen, evidenciam tanto avanços quanto desafios na construção de uma prática docente investigativa mediada por tecnologias. Esta pesquisa suscita, então, reflexões sobre a importância de uma formação inicial que promova o uso pedagógico consciente e crítico das inteligências artificiais, articulado aos fundamentos do ensino por investigação, de modo a favorecer práticas mais autônomas, criativas e alinhadas às atuais demandas do ensino em Ciências.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Instituto de Química, Instituto de Física, Faculdade UnB Planaltina, Faculdade de Educação, 2026.</description>
    <dc:date>2026-07-13T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://repositorio.unb.br/handle/10482/55365">
    <title>A influência dos itinerários formativos sobre a motivação de estudantes : uma análise sob a perspectiva da teoria da autodeterminação</title>
    <link>http://repositorio.unb.br/handle/10482/55365</link>
    <description>Título: A influência dos itinerários formativos sobre a motivação de estudantes : uma análise sob a perspectiva da teoria da autodeterminação
Autor(es): Rodrigues, Jéssica Magalhães
Resumo: Instituída por meio da Medida Provisória nº 746/16, posteriormente convertida em lei 13.415/17, a reforma popularizada como Novo Ensino Médio organiza o currículo em torno de uma formação comum, orientada pela Base Nacional Comum Curricular, e uma formação diversificada, ofertada por meio de itinerários formativos. O discurso em torno da flexibilização curricular e a organização do ensino em torno da pedagogia das competências retomam aspectos já discutidos e problematizados ao longo da história educacional brasileira. Apesar do discurso em torno da autonomia e do protagonismo estudantil, emergem questionamentos quanto à viabilidade de um ensino capaz de atender à diversidade de necessidades e aspirações das juventudes brasileiras, bem como ao risco de intensificação das desigualdades educacionais já existentes. Dentre os diversos fatores que afetam a aprendizagem, a motivação é o enfoque da presente pesquisa, orientada pela Teoria da Autodeterminação de Deci e Ryan. De acordo com a teoria, a autonomia, a competência e o pertencimento são aspectos essenciais ao bem-estar e ao pleno desenvolvimento dos indivíduos e, portanto, são denominados Necessidades Psicológicas Básicas. A presente pesquisa teve como objetivo averiguar em que medida os itinerários formativos nutrem (ou negligenciam) tais necessidades e, consequentemente, de que forma contribuem para a aprendizagem discente. A pesquisa, de cunho qualitativo, foi realizada com estudantes recém-ingressos na Universidade de Brasília. Os dados foram coletados por meio de um questionário e analisados à luz da Análise de Conteúdo de Bardin. Os resultados indicam que, apesar de níveis satisfatórios de autonomia, competência e pertencimento, observam-se ressalvas quanto ao currículo diversificado, sobretudo em razão de seus impactos sobre as disciplinas tradicionais. Constatam-se diferenças consideráveis quanto ao nível de motivação para os itinerários e para a formação geral básica. O interesse pelos conteúdos e sua proximidade com os objetivos de vida constituem os principais motivos para a escolha dos itinerários, quando esta ocorre. A percepção de esvaziamento curricular, desorganização institucional e despreparo docente constituem os fatores que mais afetaram negativamente a experiência discente. Os relatos de insatisfação são mais recorrentes entre estudantes advindos da rede pública. Todavia, as contribuições dos itinerários para o desenvolvimento acadêmico e profissional e para a diversificação de temáticas e conteúdos abordados são reconhecidas e apontadas como pontos positivos. A curiosidade pela temática abordada, o caráter prático-experimental e o bom relacionamento professor-aluno configuram os principais motivos para a preferência por determinados itinerários; por sua vez, a preterição decorre, sobretudo, do desinteresse pela temática e da abordagem de conteúdos considerados pouco relevantes pelos estudantes. Prevalecem entre os participantes perspectivas positivas quanto aos itinerários de Ciências da Natureza. Quanto às sugestões de itinerários, destacam-se aspirações por disciplinas associadas a uma formação voltada para uma vida funcional e socialmente crítica, aprofundamento técnico ou acadêmico em conteúdos específicos, bem como manifestações de satisfação com os itinerários já ofertados</description>
