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Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unb.br/handle/10482/9891
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Title: Ensaio clínico do miltefosine no tratamento de pacientes com leishmaniose mucosa
Authors: Silva, Juliana Saboia Fontenele e
Orientador(es):: Sampaio, Raimunda Nonata Ribeiro
Assunto:: Leishmaniose - tratamento
Issue Date: 20-Jan-2012
Citation: SILVA, Juliana Saboia Fontenele e. Ensaio clínico do miltefosine no tratamento de pacientes com leishmaniose mucosa. 2011. 104 f.,il. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas)-Universidade de Brasília, Brasília, 2011.
Abstract: Introdução: A leishmaniose mucosa (LM) acomete 2 a 10% dos pacientes com leishmaniose tegumentar americana, e é marcada por dano tecidual intenso, escassez de parasitos e recidivas frequentes. Os antimoniais pentavalentes são os fármacos de escolha para o tratamento da LM há mais de seis décadas, entretanto, sua elevada toxicidade e numerosas contraindicações constituem limitações ao seu uso e demandam alternativas terapêuticas. O miltefosine é a primeira droga oral a tratar com sucesso a LM no Novo Mundo. Este é o primeiro estudo realizado no Brasil com o miltefosine para o tratamento da LM. Objetivos: Avaliar a eficácia terapêutica e segurança do miltefosine no tratamento de pacientes com LM no Distrito Federal. Métodos: Foi realizado ensaio-clínico randomizado controlado no Hospital Universitário de Brasília-DF, no período de agosto de 2009 a março de 2011. Vinte e um pacientes com LM foram incluídos no estudo e acompanhados por seis meses. Os pacientes foram divididos em dois grupos e tratados com miltefosine 100 mg/dia por 28 dias, ou glucamina 20mg SbV/kg/dia por 30 dias. Foi realizada análise estatística por intenção de tratar para comparar a resposta ao tratamento entre os grupos, considerando significativo um p-valor inferior a 0,05. Resultados: Onze pacientes foram tratados com miltefosine e 10 com glucamina. Ocorreram duas perdas: 1 paciente do grupo miltefosine (por abandono) e 1 paciente do grupo glucamina (tratamento interrompido devido à cardiotoxicidade). Não houve nenhuma recidiva, e somente 1 paciente do grupo glucamina apresentou falha terapêutica. A taxa de cura foi de 90% (10/11) para o grupo miltefosine e 80% (8/10) para o grupo glucamina, sem diferença estatística significante (p=0,586). O tempo de evolução para a cicatrização das lesões no grupo miltefosine foi menor que no grupo glucamina: 30 dias versus 90 dias, respectivamente (p = 0,0132). Conclusão: O tratamento da LM com miltefosine mostrou-se tão eficaz quanto o tratamento padrão com a glucamina, com a vantagem de ser menos tóxico e proporcionar a cura das lesões em menos tempo. Palavras-chave: tratamento; miltefosine; leishmaniose tegumentar americana; leishmaniose mucosa. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT
Introduction: Mucosal leishmaniasis (ML) affects 2 to 10% of American Tegumentary Leishmaniasis patients, and is marked by severe tissue damage, few parasites and frequent relapses. Pentavalent antimonials have been the drugs of choice for ML treatment for over sixty years. However, its high toxicity and several contraindications are limitations to its use and require alternative therapies. Miltefosine is the first oral drug to successfully treat ML in the New World. This is the first clinical trial with miltefosine for ML treatment in Brazil. Objectives: To evaluate the efficacy and safety of miltefosine in the treatment of ML patients in Distrito Federal, Brazil. Methods: A randomized-controlled trial was conducted at the University of Brasilia Hospital, Distrito Federal, Brazil, from August 2009 to March 2011. Twenty-one patients with ML were included on the study and divided into two groups of treatment: miltefosine 100 mg/day for 28 days, or meglumine antimoniate (glucamine), 20mg SbV/kg/day for 30 days, with six months of follow-up. Statistical analysis was performed by intention to treat to compare the treatment response in both groups, whereas a p-value lower than 0.05 was considered significant. Results: Eleven patients received miltefosine and 10 glucamine. There were two losses: 1 patient from miltefosine group (abandonment) and 1 patient from glucamine group (withdrawal due to cardiotoxicity). There was no recurrence, and only 1 patient from glucamine group has failed therapy. The cure rate was 90% (10/11) for miltefosine group and 80% (8/10) for glucamine group, with no statistically significant difference (p= 0.586). The time course for the healing of the lesions in miltefosine group was lower than in glucamine group: 30 days versus 90 days, respectively (p = 0.0132). Conclusion: ML treatment with miltefosine was as effective as standard therapy with glucamine, with the advantage of being less toxic and providing the healing of lesions faster.
Description: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, 2011.
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