    <dc:date>2026-07-13T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://repositorio.unb.br/handle/10482/55364">
    <title>Entre o pertencimento e o não-lugar : vivências de pessoas pardas que se reconhecem como negras na sociedade brasileira</title>
    <link>http://repositorio.unb.br/handle/10482/55364</link>
    <description>Título: Entre o pertencimento e o não-lugar : vivências de pessoas pardas que se reconhecem como negras na sociedade brasileira
Autor(es): Augusto, Neiva Nayara de Oliveira
Resumo: A presente pesquisa trata do entre o pertencimento e o não-lugar: Vivências de pessoas pardas&#xD;
que se reconhecem como negras na sociedade brasileira, que tem como objetivo identificar,&#xD;
analisar e interpretar as dificuldades enfrentadas por pessoas pardas que se reconhecem como&#xD;
negras no contexto brasileiro. Para tanto, esta pesquisa está dividida em duas etapas. Etapa 1:&#xD;
Um estudo documental norteado pela Netnografia para a identificação, análise e interpretação&#xD;
das dificuldades enfrentadas por pessoas pardas que se reconhecem como negras no contexto&#xD;
brasileiro, através da análise de interações em comunidades virtuais no Instagram. Etapa 2:&#xD;
Um estudo realizado por meio de Grupos Focais visando ouvir pessoas pardas, baseadas em&#xD;
temas evocados na Etapa 1, buscando compreender suas experiências, percepções e&#xD;
representações, bem como analisar o lugar que ocupam dentro da estrutura social ao se&#xD;
reconhecerem como negras no contexto brasileiro. As duas etapas da pesquisa foram&#xD;
fundamentadas na metodologia de pesquisa qualitativa, utilizando a Netnografia e 12 Grupos&#xD;
Focais como método de coleta de dados. Participaram dos Grupos Focais 56 pessoas, das quais&#xD;
54 se autodeclararam pardas que se reconheceram como negras. Entre os participantes, havia&#xD;
uma pessoa autodeclarada como Quilombola, três pessoas autodeclaradas com deficiência, uma&#xD;
pessoa autodeclarada como bissexual. A análise dos dados foi realizada por meio do&#xD;
MAXQDA e interpretação através da análise temática reflexiva. Como resultado foi possível&#xD;
evidenciar de forma singular sobre o significado de ser uma pessoa parda que se reconhece&#xD;
como negra, evidenciando que a ausência de pertencimento constitui a base do não-lugar. No&#xD;
entanto, diante das múltiplas interpelações levantadas, torna-se impossível definir o não-lugar&#xD;
como um conceito fixo ou absoluto. Os achados sobre o não-lugar se fizeram presente tanto na&#xD;
Netnografia como nos Grupos Focais. Os participantes dos dois estudos apresentaram&#xD;
semelhanças diante da importância do tema pertencimento como ponto de partida essencial&#xD;
para investigar as dificuldades enfrentadas por pessoas pardas ao se identificarem como negras.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Cultura, 2025.</description>
    <dc:date>2026-07-13T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://repositorio.unb.br/handle/10482/55363">
    <title>Abolicionismo penal quilombista : saberes (des)ordeiros nas encruzilhadas da criminologia afrobrasileira</title>
    <link>http://repositorio.unb.br/handle/10482/55363</link>
    <description>Título: Abolicionismo penal quilombista : saberes (des)ordeiros nas encruzilhadas da criminologia afrobrasileira
Autor(es): Góes, Luciano
Resumo: Enquanto o abolicionismo penal é considerado “utopia”, práticas punitivistas seguem&#xD;
encarcerando, de diversas formas e em massa, corpos negros iguais ao meu, sob o título de&#xD;
(uma) “justiça” que, dada a sua função de legítima defesa da branquitude, é incapaz de&#xD;
solucionar os problemas que esta criou e que garantem sua supremacia, fundada no&#xD;
colonialismo jurídico. Imprescindível para o sistema de injustiça racial, a prisão, mesmo em&#xD;
seu (re)conhecido “estado de coisas inconstitucionais”, afiança a segurança pública que&#xD;
naturaliza a morte negra, sendo a expressão da natureza colonial imodificável de uma&#xD;
sociedade gestada como território desumanizador e segregacionista. Como instituição&#xD;
projetada para prender o “mal” (sobretudo quem é rotulado como tal) em seu devido lugar&#xD;
(onde toda punição é permitida e requerida), a (i)lógica prisional reverbera a ideologia cristã&#xD;
que faz do cárcere a tradução concreta do inferno (branco) cuja subsistência decorre de&#xD;
dogmas demonizantes. O racismo religioso é, portanto, a base do princípio do bem e do mal&#xD;
que (retro)alimenta o Direito penal e a relação entre direitos e deveres do Contrato Social que&#xD;
ordena o “Estado moderno” e seus discursos humanitários. Empurrando para o meio da roda&#xD;
antirracista a branquitude e todos os seus pactos monocromáticos, essa tese, confluindo a&#xD;
(des)ordem insurgente aos brados ancestrais por liberdade, comprova que utopia é continuar&#xD;
acreditando que a prisão e o Direito penal poderão, algum dia, cumprir a promessa de “fazer&#xD;
justiça” (principalmente em termos raciais) e nos salvar da branquitude. É a prisão como&#xD;
“pena justa” que assegura a legalidade das múltiplas manifestações do genocídio estrutural,&#xD;
inerente ao Contrato Racial composto por vários contratos antinegros, sendo a necropolítica a&#xD;
cláusula penal executada cotidianamente. É desmascarando a sanha punitivista, que assegura a&#xD;
eficácia do sistema de controle racial brasileiro, com a despolitização racial da segunda maior&#xD;
população negra do mundo, que a encruzilhada formada pela Criminologia afro-brasileira e&#xD;
pelo Abolicionismo Penal Quilombista, verso e reverso do mesmo projeto (des)ordeiro&#xD;
orientado por Exu, abre caminhos responsabilizantes a partir da complementariedade entre&#xD;
“bem” e “mal”, libertando as humanidades desumanizadas das prisões (in)formais brancas.&#xD;
Nesse sentido, a exunêutica, práxis enlaçadas na escrevivência transgressora, aponta para a&#xD;
abolição dos cárceres pela marginalidade, talhando estratégias de (sobre)vivência ao seguir os&#xD;
(descom)passos gingados e as mandingas (anti)jurídicas de Zé Pelintra, que reconceitua a&#xD;
periculosidade negra. Corporizando a tática quilombista e transitando entre mundos, rodas,&#xD;
(contra)teorias e práticas que confessam a “falência” da prisão, o projeto negro abolicionista&#xD;
invade e ocupa os “círculos restaurativos” para substituí-los pela circularidade de uma Justiça&#xD;
Restaurativa Afrodiaspórica, sem se perder em sentidos performáticos, para implodir a&#xD;
arquitetônica racista fundacional de nossa sociedade e sua cultura colonial(izante). Nesse&#xD;
movimento subversivo, resgato e (re)potencializo direitos que fundaram e sustenta(ra)m a&#xD;
República Negra de Palmares, modelo único de um Estado Plurinacional Pluriversal&#xD;
Democrático, estruturado no comunitarismo, na igualdade, na liberdade, na não-outrificação e&#xD;
no bem-viver de toda a coletividade, princípios fundamentais do Contrato Quilombista,&#xD;
constituinte do sistema de justiça afrodiaspórico que deve ser (re)constituído como projeto&#xD;
político de futuro ancestral.
Informações adicionais: Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Programa de Pós-Graduação em Direito, 2023.</description>
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